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Resistência à insulina e fim de ano: Como evitar problemas com a saúde?

Veja as recomendações médicas para comer o cardápio festivo com mais consciência e menos riscos à diabetes

Por Tainá Goulart
17 dez 2023, 05h53

Mesa farta, várias opções de carnes, massas, doces, sem contar as bebidas alcoólicas, sucos e drinques especiais. Esse, normalmente, é o cenário das festas e confraternizações de fim de ano, algo que acontece com uma certa frequência. Por isso, é preciso ficar atento ao consumo de alimentos muito processados e as bebidas alcoólicas ou muito açucaradas, especialmente se você tem resistência insulínica.

“O excesso do consumo de carboidratos incluídos no cardápio de fim do ano e o aumento do consumo de álcool podem elevar os níveis de glicose no sangue, aumentando o risco de diabetes tipo 2 e aumentando o acúmulo de tecido adiposo, já que o açúcar que não entra na célula fica solto pelo organismo e é convertido em gordura”, explica Verena Pospischek, nutricionista do Grupo Afine-se.

A especialista afirma que quem tem resistência à insulina deve seguir com uma alimentação equilibrada, já que o hormônio não está funcionando como deveria.  “Se houver o consumo excessivo de alimentos com alto índice glicêmico e bebida alcoólica, pode ocorrer o aumento  dos níveis de insulina”, diz ela. 

Os doces estão entre os alimentos que mais afetam os pacientes com resistência insulínica
Os doces estão entre os alimentos que mais afetam os pacientes com resistência insulínica (Nicole Michalou/Pexels)

Afinal, o que é a resistência insulínica?

Quando comemos, o alimento é metabolizado em glicose para ser utilizado como energia, e a insulina, o hormônio produzido pelo pâncreas, detecta a quantidade de açúcar presente no sangue e realiza a entrada da glicose no músculo, tecido adiposo, além das células do fígado.

A resistência insulínica se caracteriza pelo bloqueio da entrada da glicose nos tecidos. Com isso, o pâncreas, percebendo os níveis de açúcar no sangue, produz ainda mais insulina.

“Numa fase inicial, o pâncreas consegue compensar esta falha e os níveis de açúcar no sangue se mantêm em valores normais. No entanto, isso pode progredir, fazendo com que o organismo perca progressivamente a sensibilidade à insulina”, ressalta Verena.

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Explicando de uma forma descomplicada, a médica endocrinologista e metabologista da Clínica Vivere Sanus, Giovanna Carpentieri, diz que a resistência à insulina é quando as células do nosso corpo ficam meio teimosas e não respondem tão bem à insulina, que é como uma chave que abre a porta para a entrada do açúcar nas células. Quando há resistência à insulina, esse processo é prejudicado, resultando em níveis elevados de glicose no sangue.

Quando há resistência à insulina, a entradado açúcar nas células é prejudicado, resultando em níveis elevados de glicose no sangue
Quando há resistência à insulina, a entradado açúcar nas células é prejudicado, resultando em níveis elevados de glicose no sangue (Nicole Michalou/Pexels)

Como tratar a resistência insulínica

Mas, como vou saber se os meus níveis de insulina estão com algum problema? Infelizmente, as especialistas explicam que a resistência insulínica é bem silenciosa quanto aos sintomas.

Fica o alerta para pessoas com predisposição genética à diabetes, ao ter incidência da doença na família. “A resistência à insulina surge, geralmente, em pessoas sem qualquer histórico familiar, por conta de hábitos de vida que desregulam o metabolismo, como obesidade, pressão alta, aumento do colesterol e triglicerídeos, e síndrome dos ovários policísticos”, diz Verena.

No entanto, quando o desequilíbrio é muito intenso, podem surgir alguns sintomas:

  • Fraqueza e fadiga;
  • Ganho ou perda de peso de forma rápida (em especial na região do abdômen);
  • Acanose Nigricans, manchas marrons, com textura grossa e aveludada. Elas surgem na pele, quase sempre na região do pescoço, porém também podem atingir as axilas e os braços.
  • Nos casos em que a resistência insulínica está associada à síndrome do ovário policístico, pode haver o aumento da quantidade de pelos do rosto e do corpo, surgimento de acnes, oleosidade na pele e irregularidade do ciclo menstrual.
Fazer atividade física e praticar musculação são formas de tratamento da resistência à insulina
Fazer atividade física e praticar musculação são formas de tratamento da resistência à insulina (Tirachard Kumtanom/Pexels)

Caso algum desses sintomas aconteça, os tratamentos incluem mudanças na dieta, aumento da atividade física e, em alguns casos, medicamentos prescritos por profissionais de saúde.

De acordo com Verena, toda pessoa que está acima do peso produz citocinas inflamatórias que atrapalham a ação da insulina, levando a mais acúmulo de gordura e entrando em um ciclo vicioso.

“Mesmo que aconteça uma escapada no fim de ano, é sempre bom adotar uma dieta equilibrada, rica em fibras e pobre em açúcares simples, juntamente com a prática regular de exercícios, duas coisas que podem melhorar a sensibilidade à insulina. Musculação é um tipo de exercício muito importante que atua muito bem combatendo a resistência insulínica”, reforça a nutricionista.

Desta forma, procure curtir as festas de Natal e Fim de Ano com atenção aos sinais, caso você já tenha algum diagnóstico ou histórico familiar, e não deixe de procurar ajuda médica!

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