Domingos Montagner: uma homenagem ao ator que nos deixou cedo demais

Domingos Montagner sempre recusou o rótulo de galã e sempre preferiu ser o cara normal, pai de três filhos, que vive uma nova fase da carreira.

Com 54 anos e 8 anos de carreira na TV, Domingos conquistou o público e os colegas de profissão. Nem o porte atlético – quase 1,90 m de altura – o salvou de se afogar no Rio são Francisco, onde o ator mergulhou e não subiu de volta à superfície.

O acidente aconteceu hoje por volta das 15h em Sergipe. Após o término da gravação, ele almoçou e, depois foi tomar um banho de rio. A atriz Camila Pitanga, que estava no local, avisou à produção que o ator não voltou à superficie e logo se iniciou as buscas pelo ator. 

Domingos Montagner deixa a mulher Luciana Lima, com quem esteve casado por 16 anos, e 3 filhos, Leo Montagner, Dante Montagner, Antonio Montagner. Domingos conheceu Luciana durante uma turnê de sua companhia de teatro em Natal.

Carreira

O ator passou grande parte da carreira no circo, disfarçado sob a maquiagem de palhaço. Formado em educação física, Domingos começou a estudar teatro nos anos 1980. Pouco depois, descobriu a linguagem circense e ingressou no Circo-Escola Picadeiro, em São Paulo.

“O palhaço nos permite rir de nós mesmos”, disse em entrevista à ESTILO. Na mesma época, conheceu o parceiro e sócio, Fernando Sampaio, com quem tem até hoje a companhia de teatro La Mínima e o Circo Zanni. Enfim, percorreu um longo caminho e após os primeiros trabalhos na TV percebeu que sua imagem funcionava bem na TV.

Antes da fama

Seu foco era a companhia de teatro, a La Mínima, e o seu circo, o Zanni.  Em  2008,  uma produtora de elenco da Rede Globo o viu em uma peça e o convidou para alguns testes para papéis cômicos. Não rolou nada de imediato, mas ele persistiu e em outro teste, em 2010, ele entrou para as séries Força Tarefa e A Cura. Depois participou de Divã e engatou novelas.

Galã

Consciente da instabilidade da profissão de ator, Domingos permaneceu comprometido com o ofício, o aprendizado, o aperfeiçoamento.  “Não fico achando que agora minha vida está resolvida, que nunca mais vai faltar trabalho ou serei amado para sempre. Estou feliz por começar em um veículo novo, descobrir outra forma de atuar e fazer novos amigos, mas me agarro só ao que tenho de concreto.’’, disse à ESTILO em 2012.