9 motivos para começar a assistir a incrível série “Narcos”

Há muito mais em Narcos que a história do megatraficante Pablo Escobar e a atuação imperdível de Wagner Moura. Vem saber!

O jornalista Rafael Cezar Argemon assistiu a todos os episódios de Narcos numa só tacada. E explica por que você também deveria assistir a uma série sobre tráfico de drogas com tanta ação e violência. Veja abaixo nove ótimos motivos para você não perder a primeira temporada de ‘Narcos’, uma produção original do Netflix.

1. A incrível parceria entre José Padilha e Wagner Moura

Parceiros desde o sucesso de crítica e público ‘Tropa de Elite’ (2007), o entrosamento do diretor José Padilha com o ator Wagner Moura é um espetáculo a parte. A dobradinha dá tão certo que pode ser comparada a outras grandes duplas do cinema, como Martin Scorsese e Robert De Niro, ou Tim Burton e Johnny Depp, por exemplo. Padilha sabe captar as nuances da interpretação de Moura, que se dá bem melhor no cinema, onde o ator precisa ter uma interpretação mais sutil.

Veja mais: Wagner Moura falou à CLAUDIA sobre a sua estreia em Narcos

2. Tem Wagner e… Pedro Pascal

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O ator chileno fez sucesso na quarta temporada da cultuada série ‘Game of Thrones’ como o príncipe Oberyn Martell, a Víbora Vermelha, um guerreiro mortal e sensual que utilizava encantava mulheres e homens com sua beleza latina. Mesmo em um papel menor em uma saga repleta de personagens, Pascal chamou a atenção das fãs com seu jeito caliente e cara de galã antigo de Hollywood. Agora ele está de volta em Narcos, como o agente Javier Peña.

3. O trio de roteiristas

Mesmo com sua temática violenta e cheia de testosterona, a série tem três roteiristas mulheres: Dana Ledoux Miller, Dana Calvo e Allison Abner. O trio é afiado. Miller também escreveu roteiros para o seriado ‘The Newsroom’, enquanto Allison Abner é autora de roteiros de algumas séries de peso, como, por exemplo, ‘West Wing: Nos Bastidores do Poder’.  Dana Calvo possui mais experiência como produtora de seriados como ‘Made in Jersey’, ‘Franklin & Bash’ e ‘Covert Affairs: Assuntos Confidenciais’.

4. Os outros diretores da série

A obra de José Padilha é bem conhecida e popular por aqui, mas há outros cineastas bem interessantes que também dirigem episódios da série. Entre eles está outro brasileiro: Fernando Coimbra. Com mais de nove curtas-metragens em seu currículo, ele lançou em 2014 seu primeiro longa, o excelente ‘O Lobo atrás da Porta’. Completam a lista o colombiano Andrés ‘Andi’ Baiz, que dirigiu dois ótimos filmes, ‘Santanas’ (2007) e ‘O Quarto Secreto’ (2001); e o mexicano Guillermo Navarro experiente diretor de fotografia e parceiro de longa data do compatriota Guillermo Del Toro em filmes como ‘A Espinha do Diabo’ (2001) e ‘O Labirinto do Fauno’ (2006).

5. A bela música de abertura

Mesmo com aquele climão de bolero das antigas, a deliciosa canção ‘Tuyo’ é uma composição dos brasileiros Rodrigo Amarante (ex-Los Hermanos) e Pedro Bromfman, que fez as trilhas sonoras dos últimos três filmes de Padilha (‘Tropa de Elite’, ‘Tropa de Elite 2’ e ‘Robocop’). Quem canta é Amarante. Ele até ganhou uma “homenagem” em ‘Narcos’. Em uma cena do primeiro episódio, quando Pablo Escobar (Wagner Moura) toma pela primeira vez conhecimento sobre o negócio da cocaína com o chileno Barata (Luis Gnecco), eles estão em um restaurante onde há uma banda de mariachis tocando ‘Tuyo’ em versão rancheira, ritmo típico mexicano que se tornou muito popular na Colômbia. É quando Escobar diz: “Adoro essa música! Rodrigo, toque mais uma vez.”

6. O Realismo Fantástico

Logo na primeira cena de ‘Narcos’, um texto explica o que é o Realismo Mágico e convida você a perceber como esse movimento literário só poderia ter nascido na Colômbia. Um dos pais do gênero é o Prêmio Nobel de Literatura Gabriel García Márquez, que escreveu o livro mais conhecido do Realismo Fantástico: ‘Cem anos de Solidão’. No entanto, o movimento não se restringe apenas a Colômbia, e sim a toda América Latina. Outros nomes importantes são os argentinos Jorge Luis Borges e Julio Cortázar, o venezuelano Arturo Uslar Pietri, o peruano Manuel Scorza e os brasileiros Murilo Rubião e José J. Veiga. Além de ‘Cem anos de Solidão’, outros grandes livros do gênero são: ‘O Aleph’ (Jorge Luiz Borges), ‘Todo os Fogos o Fogo’ (Julio Cortázar), ‘Bom dia para os Defuntos’ (Manuel Scorza), ‘As Lanças Coloradas’ (Arturo Uslar Pietri), ‘O Pirotécnico Zacarias (Murilo Rubião) e ‘A Hora dos Ruminantes’ (José J. Veiga).

7. A América Latina

Mesmo com algumas críticas a seu espanhol no papel de Pablo Escobar, o ótimo desempenho de Wagner Moura mostra muito bem que a integração entre o Brasil e o resto da América Latina já demorou demais para acontecer. Diferente do que muita gente acha, a série ‘Narcos’ não é uma produção brasileira, mas americana. Sim, americana, não apenas norte-americana. No projeto há gente de todas as partes do continente.

8. Os detalhes da política de Guerra às Drogas

Mesmo que o narrador da história seja o agente Steve Murphy, da DEA (agência antidrogas norte-americana), a série mostra pontos de vista distintos com um tom bem crítico e didático sobre o embrião do que viria a ser a política da guerra às drogas na América Latina, algo que teve influência direta na formação da sociedade moderna do continente, e que sofre suas consequências até hoje.

9. Dá até vontade de conhecer

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O período do reinado de Pablo Escobar e seu Cartel de Medellín, além do Cartel de Cali, marcou a imagem da Colômbia de forma tão profundamente negativa que muitas pessoas associam o país a um lugar extremamente violento e sem lei até hoje. No entanto, muitos estrangeiros acham a mesma coisa do Brasil, e nós sabemos que a situação real por aqui não é exatamente essa. Aliás, a Colômbia é muito mais parecida com nosso país do que você imagina. O contraste entre belezas naturais bem distintas e uma população multirracial e multicultural têm tudo a ver conosco. Quem sabe você não se anima e vai conhecer a Colômbia em suas próximas férias? Na foto, a belíssima Cartagena de Indias. 

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