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Eduardo Pires é o oposto de Vicente

Em entrevista, o ator mostra que é antenado e extrovertido, ao contrário de seu tímido personagem

Por Redação M de Mulher 22 out 2008, 21h00 • Atualizado em 21 jan 2020, 14h07
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  • Apesar de ser o oposto de Vicente, 
    Eduardo comenta que todo personagem 
    tem um pouco da personalidade do ator
    Foto: Juliana Coutinho

    Apesar de lembrar que todo ator tem algo do seu personagem, Eduardo Pires, 27 anos, é bem diferente do tímido Vicente, seu papel em Luz do Sol. O gato é do tipo antenado e extrovertido. Para conquistar uma garota, por exemplo, ele não conta só na aparência, aposta em seu bom papo. Cheio de atitude, ele já tem cerca de cinco anos de carreira. Atuou em Começar de Novo (2004) e Sinhá Moça (2006), da Globo; participou do filme Cazuza – O Tempo Não Pára (2004) e, no teatro, encenou O Ateneu, em 2002. Confira o gostoso bate-papo com o fofo.

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    tititi – Você queria ser arquiteto antes de se tornar artista, certo?
    Eduardo Pires – Pois é! Aos 19 anos, eu estava fazendo cursinho pensando em arquitetura. Só que ainda me sentia meio perdido. No colégio em que estudava, no Rio, havia bandas e cursos de teatro, e uns amigos me disseram que eu levava jeito para o palco.

    Então, você se entusiasmou?
    Foi, deixei o cursinho e me matriculei na CAL, a Casa das Artes de Laranjeiras. Ao final do curso de teatro, montamos uma peça. Os diretores gostaram de alguns de nós e resolveram nos produzir profissionalmente.

    Como é fazer o Vicente em Luz do Sol?
    Ele é um cara bem matuto, humilde e bronco, que eu estou adorando interpretar.

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    Você tem alguma característica dele?
    Não, sou bem diferente. Ele é um cara mais fechado. Eu já gosto de estar onde as coisas acontecem. Mas todo personagem acaba tendo um pouco da personalidade do ator.

    Como foi fazer um jovem gay no filme Cazuza?
    O Serginho era homossexual e tinha um caso com o Cazuza, que foi vivido por Daniel de Oliveira. Lembro que, na época, o André Gonçalves me disse: ‘Você é corajoso! Vai tomar pedrada na rua’. Ele estava se baseando no que ocorreu quando fez o Sandrinho da novela A Próxima Vítima (Globo, 1995). Mas eu não fui agredido, não.

    Você acha que o preconceito diminuiu?
    Não, agora parece estar mais camuflado. O que é pior porque, aparentemente, não existe e não é combatido.

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    Você tem namorada, é do tipo romântico?
    Sim, tenho. Mas não posso dizer o nome dela. Não por mim, mas por ela, que prefere assim. Sou romântico, gosto de jantar à luz de velas e de dar presentes.

    Prefere ser o conquistador?
    Meio a meio (risos). Às vezes, sou conquistado, porém, acho que sou mais conquistador. As mulheres, pelo menos uma parte delas, gostam de ser conquistadas. O meu sex appeal é na lábia, aposto na conversa. Aliás, mais do que no visual.

    Cinema, teatro ou televisão, o que prefere?
    Gosto é de trabalhar. Paulo Autran disse que o teatro é a arte do ator, o cinema é do diretor e a televisão, do comercial. No fundo, prefiro o teatro.

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    Qual é um passatempo gostoso para você?
    Vejo muitos fillmes em DVD. Escolho sempre pelos diretores: Federico Fellini, Vittorio de Sica, Ingmar Bergman, Woody Allen.

    Quais são seus projetos para depois de Luz do Sol?
    Não sei ainda se vou ficar na Record, porque tenho contrato só para esta novela. Mas uma coisa é certa: continuarei na televisão ou farei teatro, cinema, o que pintar.


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