Dia das Mães: Claudia em casa por 9,90

Com pouco, gêmeas viram ícones de moda da favela brasileira

As it-favela Tasha e Tracie Okereke começaram cortando peças de dois reais e pintando estampas com canetinha.

Por Laís Barros Martins 18 ago 2017, 10h30 | Atualizado em 20 jan 2020, 08h24
16464169_1855341851348458_6166447936013074432_n-1
 (Instagram/Reprodução)
Continua após publicidade

As gêmeas Tasha e Tracie Okereke, de 22 anos, são pretas, moradoras da favela no Jardim Peri, e têm a paixão comum pela moda. Juntas, elas criaram, em 2014, o blog Expensive $hit, além de outros projetos focados em proporcionar autoestima à mulher negra por meio da cultura, da música e da moda, já apoiados por marcas como Nike e Melissa, por exemplo.

Com um passado marcado por complexos sobre relacionamentos e o cabelo afro, o gosto pela moda, especialmente a moda africana, já estava presente em suas vidas, muito por influência do pai nigeriano e por inspiração em cantores como Tupac, Snoop Dog e Diana Ross.

19425472_1353529961390327_6543984640892338176_n
()

Tudo começou com um presente. Elas ganharam uma blusa e decidiram deixar a peça mais parecida com elas. Pegaram a tesoura e transformaram-na em um cropped. A partir daí, passaram a garimpar roupas em brechós a um ou dois reais e imprimiam nelas suas identidades, principalmente cortando-as, já que não envolvia custos extras, ou fazendo intervenções com canetas, para conseguir uma “estampa”. Customizando roupas desde então, hoje a dupla se considera It-Favela. 

A proposta do blog sempre foi “mostrar que é possível se vestir escandalosamente bem com MUITO pouco (muito mesmo)!”, dizem. A ideia logo conquistou jovens de periferia, que encontravam ali editoriais de moda lindos e sem custar mais de vinte reais.

Continua após a publicidade

Este ano fizeram o primeiro desfile próprio, junto ao coletivo Mulheres Pretas Independentes da Favela (Mpif). Na passarela, só mulheres negras da favela, em oposição à “higienização” da indústria que prefere “pintar de preto uma pessoa branca”. Além disso, elas seguem fazendo festas, e querem levar à periferia cursos profissionalizantes e aulas de história. O sonho é lançar uma marca própria, sempre pensando em fazer com que o dinheiro volte para a periferia. “Que o dinheiro do preto volte para o preto e todo mundo enriqueça, é uma ambição bem grande”, declaram.

20482350_1374555192621822_2079726480161505280_n
()

* Informações originalmente levantadas pela Revista AzMina

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

OFERTA RELÂMPAGO

Digital Completo

Moda, beleza, autoconhecimento, mais de 11 mil receitas testadas e aprovadas, previsões diárias, semanais e mensais de astrologia!
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 52% OFF

Revista em Casa + Digital Completo

Receba Claudia impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 12,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).