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Eriberto Leão de volta às raízes

O galã de Paraíso fala de seu amor pela natureza e da cultura do interior

Por Redação M de Mulher
21 jul 2009, 21h00 • Atualizado em 21 jan 2020, 07h13
Wal Ribeiro (/)
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  • Eriberto Leão se identifica com seu
    personagem, Zeca, em Paraíso
    Foto: Divulgação/ Rede Globo

    Vivendo o primeiro protagonista na nona novela de sua carreira, a maioria na Globo, Eriberto Leão, 37 anos, é a mais pura expressão da realização pessoal. Isso porque o galã se identifica de corpo e alma com seu personagem, Zeca. Herói ousado e corajoso, ele ama a natureza, as crenças e mitos ainda tão presentes nas cidades do interior do Brasil. Assim como o ator, que na infância passava as férias em São José dos Campos (SP) e adorava. “É um universo fantástico. E o Zeca fala as coisas que eu penso”, disse o gato.
     
    O jeito másculo e arrojado do peão tem atraído cada vez mais fãs e o assédio só aumenta. Mas o astro, que namora a atriz Andréa Leal há três anos, tira de letra e aproveita o contato com o público para passar o seu recado de paz e amor.

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    TITITI – A que você atribui o sucesso de Paraíso?
    Eriberto Leão – A novela de Benedito Ruy Barbosa (o autor da história) mostra o interior, um Brasil mais verdadeiro, que é honesto, íntegro, onde a palavra basta e existe respeito.

    Só que também há as carolices, como a da maluca da Mariana (papel de Cássia Kiss na novela).
    Claro, existem, sim, as famílias tradicionais e carolas como a da Santinha (Nathalia Dill), mas a verdade é que a sociedade preserva mais seus valores.

    Pelo jeito, você tem uma ligação forte com o interior.
    Tenho, sim. Eu me criei em São Paulo, porém passava as férias em São José dos Campos, no interior do estado, onde nasci, e adorava. Queria até morar lá. Só depois que fui para a faculdade (de administração e artes cênicas) desisti da ideia.

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    O que é mais importante manter na vida que se leva por lá?
    O amor à terra e o respeito pela natureza.

    Você está falando da preocupação com o ambiente?
    Sim. No final do ano vou lançar um documentário chamado Aos Brasileiros, sobre a questão dos índios ianomâmis em Roraima. Ao realizar esse trabalho como diretor, descobri que brasileiro não sabe nada de Brasil, não tem informação sobre a Floresta Amazônica. Muita gente de fora está comprando terra por lá. Precisamos cuidar do nosso tesouro.

    Vamos falar do Zeca. Foi difícil aprender a tocar o berrante?
    Minha primeira aula de berrante foi com um velho berranteiro que me perguntou o que era o som do berrante. Respondi que era o ruído do boi e ele corrigiu: “É o som da terra, da nossa mãe. Vem lá de baixo, sobe, sai pela tua boca e o animal reconhece o som da mãe dele, a terra”.

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    Que conexão interessante!
    A terra é sagrada. O Zeca é o filho do diabo, mas para ele Nossa Senhora é o símbolo da mãe terra. Na novela, o Benedito lida com mitos profundos.

    O dente de animal que o Zeca usa no pescoço como um talismã tem algum significado especial?
    Ganhei de um índio da tribo yawalapiti, aquela do cacique Aritana. Foi de uma onça que o avô dele matou. A onça é um dos animais mais fortes e poderosos das matas brasileiras. Na hora em que ganhei já pensei que seria do Zeca. Representa bem a ligação dele com a natureza.

    O Zeca tem a sua filosofia. De qual ideia dele mais gosta?
    Tem uma coisa que ele diz que faz muito sentido para mim. “Eu vejo Deus na flor e na abelha que suga o néctar da flor, no pássaro que devora a abelha, no homem que devora o pássaro e até na velhice que devora o homem. Só não consigo ver Deus é no homem que devora o homem.”

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    E no diabo, você acredita?
    No meu entender, o diabo é uma energia telúrica e tem a ver com a ambição, a paixão e o desejo, por exemplo. Quando essa energia te domina, ela representa o mal. Mas sem o desejo e a ambição, a gente estaria na idade da pedra. Então, ela é necessária também! E faz do Zeca um cavalo selvagem, que não será domado nunca. Como ele, eu sempre vou questionar tudo e procurar a verdade do meu coração e do coração dos meus irmãos, além do que é ensinado.

    O que é paraíso para você?
    Não é querer ser… É ser de verdade. E isso é bem difícil no mundo de hoje, onde tudo o que importa é a imagem. Como dizia Guimarães Rosa: é ser tão. Ou seja, ser natural e espontâneo como o próprio sertão.

    Mudou alguma coisa na sua vida por estar vivendo o protagonista?
    Tenho mais cenas para gravar (risos). O assédio também aumentou. Tento sempre aproveitar essas oportunidades com o público para uma conversa olho no olho, que faça alguma diferença. Falo, além disso, das coisas que o Zeca pensa, que batem com aquilo que eu quero para o mundo, ou seja, o amor ao próximo e a preservação da natureza!

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