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Assim, deixem os pelos no sovaco da Bruna Linzmeyer em paz

A atriz publicou um ensaio de fotos lindo, mas as pessoas preferiram voltar os olhos para outro lugar.

Por Lucas Castilho Atualizado em 16 jan 2020, 13h50 - Publicado em 23 Maio 2018, 13h05

Depilação machuca, dói, é chato e, muitas vezes, uma prisão. Todo mundo que já passou por esse processo, seja com cera, com laser ou lâmina sabe disso. E, no entanto, por que muita gente insiste em apontar o dedo para os pelos no corpo da mulher alheia? Por que temos tanta aversão aos pelos femininos? Por que eles são chamados de nojentos? De anti-higiênicos? Por que as mulheres que decidem se apresentar com pelos são rechaçadas, envergonhadas, e os homens na mesma situação não passam pelo mesmo tipo de escrutínio?

Leia Mais: Por que (ainda!) temos tanta aversão aos pelos femininos?

Recentemente, a atriz Bruna Linzmeyer decidiu publicar no Instagram fotos lindas demais de um ensaio feito com o fotógrafo de moda Gleeson Paulino. Por acaso, ela posa nas imagens com pelos nas axilas e na região da virilha. Pronto. Foi o suficiente para a artista se tornar a nova “vítima” dessa “patrulha” contra as liberdades individuais.

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@gleesonpaulino ♥️

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“Credo… Imagina o cheirinho das camisas, camisetas e vestidos… O suor grudando nos pelos!!! Uma questão de higiene. Para ser feminista, não precisa ser porca”, comentou uma usuária. “Depilação é tudo na vida, pra nos sentirmos mais limpas e mais leves”, publicou outra ignorando que você pode se sentir mais limpa e leve sem mexer nos seus pelos corporais. Algumas pessoas, por exemplo, se sentem mais limpas e leves com uma atividade corriqueira chamada banho.

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Our roots twist and twine… leaves are soft and plush. Trunks pressed flush, spine to spine, Whispering acceptance with each gentle touch. Light against dark, sun-dappled silk and bark; Here, in his cooling shade, I long to stay- Differences insignificant, similarities stark; Love, a simple word, to which we waste away our day. He brightens the shadows With such a caring smile… Even you would lurk in his meadows, And hope to stay a little while.

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Claro, houve também quem defendesse a atriz, mas esse não é ponto. A questão não é ser ~a favor~ ou ~contra~ os pelos femininos: é sobre ter controle do seu próprio corpo e o direito de não se submeter a padrões de beleza absurdos. É se questionar, pelo menos de vez em quando, por que a depilação, algo que dói, machuca e, sim, aprisiona, se tornou uma prática tão naturalizada?

Leia Mais: Fiquei um mês sem me depilar (e nem doeu)

A Bruna não foi a primeira – e não será a última. No início da semana, a filha da Madonna, Lourdes Maria, em campanha para a Converse, passou pela mesma situação. Antes delas, Nanda Costa, Paris Jackson, Miley Cyrus… A lista é longa… E não são apenas as famosas a passar por isso, não… Assim, deixem os pelos no sovaco dela e de tantas outras mulheres em paz.

Os padrões de beleza são prisões, eles se enraizam e, logo, pelos, algo natural na maioria das pessoas, se tornam vilões, os cabelos só são bonitos quando alisados, o corpo perfeito é apenas o magro… Por isso, existe todo um movimento para quebrar essas ideias, para celebrar o diferente, para garantir que ninguém precise “dar uma passadinha na depiladora” para se sentir limpa ou leve.

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