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Com a mãe, Maytê Piragibe comanda negócio feminino na área de wellness

Na terra da família, elas plantam matéria-prima para produção de cosméticos clean. A atriz e apresentadora estudou aromaterapia e cristalterapia

Por Isabella D'Ercole Atualizado em 10 set 2020, 11h33 - Publicado em 6 set 2020, 18h00

Já passava das 7 da noite da sexta-feira quando Maytê Piragibe, 36 anos, me atendeu. Em sua casa, no Rio de Janeiro, a atriz e apresentadora mostrava disposição e ânimo como se tivesse acabado de começar o dia ou a semana. Para minha surpresa, ela tinha acordado 5h30 da manhã. Desde ano passado, depois de ter lido Milagre da Manhã (Best Seller), do americano Hal Elrod, essa é sua rotina padrão. Quando ela sai da cama, ainda está escuro. Maytê segue o ritual se dedicando à meditação, depois lê, toma um café reforçado. Em tempos pré-pandemia, ainda levava a filha para a escola, que começava às 7. “Quando as pessoas estão acordando, lá pelas 8, para mim já parece 10, estou superprodutiva”, conta. Para quem acha que é conversa fiada, Maytê garante: “Claro que é difícil no começo, o corpo não está acostumado a levantar tão cedo e já partir pro exercício ou para alguma tarefa. E também é preciso entender que tem dias e dias. Às vezes, não dá certo. Não seja tão rígida com você mesma, a rigidez é péssima”.

Além da rotina expandida com os horários adotados, Maytê absorveu, com o passar dos anos, alguns outros rituais que beneficiaram sua vida e propiciaram mais momentos de autocuidado. Adora, por exemplo, aromaterapia e cristalterapia. O interesse por ambas as áreas a levou a estudar as teorias. Fez um curso de perfumaria ancestral para resgatar o poder feminino que os cheiros carregam. “A mulher tem capacidade olfativa 30% maior do que o homem, então o cheiro vira uma questão feminina. Os aromas despertam sentidos, eles impactam uma parte do nosso sistema nervoso central que está relacionado às emoções primitivas. Cheirar é um instinto animal, mas foi domesticado. Virou feio cheirar comida. Até cheiro das partes íntimas da mulher passou a ser considerado ruim, temos que cheirar a limpeza. O resgate dessa habilidade e dessas propriedades precisa acontecer”, explica ela, que é fã de aromaterapia desde sua primeira sessão, há quatro anos. “Parece uma coisa muito mística, mas é científico, assertivo. Para mim, foi transformador”, conta. Maytê foi atrás da terapia após interpretar a vilã Jéssica, em A Terra Prometida, da Record. O trabalho a deixou pesada, consumia sua energia. “A amargura, a raiva dela causaram uma coisa negativa. O corpo não entendia que era trabalho, não fazia a diferenciação”, lembra a atriz, que começou na carreira aos 4 anos.

A busca da cura pela natureza, hoje tão em alta, coincidiu com outro acontecimento na vida de Maytê: a abertura de um negócio familiar voltado para essa área. Há muitos anos, a família da atriz tem uma fazenda na Serra da Bocaina, localizada na divisa dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. A região é considerada Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) pela beleza natural. Na propriedade, a mãe de Maytê, Teresa Piragibe, construiu uma capela para Santa Terezinha, cujo símbolo são rosas. “Depois disso, minha mãe começou a ter sonhos com minha filha num campo de lavanda, ou segurando lavandas”, revela a apresentadora. O local, que tinha uma pequena produção de manteiga e onde a família criava alguns animais, foi transformado. Virou um lugar de extração de matéria-prima orgânica para a produção de cosméticos clean. Já são mais de 15 espécies diferentes plantadas ali. “É muito diferente acordar com esse brilho nos olhos, de estar satisfazendo um propósito, produzindo algo que vai de encontro com seus valores e crenças. Além disso, a gente sabe que o mercado de wellness tem um baita potencial de crescimento”, acrescenta Maytê. O selo de orgânico ainda está aguardando fases burocráticas da Anvisa.

Para além das plantas, Maytê descobriu no local muitas pedras, interesse que a levou a cursar cristalterapia, formação que ainda não concluiu. “Temos bastante turmalina negra, pedra indicada para ancorar o chakra base e que protege de radiação do computador e do telefone. É bom para ter no ambiente de trabalho. Ela cria um campo vibracional que também protege do mau olhado. Outra pedra que é comum na região é a lepidolita, que é fina e, quando triturada, vira uma purpurina prateada. A lepidolita estimula o uso da intuição, conecta com o poder divino, com mentores espirituais”, explica. Após a quarentena, a família de Maytê deve retomar o plano de oferecer cursos sobre cuidados naturais na fazenda. Até lá, ela e a filha, Violeta, 9, seguem em casa. Além de cuidar dos negócios e supervisionar a pequena na escola, Maytê ainda mantém a rotina de apresentadora do Canal Like e se prepara para lançar um documentário.

 

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