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Pensamentos sobre ‘Game of Thrones’: 6ª temporada, Episódio 9

Sansa Stark = melhor Stark.

Por Lucas Castilho Atualizado em 21 jan 2020, 08h54 - Publicado em 20 jun 2016, 09h36

Teria sido esse o melhor episódio de Game of Thrones de todos os tempos? Longe disso. Algumas coisas, e falaremos mais para frente, foram difíceis de engolir, mas isso não significa que não tenha sido uma hora memorável, como sempre acontece com os penúltimos capítulos da série. A “Batalha dos Bastardos” foi, sim, de tirar o fôlego (sério, alguém conseguiu respirar?) e, certamente, algo nunca antes visto na história da TV.

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Mais do que isso: presenciamos o desabrochar de um personagem que, sem a ajuda de dragões, gigantes, magia do Deus da Luz, crianças da floresta e até mesmo agulhas, tornou-se o melhor player nos jogo dos tronos. Sim, ela mesma: Jean Grey. Brincadeira. Sansa Stark – a melhor Stark.

Meereen

Legal, a gente AMA ver os dragões, a.k.a. deus ex-machina, em ação (e eles gastaram muito dinheiro nessa cena!) e ama ainda mais quando Daenerys Targaryen, Filha da Tormenta, a Não Queimada, Mãe de Dragões, Rainha de Mereen, Rainha dos Ândalos e dos Primeiros Homens mostra o quanto é foda perante aos seus inimigos, mas, vem cá, isso já não aconteceu umas 45893 vezes nessa série? Nessa temporada rolaram pelo menos três momentos assim. De qualquer forma foi um momento incrível e tal e uma excelente forma de preparar os telespectadores para o que estava por vir…

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Pelos lados de Winterfell

O que nós presenciamos na noite deste domingo (19) não foi TV. A “Batalha dos Bastardos” foi muito mais do que isso, muito mais do que cinema, inclusive. “Game of Thrones”, com a ajuda de um gordo orçamento da HBO, presenteou os telespectadores com uma fotografia impecável, cenas impressionantemente bem gravadas, tensas e com perdas consideráveis de ambos os lados (estamos olhando para você, Wun Wun, o gigante). “Foi a coisa mais difícil logisticamente falando que eu já fiz na vida”, declarou Miguel Sapochnik, diretor do espetáculo. A gente imagina! Mas, enfim, chega de bajulação porque todo mundo viu que foi incrível, né? Vamos falar dos acontecimentos.

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Rickon está morto e não foi nenhuma novidade, não é mesmo? A gente sabia, Sansa sabia, Westeros inteira sabia, só mesmo Jonzinho-Floco-de-Neve ficou surpreso com o resultado. E já que tocamos no nome dele, me digam: por que diabos trazem o garoto da morte se é para ele fazer o que fez?! Não tem desculpa, ele meteu os pés pelas mãos, não ouviu os conselhos da irmã, quase bateu as botas de novo diversas vezes e se apoiou completamente na única coisa que você não pode se apoiar em uma guerra: sorte. Claro, sorte é importante, mas o que ganham as guerras são estratégias (e ele não tinha uma que era lá grandes coisas), homens e armas. Mas, ainda bem, Sansa Stark estava lá…

A dona de Winterfell

Sansa Stark, ex-Sonsa Stark, finalmente despertou. Sim, ninguém gostava muito dela no começo, porque sempre foi essa garotinha mimada cujo único sonho era encontrar o príncipe encantado. Ela foi criada dessa maneira. Mas a vida foi muito cruel com ela. MUITO CRUEL MESMO. NOSSA, COITADA DESSA MENINA, VOCÊS VIRAM TUDO O QUE ELA SOFREU? E mesmo depois de ter passado por tantos horrores, como aquele desnecessário estupro cometido pelo detestável Ramsey, ela se manteve impassível, e isso confundiu o telespectador.

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A força dessa personagem sensacional estava toda dentro dela – palmas para Sophie Turner. “Ninguém pode proteger você”, chegou a dizer para o Sonso Snow, já que ela só pôde contar consigo mesma. Depender da bondade de estranhos? Nunca. E a garota aprendeu com os mestres (Cersei, Mindinho…) a arte da manipulação, de fazer guerras silenciosas, a observar em vez de falar. Sansa esperou o momento certo para agir e triunfou. Por pior que seja se alegrar com a morte de uma outra pessoa (e “Game of Thrones” sabe como ninguém despertar essa lado obscuro de todos nós), Ramsey, o personagem mais odiado da história de todas as histórias (sorry, Joffrey!), provou do próprio veneno e foi maravilhoso assistir ao sorriso vitorioso de Sansa. É, a Fênix-Negra acordou.

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OUTROS PENSAMENTOS RÁPIDOS

– Davos está mais perto da verdade do que aconteceu com Shireen. Vem coisa boa por aí.

– Quem também já está shippando o casal Danyara? A interação de Dany e Yara Greyjoy foi uma das melhores coisas do episódio. Não víamos Khaleesi ter tanta química com alguém, sei lá, desde Khal Drogo.

– O que foi a cena de Jonzinho-Floco-de-Neve no meio dos dois exércitos? PQP!

– Alguém aí mais achou que eles pesaram a mão só um pouquinho no sangue? Ficou parecendo algo como o espanhol Festival La Tomatina.

– Todo mundo sabia que Mindinho iria ajudar, mas foi bom do mesmo jeito. Agora, resta saber o que ele vai querer em troca…

– Ramsey mereceu a morte? Mereceu. Mas os produtores do seriado ajudaram bastante a aumentar nosso ódio com as várias demonstrações gratuitas do sadismo do personagem. Estamos de olho.

– O episódio com mais mortes de todos os tempos da TV. Rickon, Wun Wun, o gigante, Ramsey Bolton, milhares de soldados, meereelianos, escravos, mais alguém? R.I.P.

Who let the dogs out? RISOS.

– Semana que vem é o último episódio da temporada e devemos ver o julgamento de Cersei, o desfecho do flashback da Torre da Alegria e os próximos passos de nossos personagens favoritos. O queremos que aconteça? Uma palavra composta: fogo-vivo.

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