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‘Milagre na Cela 7’ traz emoção e sensibilidade em tempos sombrios

Com enredo dramático e emocionante, o filme turco é o novo queridinho da Netflix, conquistando a avaliação positiva do público em meio a quarentena

Por Colaborou: Gabriela Maraccini - 26 abr 2020, 10h00

Em tempos de coronavírus e quarentena, um filme turco está crescendo cada vez mais no ranking da Netflix, com 96% de aprovação dos assinantes da plataforma: Milagre na Cela 7. O longa é mais uma prova de que o cinema estrangeiro está caindo cada vez mais no gosto dos espectadores. Mas o que fez deste filme se tornar um verdadeiro fenômeno?

A trama, bastante dramática, gira em torno de Memo (Aras Bulut Iynemli), um homem com deficiência intelectual que mora com sua filha Ova (Nisa Sofiya Aksongur) e sua avó Fatma (Celile Toyon Uysal).

Memo é um rapaz muito querido pelas pessoas próximas e pela própria filha, com quem mantém uma relação de melhores amigos. Eles têm suas brincadeiras próprias e se divertem muito juntos. Em uma das primeiras cenas do filme, Fatma diz a Ova: “Seu pai tem a sua idade”, ao explicar a garotinha porque ele é tão diferente dos pais de seus colegas de escola.

No entanto, o rapaz acaba sendo acusado injustamente pelo assassinato da filha de um comandante do exército. Com isso, Memo é preso e torturado diversas vezes, até ser julgado e condenado à pena de morte.

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O resto da trama é marcado por uma série de acontecimentos emocionantes que giram em torno da luta de Ova para provar que seu pai é inocente e do carisma de Memo, que, aos poucos, vai conquistando os seus colegas da cela 7 — o que explica o nome do filme.

Memo na Cela 7, em "Milagre na Cela 7"
Memo na Cela 7, em “Milagre na Cela 7” Milagre na Cela 7/Divulgação

Milagre na Cela 7 é aquele tipo de filme que foi feito para comover até os mais durões. A adaptação turca (a trama é, originalmente, sul-coreana, tendo sido adaptada, ainda, em outros países, como Filipinas e índia), escrita pelos roteiristas Özge Efendioglu e Kubilay Tat e dirigida por Mehmet Ada Öztekin, aproxima o espectador do lado mais humano de cada personagem, fazendo com que o longa seja repleto de muita sensibilidade.

Enquanto os companheiros da cela 7 vão criando empatia por Memo, nós, que estamos assistindo, aprendemos a gostar ainda mais do rapaz e ficamos cada vez mais inconformados com o destino do personagem — o que se deve, também, em grande parte pela atuação de Iynemli.

Outro destaque bastante pontuado pelos críticos foi a fotografia do longa, com ricos cenários e paisagens do vilarejo turco onde Memo, Ova e Fatma vivem, além do foco nos rostos dos personagens, com o intuito de transmitir fortes emoções.

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Uma soma de fatores pode explicar porque Milagre na Cela 7 tornou-se um dos favoritos da Netflix: a atuação de Iynemli, um nome já bastante conhecido na Turquia, tendo sido elogiado diversas vezes por seus trabalhos desde o início da carreira; o enrendo que, além de mostrar a forte e emocionante ligação entre um pai e uma filha, traz esperanças em um momento de muitas incertezas como o que vivemos atualmente; a forma como a adaptação conseguiu captar e transmitir a quem assiste muita sensibilidade em atos humanos.

Fato é que, se você estiver disposto a se emocionar do começo ao fim, Milagre na Cela 7 é uma boa sugestão de filme para esta quarentena. Pegue a pipoca, os lenços e aproveite.

Confira, abaixo, o trailer:

Em tempos de isolamento, não se cobre tanto a ser produtiva:

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