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Mostra Internacional de Teatro em São Paulo coloca em cena perspectivas da violência

Espetáculos que ocorrem pelos palcos da cidade de São Paulo jogam luz em temas como homofobia, imigração, controle social e violência contra a mulher

Por daniela.cid
10 mar 2026, 15h22 • Atualizado em 10 mar 2026, 15h25
Peça História da Violência, de Édouard Louis e Thomas Ostermeier.
A peça História da Violência, por Édouard Louis e Thomas Ostermeier, estreia em março no Teatro Liberdade (Arno Declair para MITsp/Divulgação)
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  • Entre os dias 06 e 15 de março, a cidade de São Paulo recebe a 11ª edição da Mostra Internacional de Teatro de São Paulo (MITsp). Serão 15 montagens nacionais e internacionais que abordam questões como violência, vigilância, homofobia, imigração e controle social.  

    Nesta edição, a mostra contará com a presença do francês Édouard Louis, autor de autoficções de best-sellers como  Monique se Liberta, Mudar: Método, e Quem Matou meu pai, que deu origem à peça homônima que chega agora a São Paulo. Édouard representará a si mesmo no palco do Sesc Pinheiros, nos dias 11, 12 e 13 de março.   

    Para além desse espetáculo, trazemos aqui nossa seleção de peças imperdíveis

    História da violência

    Outro espetáculo baseado em um romance autobiográfico de Édouard Louis, a dramaturgia é, ao mesmo tempo, um relato pessoal e uma análise social sobre amadurecimento, desejo e migração. A obra reconstrói a noite em que o jovem autor conhece Reda, um homem de origem argelina, e o leva para seu apartamento em Paris. O encontro, inicialmente marcado pela intimidade, se transforma em uma experiência de extrema violência. Torna-se, também, um símbolo, revelando o racismo e a homofobia enraizados nas instituições francesas.

    História da Violência, Édouard Louis e Thomas Ostermeier, Teatro Liberdade, 7 e 8 de março 

    História da Violência, por Édouard Louis, adaptação de Thomas Ostermeier, Florian Borchmeyer e Édouard Louis. Dirigido por Thomas Ostermeier. Fotografia de Arno Declair
    História da Violência, por Édouard Louis, adaptação de Thomas Ostermeier, Florian Borchmeyer e Édouard Louis. Dirigido por Thomas Ostermeier. Fotografia de Arno Declair (Arno Declair para MITsp/Divulgação)
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    Vigiada e Punida

    Sublimar o ódio: esse é o objetivo da cantora e compositora Safia Nolin e do diretor Philippe Cyr. Juntos, os criadores canadenses transformaram milhares de insultos gordofóbicos reais dirigidos à artista em matéria-prima para uma obra musical.

    A intérprete se coloca no centro da cena, encarando um coro que despeja sobre ela ofensas violentas, a fim de questionar o significado da liberdade de expressão. Em resposta à punição infligida pelo discurso público, Nolin se arma com seu violão e recupera, finalmente, o espaço do qual foi expulsa.

    Surveillée et Punie, de Safia Nolin e Philippe Cyr, Théâtre Prospero Sesi SP, 13, 14 e 15 de março

    Cena de peça onde atriz está sentada no chão do palco, de frente para grupo de pessoas usando máscaras
    Peça Vigiada e Punida (Surveillée et Punie), de Safia Nolin e Philippe Cyr. (Maxim Paré Fortin/Divulgação)

    Epílogo

    Desafiando o fetichismo da juventude eterna e subvertendo a estética do corpo padrão, o espetáculo concebido pelo duo chameckilerner, coletivo brasileiro de dança sediado em Nova York, se utiliza da performance, misturando dança e teatro, para reproduzir nus icônicos da história da arte.

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    Essas pinturas, fotografias e esculturas ganham vida por meio de artistas com idades, habilidades, origens raciais e gêneros diversos. Movida por histórias pessoais, pela passagem do tempo e pelas experiências acumuladas em corpos reais, a obra mostra como marcas do tempo deixam de ser fonte de temor e passam a ser motivo de fascínio e desejo.

    Epílogo, de Rosane Chameki e Andrea Lerner, Centro Cultural São Paulo (CCSP), dias 11 e 12 de março

    Cena da peça com duas pessoas nuas, uma delas em primeiro plano com o braço levantado cobre partes íntimas de homem em segundo plano.
    Peça Epílogo, de Rosane Chameki e Andrea Lerner (chameckilerner) (Brian Rogers/Divulgação)

     

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