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Ilú Obá de Min: a força das mulheres no batuque do Carnaval

As percussionistas do Bloco Afro Ilú Obá De Min levam ao Carnaval de São Paulo o empoderamento feminino, com foco nas mulheres negras.

Por Júlia Warken
8 fev 2018, 17h05 • Atualizado em 17 jan 2020, 09h10
 (Rogério Cavalheiro/Ilú Obá De Min/Divulgação)
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  • Com o intuito de fortalecer a cultura africana e empoderar a comunidade negra (em especial as mulheres), nasceu em 2004 o Ilú Obá De Min, organização sem fins lucrativos que todos os anos engrandece o carnaval paulistano com o bloco afro de mesmo nome. “O bloco e a instituição nasceram juntos, com a necessidade de empoderar mulheres através do tambor. Além disso,  queríamos criar espaços de discussões internas e externas  sobre  cultura negra , sobre protagonismo negro,  principalmente para dar atenção  às  vozes de mulheres negras tão silenciadas há séculos em nosso país”, explica Beth Beli, uma das fundadoras da organização.

    Em Yorubá, língua africana falada em países como Nigéria e Serra Leoa, Ilú Obá De Min significa “mãos femininas que tocam tambor para Xangô”. No bloco, apenas as mulheres fazem parte da percussão e elas já são cerca de 300, entre cinco e 65 anos de idade. Alguns homens participam do cortejo como bailarinos e centuriões (que andam em pernas de pau) , mas Beth deixa bem claro que são as mulheres que comandam o movimento – e elas são a esmagadora maioria de participantes.

    Em 2016, o cortejo homenageou Elza Soares. Esse ano, dá foco às mulheres quilombolas

    “Percebemos que as pessoas que assistem ao Bloco pela primeira vez sempre mostram uma surpresa e depois admiração. O trabalho do Ilú só vem de encontro com muitas questões que necessitamos pautar: o respeito às mulheres negras, os lugares de fala, o protagonismo dessas mulheres, o machismo, a discriminação racial, o sexismo, e tudo mais que diz respeito às nossas matriarcais. A força desse trabalho tem como base o poder preto e todas suas luta embutida nele”, aponta Beth.

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    Hoje em dia, o Ilú Obá De Min é um grupo tão forte que são essas mulheres que abrem oficialmente o Carnaval de São Paulo, na sexta-feira que antecede o feriadão. Esse é o momento em que elas tomam as ruas do centro da cidade, num grande cortejo de ritmos e danças africanos. Os instrumentos tocados são alfaias , djembes, agogos, e xequeres.

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    Os ensaios acontecem na rua, no centro de São Paulo (Rogério Cavalheiro/Ilú Obá De Min/Divulgação)

    Às mulheres que desejam participar do movimento, todos os anos são realizadas oficinas gratuitas e ensaios preparatórios. As inscrições tem início em agosto e são divulgadas através do site do Ilú Obá De Min.

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    “Esse ano as inscrições foram feitas no primeiro mês somente para as mulheres negras, no segundo mês para as mulheres indígenas e depois para as mulheres brancas. No ano que vem o processo será o mesmo, porque se trata de um bloco afro e que trabalha com os temas de negritude. Abrimos as vagas para mulheres negras primeiro, porque nessa sociedade, na pirâmide  social, somos as ultimas a ser ouvidas e atendidas”.

    O tema do cortejo muda a cada ano e, em 2018, homenageia as mulheres quilombolas. Ele acontece nessa sexta-feira (9) e a concentração começa às 19 horas, na Praça da República. O bloco também se apresenta no sábado (10), em São José dos Campos e realiza um segundo cortejo no domingo (11), em São Paulo.

     

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