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Após batalha judicial, família real belga ganha nova princesa

Delphine Boël está desde 2013 movendo ações para ter o reconhecimento do pai, o rei Albert, e os mesmos direitos dos irmãos

Por Da Redação - Atualizado em 2 out 2020, 19h33 - Publicado em 2 out 2020, 19h00

A família real ganhou mais uma integrante na linha de sucessão ao trono belga. Delphine Boël, a filha secreta do ex-rei Albert II, tornou-se oficialmente princesa nesta quinta-feira (1) após decisão do Tribunal de Apelações em Bruxelas.

Aos 52 anos, a artista concluiu a saga que enfrentou para que tivesse a paternidade reconhecida pelo rei Albert e pela Justiça. Em janeiro, foi divulgado que o teste de DNA deu positivo, logo ela era realmente filha de Albert, de 85 anos, que abdicou do trono em 2013 por causa de problemas de saúde.

A decisão de se autodenominar integrante da realeza também foi estendida aos seus dois filhos, Josephine 17, e Oscar, 12, que agora são princesa e príncipe.

Por meio de uma nota, Marc Uyttendaele, advogado de Boël, celebrou a conquista da princesa. “Ela está muito satisfeita com a decisão do tribunal, que põe fim a um longo processo que é particularmente doloroso para ela e sua família”, apontou. “Uma vitória legal nunca substituirá o amor de um pai, mas oferece um senso de justiça”, acrescentou.

Mesmo com o resultado positivo, o rei demorou para reconhecer a paternidade. Porém, ele voltou atrás e revelou o desejo de “por fim em honra e dignidade a este doloroso procedimento”. Delphine é fruto de uma relação extraconjugal de Albert com a baronesa Sybille Selys de Longchamps.

“Ela não quer ser desprezada como uma criança, só ter exatamente as mesmas prerrogativas, títulos e qualidades de seus irmãos e irmã”, informou o advogado de Delphine.

Em 1956, Albert se casou com a rainha Paola, com que teve três filhos, sendo um deles Phillipe, o atual rei da Bélgica. Já Delphine nasceu em 1968, que veio a público em 2005 reivindicar o reconhecimento do pai, que na infância ainda era presente.

Os desafetos e abandono começaram, segundo Boël, quando o rei Balduíno, irmão de Albert e sem filhos, morreu em 1993. Com isso, o pai dela foi direcionado ao trono belga. As ações judiciais movidas por Delphine começaram 2013. 

 

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