O mundo definitivamente não merece Megan Rapinoe

Heroína da vitória dos Estados Unidos na última Copa do Mundo, ela agora é modelo de uma das grifes mais cool do planeta.

O mundo não merece Megan Rapinoe e, mesmo assim, ela continua presenteando a humanidade dia após dia. Nesta semana, por exemplo, ela foi revelada como rosto da grife de luxo espanhola Loewe, uma das marcas mais coesas e cool da atualidade. Fotografada pelo renomado Steven Meisel, a escolha da ativista e estrela da Seleção Feminina de Futebol dos Estados Unidos já pode ser considerada como um grande acerto. Afinal de contas, ela não representa e não está nem aí para os antigos padrões de gênero celebrados constantemente pelo mundo fashion.

Para quem não está familiarizada, a atleta foi uma das grandes responsáveis por levar o time norte-americano até a vitória na Copa do Mundo Feminina de 2019, e, como se isso não fosse suficiente, levou o prestigioso Bola de Ouro, além de ser eleita a melhor jogadora do ano pela FIFA. Durante o torneio mundial, fez duras críticas ao presidente Donald Trump e foi bastante vocal quanto à conhecida disparidade salarial entre homens e mulheres – principalmente no futebol. Membro da comunidade LGBT+, ela também ganhou notoriedade ao ajoelhar em solidariedade ao notório protesto contra racismo do jogador Colin Kaepernick.

Na campanha, Megan aprece com o cabelo magenta (marca registrada!) acompanhado da tradicional “face vitoriosa” dela, que, durante a Copa, recebeu diversas críticas de muitos torcedores homens por acharem ela pretensiosa demais, já que, provavelmente, na cabeça deles uma mulher não deve ser confiante.

Além da foto principal, que deverá aparecer em outdoors por toda a Europa, a grife também liberou um vídeo para amarrar todo o conceito.

Dirigido por Benn Northover e chamado de “For Real, a peça traz a atleta pedindo para audiência: “use sua voz. Fale diretamente do seu coração. Seja honesta. Encontre a verdade — e ela pode ser desconfortável, mas –, encontre ela, viva ela, seja ela”.

O discurso é genérico, é verdade, mas vindo de quem vem – e dado todo o histórico dela de luta por causas igualitárias -, faz toda a diferença. Mesmo que nenhuma peça de roupa tenha sido mostrada (e não é esse o objetivo de campanhas?), já quero absolutamente toda essa coleção.

Vai, Megan, ocupe todos os espaços!

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