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Jeremy Scott sobre o Brasil: “minha moda faz sentido aqui”

Nesta terça-feira (15), ESTILO conversou com o estilista norte-americano durante o lançamento de sua coleção em parceria com a Melissa, em São Paulo.

Por Melissa Vaz - Atualizado em 21 jan 2020, 13h13 - Publicado em 15 mar 2016, 13h53

Jeremy Scott pode ser amigo das maiores estrelas pop, vestir roupas incrivelmente coloridas e fazer carão no tapete vermelho. Mas o “estilista do povo”, como ele próprio gosta de se chamar, ainda carrega muito do garoto que cresceu em Kansas City. Solícito, responde a todas as perguntas com a excitação de alguém que está dando sua primeira entrevista. Gentil, gosta de puxar papo: ao final da conversa, perguntou se eu moro em São Paulo e, interessado, ouviu atentamente ao meu rápido relato de como vim parar na capital paulista. Confira, a seguir, o resultado de nosso bate-papo inspirador:

É a sua primeira vez no Brasil?

Não, eu estive aqui quatro ou cinco atrás para o lançamento da minha coleção em parceria com a Adidas. Visitei São Paulo e Rio de Janeiro.

Quais suas impressões do Brasil e da moda brasileira?

Eu amo o Brasil. Os brasileiros são muito calorosos e adoram vestir roupas coloridas. É um lugar divertido, cheio de cor e sexy. O meu trabalho faz sentido aqui. Essa combinação é muito única.

Certa vez, você disse que há muitas coisas sérias no mundo e você escolheu não ser uma delas. Por quê?

Há coisas sérias, tristes e depressivas que nós não conseguimos mudar. Então por que fazer parte disso se eu posso criar coisas excitantes e coloridas? A vida é feita de escolhas. Eu escolho ser divertido.

Como você equilibra diversão e luxo tanto na Moschino quanto em sua marca própria?

Eu sempre tento trazer a diversão. Esse é o segredo. Existem milhões de bolsas pretas de couro com alça de correntes douradas. Por que não fazer diferente? Isso torna a Moschino e a Jeremy Scott únicas para seus clientes.

Anitta é uma espécie de embaixadora brasileira da Moschino. Vocês já se conheceram pessoalmente?

Não, vamos nos encontrar hoje mais tarde. Estou ansioso, adoro sua personalidade divertida e seu talento. Eu me sinto lisonjeado por ela ser tão apaixonada por minhas criações.

Como foi o processo criativo de sua coleção em parceria com a Melissa?

Quando eles fizeram o convite, fiquei muito animado com a possibilidade de trabalhar com plástico. O desejo de fazer uma mule foi imediato porque o modelo é divertido e parece um sapato da Barbie. Depois veio a ideia do detalhe inflável; não quis esconder o plástico, mas sim celebrar o material no design dos calçados. O time de criação da Melissa foi incrível em capturar o espírito divertido a partir dos meus sketches. Tem sido uma alegria trabalhar com a marca.

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O que você seria se não fosse estilista?

Eu amo criar, então seria alguma coisa ligada à arte… Eu amo compartilhar minha visão com as pessoas, então talvez eu seria diretor de cinema.

Você está sempre fazendo várias coisas, criando novas coleções, estabelecendo parcerias de sucesso… O que você gosta de fazer quando tem tempo livre?

Eu adoro ir ao cinema. Assistir a um filme em uma sala enorme, ao lado de pessoas que você não conhece, ainda é uma experiência incrível e mágica. Eu amo.

Você gosta de um gênero específico de filmes? Qual é sua produção favorita?

Não, sou bem aberto. Adoro comédia, drama, sci-fi… Só não gosto de filmes de terror. Meu favorito é Brazil, uma comédia de ficção científica.

Qual foi a última peça de roupa que você comprou?

É uma pergunta interessante. Eu não costumo comprar muitas roupas porque sempre visto as peças que crio. Às vezes, gosto de ir a brechós. Itens vintage têm personalidade e são inspiradores.

Você nasceu no Kansas e hoje é um dos estilistas mais influentes da atualidade. Como você vê isso?

Na verdade, eu não penso muito sobre isso. Eu sou muito sortudo e me sinto honrado em receber apoio e ter tanta gente apaixonada pelo que eu faço. Por isso, meu objetivo é fazer cada vez mais e, com sorte, inspirar e fazer algumas pessoas felizes.

 

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