O vestido polêmico que Olivia Rodrigo resgatou e virou febre em 2026
O retorno do babydoll, impulsionado por Olivia Rodrigo, reacende o debate sobre feminilidade. Sua história é mais complexa que a "infantilização"
Por Ana Carolina Palermo
22 Maio 2026, 07h00
Olivia Rodrigo usando um babydoll durante sua apresentação em Barcelona (Reprodução/Getty Images)
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Introdução
O retorno do vestido babydoll, popularizado por Olivia Rodrigo, reacendeu o debate sobre feminilidade e sexualização. Mergulhe na rica história da peça, de sua origem na Segunda Guerra Mundial à alta-costura e ao legado subversivo do riot grrrl, e compreenda por que a moda feminina continua a ser alvo de interpretações controversas.
Principais Tópicos
A polêmica da “infantilização feminina” em torno do babydoll de Olivia Rodrigo.
A verdadeira história da peça: de camisola de guerra a ícone da alta-costura.
Como o babydoll se tornou um símbolo de juventude e subversão.
O legado do vestido no movimento riot grrrl e no rock feminino.
Por que a moda feminina ainda é julgada para além de sua estética.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
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O vestido babydoll voltou ao centro da cultura pop — e a responsável por recolocar a peça no debate contemporâneo é Olivia Rodrigo. A cantora passou a incorporar o modelo nos figurinos de sua nova turnê e transformou o visual em um dos assuntos mais comentados das últimas semanas nas redes sociais.
Durante a divulgação do álbum You Seem Pretty Sad for a Girl So In Love, a artista apareceu usando diferentes versões do babydoll: de camisolas com babados inspiradas no glamour melancólico de Valley of the Dolls a vestidos florais retrô acompanhados de bloomers — uma espécie de short bufante com babados.
O visual rapidamente gerou controvérsia online, principalmente após o show realizado em Barcelona, no último dia 8 de maio. Parte do debate passou a interpretar o babydoll como um símbolo necessariamente ligado à ingenuidade infantil. A leitura, porém, ignora a própria história da peça.
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A origem do vestido babydoll na moda
1942: criada por Sylvia Pedlar durante a Segunda Guerra Mundial, a camisola estilo babydoll nasceu como resposta ao racionamento de tecidos (Reprodução/Getty Images)
A trajetória do babydoll contradiz diretamente essa associação. A peça surgiu em 1942, criada pela estilista Sylvia Pedlar durante a Segunda Guerra Mundial. Em meio ao racionamento de tecidos, ela desenvolveu uma camisola curta, ampla e confortável como resposta prática às limitações da época.
O modelo ganhou projeção internacional em 1956, com o lançamento do filme Baby Doll, escrito por Tennessee Williams. No longa, a atriz Carroll Baker apareceu usando versões fluidas e encurtadas da camisola, consolidando a imagem do babydoll no imaginário popular.
Poucos anos depois, em 1958, Cristóbal Balenciaga levou a silhueta para a alta-costura ao apresentar vestidos trapézio e modelos conhecidos como “sack dress”. O que antes era sleepwear passou a ocupar passarelas e editoriais de moda.
Já nos anos 1960, a estética foi absorvida pela Swinging London, movimento que revolucionou a moda jovem britânica. Estilistas como Mary Quant e modelos como Twiggy ajudaram a transformar o babydoll em símbolo de juventude e liberdade estética.
Décadas depois, o vestido voltou a ganhar força nas passarelas. Quando Miuccia Prada colocou o babydoll no centro da coleção Primavera/Verão 2016 da Miu Miu, descreveu a peça como uma “armadura contra o conservadorismo”.
Anos mais tarde, Loewe, Chloé e Alberta Ferretti retomaram a silhueta em coleções recentes, consolidando o retorno do babydoll entre as tendências de 2026.
Olivia Rodrigo não está sozinha nesse movimento. Taylor Swift, Sabrina Carpenter e Gwyneth Paltrow também apareceram recentemente usando versões da peça.
A relação entre o babydoll e o movimento riot grrrl
Courtney Love e Kat Bjelland usando modelos babydoll (Reprodução/Getty Images)
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Nos anos 1990, o babydoll reapareceu sob outra perspectiva: a do grunge e da contracultura feminina. Artistas como Courtney Love e Kat Bjelland passaram a usar vestidos babydollcombinados com maquiagem borrada, botas pesadas e guitarras distorcidas.
Mais do que delicadeza, o visual carregava uma estética de confronto e ironia. Historicamente, o vestido está ligado à moda adulta feminina e atravessa diferentes movimentos culturais — do glamour hollywoodiano à cena punk. Em algumas versões, os bloomers associados ao look também dialogam com referências do movimento sufragista e da moda reformista do século XIX.
Olivia Rodrigo e a discussão sobre feminilidade na moda
“Eu realmente amo a ideia de um vestido babydoll”, afirmou Olivia Rodrigo em entrevista recente à Vogue. A cantora também explicou que suas referências vêm diretamente da cena riot grrrl e de artistas como Courtney Love e Kat Bjelland.
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