Glória Perez publica foto rara de Daniella no dia que ela faria 48 anos

A autora faz questão de manter acesa a memória da filha, assassinada há 25 anos

Já se passaram 25 anos desde que a atriz Daniella Perez foi assassinada, mas sua mãe, a autora Glória Perez, 69 anos, faz questão de manter a sua memória viva. Todos os anos, em seu aniversário – que seria neste sábado, 11 de agosto – e na data do crime – 28 de dezembro – ela usa as redes sociais para falar da filha.

Na publicação feita na data em que Daniella completaria 48 anos, Glória usou uma foto antiga delas abraçadas e sorridentes. “Ontem, hoje e sempre #11 de agosto”, escreveu na legenda.

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Ontem, hoje e sempre #11 de agosto

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O crime

Ocorrido em 28 de dezembro de 1992, o crime gerou comoção popular e teve vasta repercussão nos telejornais nacionais e internacionais. Daniella Perez, na época, interpretava a personagem Yasmin, na novela global De Corpo e Alma, com o enredo assinado pela sua própria mãe. A protagonista fazia par romântico com o motorista Bira, representado por Guilherme de Pádua.

Naquele mesmo dia, os atores gravaram a cena final do romance entre o casal Yasmin e Bira, e momentos depois da gravação, Guilherme teve uma crise de choro, e muito nervoso, procurou pela protagonista, a quem entregou dois bilhetes, fato presenciado por diversas camareiras no estúdio. Depoimentos dados à Justiça confirmaram o ocorrido, ele dizia estar desapontado por ter seu papel “desmerecido” na trama, por não ter atuado em dois capítulos daquela semana.

Logo após este episódio, ele deixou o estúdio Tyacoon, localizado na Barra da Tijuca, e buscou Paula Thomaz, sua esposa na época, que estava grávida de 4 meses. Os dois voltaram para o local onde as gravações eram realizadas com um lençol e um travesseiro. Ao chegarem no destino, Paula não desceu do carro, permanecendo no carro do marido durante o tempo em que ele voltou para encerrar o expediente.

Quando as filmagens foram encerradas, por volta das 21h, o par romântico tirou algumas fotos com os fãs e deixaram o lugar. Guilherme seguiu o Escort da atriz, e foi visto pelo motorista das crianças que tinham fotografado com o casal estacionando seu Santana num acostamento próximo ao posto de gasolina que ela havia parado para abastecer. Logo após sair do posto,

Guilherme, então, fechou o carro de Daniella e assim que ambos desceram dos veículos, ele a agrediu com um soco no rosto, deixando-a desacordada, fato posteriormente confirmado por dois frentistas que estavam presentes. Colocada desacordada no banco de trás do Santana, Paula a levou junto com o ator, que estava dirigindo o Escort da vítima, para a rua Cândido Portinari, uma das mais desertas da Barra da Tijuca.

Após estacionarem os carros, os dois passaram a apunhalá-la – num primeiro momento dentro do veículo e depois num matagal. Daniella foi morta com 18 estocadas desferidas na região do pulmão, coração e pescoço. Um advogado que passava pela rua, anotou as placas dos carros por acreditar que se tratasse de um assalto, identificou a movimentação de um casal e denunciou à polícia. Quando os policiais chegaram, apenas encontraram o carro da vítima, e logo também seu corpo, que estava escondido em uma moita.

Guilherme e Paula foram até a delegacia e chegaram a consolar a mãe e o marido da vítima. Rapidamente, os peritos descobriram que o Santana era de propriedade do ator que interpretava Bira, mesmo que a primeira letra da placa estivesse adulterada com fita isolante. As informações identificadas pela testemunha que fez a denúncia constavam que o carro havia sido identificado como OM-1115, quando na verdade, a placa original era LM-1115. Assim fora eliminada a alegação de crime passional.

No dia 29 de dezembro, Guilherme foi levado à delegacia, e a princípio, negou a participação, mas acabou confessando a autoria no mesmo dia. Paula também confessou que havia participado do assassinato, mas negou posteriormente. Em uma conversa com o marido grampeada pelo delegado, ele declarou que daria um jeito sozinho. O casal foi preso em 31 de dezembro e reivindicou o direito de apenas falar em juízo. Guilherme e Paula foram condenados por homicídio duplamente qualificado, sentenciados a cumprirem 19 anos e 18 anos e seis meses, respectivamente.

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