7 momentos que fizeram o reality de Viih Tube ser acusado de humilhar funcionários
"As Patroas (e o Patrão)" motivou uma investigação do Ministério Público do Trabalho (MPT) e levou Viih Tube a gravar um pronunciamento
O reality As Patroas (e o Patrão), criado por Viih Tube e Eliezer, nasceu com a proposta de acompanhar uma competição entre funcionários da casa do casal. Ao todo, 11 empregados disputariam um prêmio de R$ 20 mil, além de recompensas distribuídas ao longo das provas.
O projeto, no entanto, durou pouco. Horas após a estreia do primeiro episódio, o programa passou a ser alvo de críticas nas redes sociais, levou o Ministério Público do Trabalho (MPT) a abrir um procedimento para apurar possíveis violações trabalhistas e motivou até uma manifestação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que reforçou que “humilhação não é entretenimento” quando envolve relações de trabalho.
A seguir, relembre os momentos que mais geraram indignação.
1. Procurar moedas dentro do vaso sanitário
A primeira prova já começou cercada de polêmica.
Os participantes precisavam encontrar moedas de plástico escondidas em diversos pontos da casa. Algumas estavam em locais comuns, como a sala e um lago artificial. Outras, porém, haviam sido colocadas dentro de um vaso sanitário e de uma lixeira de banheiro.
As imagens dos funcionários colocando as mãos nesses locais rapidamente viralizaram e passaram a ser apontadas como vexatórias.
2. A lixeira do banheiro também fazia parte da prova
O vaso sanitário não foi o único ponto criticado.
Outra etapa exigia que os participantes procurassem moedas em uma lixeira de banheiro, que continha papel higiênico e outros resíduos cenográficos. Embora a produção tenha afirmado posteriormente que o ambiente havia sido preparado especialmente para a gravação, as cenas continuaram sendo vistas por muitos como degradantes.
“Eu peguei de dentro do lixo. Cheio de papel, cheio de bosta”, disse Anderson, motorista de Viih Tube e Eliezer, participante do desafio.
3. Funcionária é obrigada a mergulhar em lago
Em outro momento controverso do programa, uma funcionária precisa entrar no lago da casa para recuperar uma das moedas.
4. Quem faltasse às gravações seria eliminado
Logo na apresentação do programa, Eliezer explicou que os participantes precisariam comparecer às gravações mesmo em dias em que normalmente estariam de folga.
Segundo ele, quem deixasse de participar seria eliminado da competição.
A informação também repercutiu negativamente nas redes sociais, especialmente porque o reality envolvia empregados da residência do casal.
5. Privilégios ligados à jornada de trabalho
A vencedora da primeira prova recebeu R$ 1 mil, pontos na competição e ainda ganhou o direito de disputar um benefício escolhido pelo público.
Entre as opções estavam uma massagem, um jantar ou entrar uma hora mais tarde no trabalho durante uma semana.
6. O reality virou alvo do Ministério Público do Trabalho
A repercussão negativa ultrapassou as redes sociais.
O Ministério Público do Trabalho informou que abriu procedimento para apurar possíveis irregularidades trabalhistas envolvendo o programa e verificar se houve violação de direitos dos empregados participantes.
Pouco depois, o Tribunal Superior do Trabalho publicou uma mensagem nas redes sociais reforçando que expor trabalhadores a situações humilhantes ou constrangedoras pode caracterizar assédio moral.
Embora o TST não tenha citado nominalmente Viih Tube e Eliezer, a publicação ocorreu após a repercussão do reality.
7. O programa saiu do ar após a repercussão
A pressão foi tão grande que o primeiro episódio acabou sendo retirado das plataformas pouco depois da estreia.
Segundo o casal, novos episódios já estavam gravados, mas a estratégia precisou ser revista diante da repercussão. Mais tarde, um segundo episódio foi publicado para contextualizar a proposta do projeto.
O que Viih Tube respondeu às críticas?
Após a enxurrada de críticas, Viih Tube afirmou que a intenção do reality nunca foi humilhar funcionários.
Segundo a influenciadora, o objetivo era chamar atenção para a discussão sobre a escala 6×1 e provocar um debate sobre jornadas exaustivas de trabalho. Ela afirmou que imaginava gerar repercussão, mas não esperava que o programa tomasse a proporção que tomou.
Viih também disse que todos os participantes aceitaram participar voluntariamente do projeto, assinaram um contrato específico de produção audiovisual e receberam remuneração independente do vínculo empregatício.
“A gente já sabia desde o início que o Ministério do Trabalho poderia fiscalizar. É direito deles”, afirmou em vídeo publicado nas redes sociais.
Mesmo após o esclarecimento, o reality continua sendo investigado pelo MPT. Até o momento, não há conclusão sobre a apuração, que segue em andamento.
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