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Dr. Hollywood volta às suas raízes

No Brasil, o cirurgião plástico Robert Rey conta que já teve complexo de inferioridade e elogia a beleza das brasileiras

Por Redação M de Mulher - Atualizado em 21 jan 2020, 08h45 - Publicado em 14 abr 2009, 21h00

Dr. Robert Rey ao lado da
apresentadora Daniela Albuquerque
Foto: Rafael França

O sucesso do reality show Dr. Hollywood, da RedeTV!, trouxe o cirurgião plástico Robert Rey, 47 anos, de volta ao Brasil. Ele veio para planejar um novo programa que também deverá apresentar com Daniele Albuquerque, 26. “Vamos falar de moda, estilo de vida e fazer fofocas de celebridades brasileiras e latinas”, revela o médico. Brasileiro radicado nos Estados Unidos desde os 11 anos, ele aproveitou a oportunidade para realizar um sonho antigo: conhecer o papa da cirurgia plástica, Ivo Pitanguy.
 
Nossa entrevista aconteceu no aeroporto Santos Dumont, no Rio, e durante todo o tempo éramos interrompidos por fãs que queriam tirar uma foto com o doutor. A todos, ele atendia com carinho. Rey foi adotado por uma família americana de missionários mórmons, assumiu a mesma religião e se formou na famosa Universidade Harvard. Acredita ser um vencedor por causa da sua fé.

tititi – Como foi o seu encontro com o Dr. Pitanguy?
Dr. Robert Rey – Sempre quis conhecê-lo. Pitanguy inventou essa profissão. Eu aprendi a técnica, mas ele é o criador… Indiretamente, meus pacientes e eu devemos tudo a ele.

Foi sua fonte inspiradora?
Fui estudar nos Estados Unidos com o sonho de ser cirurgião plástico por causa dele, sim. E tive muito êxito graças a Deus. Quis completar meu ciclo e voltar para agradecê-lo.

E como será o seu novo programa na TV?
Daniela e eu nos saímos muito bem em nossa parceria, temos boa química. Nosso programa é o segundo mais popular da Rede. Estamos começando a planejar essa segunda atração.

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E seria gravado no Brasil?
Sim, a ideia é falar de moda, estilo de vida, fofoca de celebridades…

Verdade que você só opera 10% dos pacientes que o procuram?
É sim. A verdade é que o corpo se recupera bem. Se a mulher teve um ou dois filhos, ela pode malhar, fazer dieta, caminhar muito. Não é preciso operar. Cirurgia pode deixar cicatrizes, dar infecção e até levar à morte. Só deveria ser feita em último caso.
 
O que se procura mais em Hollywood em termos de cirurgia plástica?
Hoje temos que fazer cirurgias que não deixam cicatrizes. Fazemos os seios pelo umbigo, por exemplo. Também são muito procuradas as cirurgias íntimas por mulheres que tiveram muitos filhos… 

Qual é o limite em termos de plásticas?
Não se deve fazer mais do que três cirurgias por vez. E depois tem que manter porque senão volta tudo.

Muitos brasileiros têm preconceito em relação a plástica. O que acha?
Isso não tem razão de ser. A vida é para ser melhorada. Nós nos educamos pela evolução da mente, frequentamos a igreja para melhorar o espírito e fazemos ginástica para manter a boa forma. Se temos uma orelha muito para fora, porque não dar uns pontinhos para colocá-la para trás? Mas o abuso é um perigo.

Por que você decidiu ser cirurgião plástico?
Adoro mulher, adoro arte, adoro ciência e com a cirurgia plástica você realmente pode mudar a vida de uma pessoa, a sua autoestima. A gente cura depressão, deixa as pessoas contentes.

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