Quarto de criança 2026: 8 temas que são tendência agora
Do jardim sensorial ao vintage, veja quais são as grandes tendências para quartos infantis neste ano
Na decoração infantil, a ideia de quartos excessivamente caricatos vem dando lugar a projetos mais afetivos, flexíveis e pensados para acompanhar o crescimento da criança. Em 2026, os temas continuam presentes, mas aparecem traduzidos em paletas mais suaves, materiais naturais, elementos educativos e composições que dialogam com o restante da casa — sem perder o caráter lúdico que faz parte da infância.
Outra mudança importante é o foco em narrativas que estimulam a imaginação e o aprendizado, com ambientes que convidam à brincadeira, à leitura e à autonomia. Em vez de cenários rígidos, os projetos apostam em objetos móveis, painéis, papéis de parede pontuais e marcenaria inteligente, permitindo que o quarto se transforme ao longo dos anos.
Segundo a consultora em tendências de cores Marcia Holland, autora do livro CMF — A Essência das Cores e diretora de pesquisa do Portal de Tendências, o protagonismo cromático do próximo ciclo não estará associado a códigos de gênero nem a cores infantilizadas.
“As paletas estão mais amplas, sensoriais e estruturantes, pensadas para evoluir com a criança, sem que o quarto precise ser repensado a cada três ou cinco anos”, afirma. A cor, segundo ela, passa a ser ferramenta de organização espacial e emocional, não apenas um recurso estético.
O que dizem as tendências de cor para 2026
De acordo com Marcia Holland, três grandes eixos cromáticos orientam os projetos residenciais em 2026 e se adaptam especialmente bem aos quartos infantis:
- os azuis esverdeados e verdes aquosos, que transmitem frescor e equilíbrio emocional;
- os verdes naturalizados, como sálvia e oliva claro, associados à ideia de natureza e calma;
- e os ocres claros, beges quentes e amarelos mineralizados, que aquecem o ambiente sem infantilizar.
Ela também aponta um retorno das cores mais marcantes, porém de forma mais criteriosa e funcional. Tons como teal profundo, azuis com diferentes luminosidades, terracotas suaves, argilas e neutros escuros — como cáqui, caramelo e cinzas quentes — aparecem como elementos de estrutura visual, aplicados em painéis, nichos ou marcenaria, e não em excesso nas paredes. “A cor volta, mas com critério, função e intenção”, resume.
Para alcançar equilíbrio entre estímulo e tranquilidade, a especialista defende uma hierarquia cromática: base predominante em tons claros ou dessaturados, camada intermediária de cores médias para dar identidade ao espaço e acentos pontuais mais vivos ligados ao brincar e à criatividade. Texturas, madeira e tecidos naturais também entram como parte essencial da experiência sensorial.
Temas de quartos infantis para apostar em 2026
Circo
O universo do circo aparece em 2026 com estética retrô e cores menos saturadas, como terracota, azul acinzentado e tons de areia. Em vez de personagens explícitos, o tema surge em listras suaves, arcos, formas geométricas e ilustrações delicadas de malabaristas, elefantes e balões. Tecidos em algodão, bandeirolas e luminárias em formato de globo ajudam a construir o clima sem sobrecarregar o ambiente.
Astronauta
A temática espacial segue forte, mas ganha leitura mais educativa e menos cartunesca. Mapas do sistema solar, constelações estilizadas e texturas que remetem à superfície lunar aparecem em murais, adesivos e papéis de parede. A paleta migra do azul escuro para tons mais claros, como cinza, bege e azul névoa, combinados com pontos de luz que simulam estrelas e criam efeito noturno suave.
Boho
O boho infantil se consolida como uma das principais apostas para 2026, com forte presença de fibras naturais, madeira clara, algodão cru e palhinhas. Arcos, arco-íris, balanços internos e tapetes artesanais ajudam a criar um ambiente acolhedor e sensorial. A cartela de cores privilegia off-white, caramelo, rosé queimado e verde oliva, funcionando bem para quartos compartilhados ou neutros em gênero.
Fundo do Mar
O tema aquático aparece em versões mais sofisticadas, com ilustrações em aquarela, relevos em madeira e tons esverdeados ou azulados pouco saturados. Elementos como corais estilizados, baleias e cardumes são usados de forma pontual, muitas vezes concentrados em uma única parede ou em enxovais. Materiais translúcidos e tecidos leves ajudam a criar sensação de movimento e leveza no espaço.
Dinossauro
Os dinossauros seguem populares, mas em 2026 surgem representados de forma mais gráfica e menos infantilizada. Estampas minimalistas, silhuetas e cores terrosas substituem os verdes vibrantes tradicionais. O tema dialoga com propostas educativas, trazendo mapas, fósseis ilustrados e referências à natureza, o que permite integrar o quarto a propostas mais contemporâneas de decoração.
Montessori
O conceito Montessori influencia a organização do espaço e vai além de um conceito apenas visual. Móveis baixos, prateleiras acessíveis, camas no nível do chão e áreas definidas para brincar e ler são características centrais. A estética acompanha essa funcionalidade, com poucos estímulos visuais, cores suaves e foco em materiais naturais, criando ambientes que estimulam autonomia e concentração.
Natureza e jardim sensorial
Folhagens, flores estilizadas, insetos e pequenos animais aparecem em murais e objetos, com estímulo à curiosidade sobre o meio ambiente. Jardins verticais internos e cantinhos de cultivo também começam a surgir em projetos residenciais.
Estética vintage suave
Móveis com desenho retrô, papel de parede floral delicado e paletas inspiradas nos anos 1950 e 1960 aparecem reinterpretados para o público infantil, misturando nostalgia e contemporaneidade.
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