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Leandra Leal sobre adoção: Um encontro de almas, amor escolhido

Atriz encerrou processo de adoção da pequena Júlia, 2 anos, em dezembro de 2016 e falou pela primeira vez sobre maternidade

Por Da Redação Atualizado em 19 jun 2017, 12h40 - Publicado em 11 abr 2017, 13h10

A atriz Leandra Leal, 34 anos, falou pela primeira vez sobre a filha recém-adotada com o marido, Alê Yousef, 42 anos, em entrevista a Lázaro Ramos no programa Espelho, do Canal Brasil. A maternidade se tornou uma realidade na vida de Leandra em dezembro de 2016, quando o processo de adoção de Júlia, 2 anos, foi finalizado.

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Minha participação no programa #Espelho do @olazaroramos vai ao ar na segunda-feira no @canalbrasil, mas já está disponível no Globosatplay. Uhuhu, a entrevista ficou especial porque falei de coisas que só falaria para amigos queridos como o Lázaro! Então é oportunidade única! Quem quiser assistir, só ir no stories que postei o link aberto para todo mundo.

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“Foi muito louco me tornar mãe (…) Nunca engravidei, nunca tive filho, mas tive a minha filha da forma mais linda do mundo. Ela me adotou como mãe e isso é muito transformador, puro, louco (…) A forma como eu me tornei mãe, para mim, foi mágica. Um encontro de almas, um amor escolhido”, disse Leandra ao apresentador na edição do programa exibido na última segunda-feira (10).

Durante a conversa, Lázaro questionou a atriz sobre a preocupação de criar uma criança negra no Brasil. A carioca respondeu que se preocupa, sim, com o assunto e passou a refletir mais sobre o tema depois de adotar Júlia – que é negra. “Eu me considero uma pessoa consciente e nunca fui indiferente ao racismo, mas agora, mãe da Julia é muito diferente. Antigamente quando me diziam que eu não entendia isso, porque não passava por isso, eu dizia que entendia. Mas não, não entendia. Eu tenho muita preocupação com o lugar que ela vai ser criada, com o país que ela vai enfrentar.”

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Quem puxa aos seus não degenera!

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Leandra também destacou algumas dificuldades e percepções que teve após a adoção da menina. “Comecei a questionar os meus valores, os meus amigos. Eu comecei a ver que a Zona Sul do Rio é predominantemente branca e comecei a me incomodar (…) Vi nos primeiros dias com negócio de xampu. Não existe shampoo para crianças com cabelo crespo com menos de dois anos. É uma loucura.

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Para enfrentar essas dificuldades, ela enfatizou que seu principal objetivo na criação de Júlia e explicar o valor da menina no mundo. “O que me preocupo muito é passar para ela desde pequena o valor dela, de como ela é incrível. Ela é um fenômeno! Um fenômeno da natureza, e não é porque ela é minha filha. Quero que ela seja uma mulher forte, que ela saiba o que ela vai enfrentar e que ela seja uma guerreira, como toda mulher Leal. Minha mãe [a atriz Ângela Leal, 69 anos] fala isso, ela é muito uma Leal.”

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Essa foto resume o ano de 2016, apesar de tantos problemas para o Brasil e o mundo, pessoalmente esse foi o ano mais lindo da nossa vida. Amor e família. E é disso que lembraremos no final. É disso que a histórias são feitas. E é exatamente por isso que devemos lutar mais do que nunca por um mundo melhor e mais justo para todos. Pode vir, 2017. Com amor, liberdade e luta.

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