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Série de sucesso, “Histórias de Ninar para Garotas Rebeldes” ganha 3º livro

“O efeito que esse livro tem nos leitores mundo afora é tão poderoso”, fala a autora Elena Favilli em entrevista a CLAUDIA

Por Camila Pati Atualizado em 9 dez 2021, 12h57 - Publicado em 9 dez 2021, 12h01

Mulheres que deixaram seus países de origem para fazer a diferença em terras estrangeiras são o foco da escritora italiana Elena Favilli no terceiro livro da série Histórias de Ninar para Garotas Rebeldes: 100 Mulheres Imigrantes que Mudaram o Mundo, que chega ao Brasil pela editora Planeta.

Como em todos os volumes da coleção, que propõe uma visão de mundo mais igualitária, a diversidade dá o tom. São histórias inusitadas de mulheres de ontem e hoje que deixaram suas marcas em diferentes campos. Nessa edição, os leitores vão conhecer mais sobre a vida de imigrantes famosas e desconhecidas com carreiras singulares.

Tem ativista, artista, diplomata, psicanalista, patinadora artística, empresária, juíza, matemática, iogue, espiã, geóloga planetária, base jumper, campeã de xadrez… Todas elas com um ponto em comum: personificam o conceito de “Garota Rebelde”, na visão da autora. “Em seu coração, uma Garota Rebelde é alguém que tenta melhorar o mundo para si e para as pessoas à sua volta, não importando os riscos”, escreve Elena, no prefácio da edição.

Carmen Miranda, Rihanna, Anna Wintour, Lina Bo Bardi, Lupita Nyong’o são algumas das famosas que estão no livro. A versão brasileira do livro traz três mulheres que fizeram carreira no Brasil: a pintora e escultora Tomie Ohtake, a chef argentina Paola Carosella e a fotógrafa suíça naturalizado brasileira Claudia Andujar.

Como diz a ativista iraquiana Zainab Salbi, outra retratada no livro: “Histórias podem mudar a vida das pessoas”. “A ideia de trabalhar com tamanha riqueza de perfis e profissões é dar aos livros da série o potencial de se aproximar e inspirar garotas e mulheres do mundo inteiro”, contou a autora a CLAUDIA. Sucesso de vendas, os livros da coleção Histórias de Ninar para Garotas Rebeldes já foram traduzidos para mais 50 idiomas.

Para esse volume, Elena passou oito meses reunindo e escrevendo histórias. “Foi um longo e colaborativo processo”, disse. Dessa vez, não contou com a parceria de Francesca Cavallo, co-autora dos dois primeiros títulos da coleção. Participam dessa edição 69 artistas que assinam as ilustrações de cada uma das 100 mulheres.

Em entrevista a CLAUDIA, a autora italiana radicada nos Estados Unidos falou sobre o sucesso da série, a mensagem que quer passar e por que dedicar um volume às mulheres imigrantes.

Histórias de Ninar para Garotas Rebeldes foi o projeto literário que mais recebeu financiamento coletivo de todos os tempos e já vendeu mais de 7 milhões de livros. Você esperava o sucesso da série? A que você atribui o fenômeno? 

Eu sabia que era o momento certo para esse livro, mas não imaginava que transformaria a indústria de livros do jeito que foi. Certamente é uma combinação de fatores: o momento certo, o título, o formato, o lançamento inusitado no mercado.

Qual o impacto do protagonismo feminino no imaginário dos leitores?

O efeito que esse livro tem nos leitores mundo afora é tão poderoso. As pessoas, especialmente meninas e jovens mulheres, me contam o quanto esse livro mudou a vida delas e o quão empoderadas elas se sentem depois de descobrirem essas histórias. Dá a elas coragem e esperança.

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O que a inspirou a escrever este volume focado nas histórias de mulheres imigrantes?

Eu senti que era importante para a série Rebel Girls continuar a trazer temas mais atuais que estamos vivenciando como sociedade e a imigração é certamente um deles.

Como foi o processo de escolha das mulheres?

O critério sempre foi mesmo desde o primeiro volume. As histórias devem mostrar uma variedade incrível de carreiras, geografias e épocas para que os leitores possam sempre encontrar um pedaço de sua experiência refletida nas páginas e se sentir mais próximos dessas mulheres.

Qual história você considera mais tocante nesta edição?

A história de Lupe Gonzalo foi muito comovente para mim. Ela veio para os Estados Unidos como uma imigrante pobre da Guatemala e, apesar das adversidades que teve que enfrentar para colher tomates na Flórida, ela foi capaz de mudar a vida de centenas de milhares de trabalhadores agrícolas criando o Fair Food Program (Programa de Alimentação Justa).

Você deixou seu país natal, a Itália para viver nos Estados Unidos. Como é o sentimento de ser imigrante?

Eu me sinto incrivelmente sortuda. Vim para a Califórnia como estudante quando tinha 23 anos e voltei alguns anos depois para seguir meu sonho de construir uma empresa de mídia. Os Estados Unidos são o país onde construí minha vida adulta e onde meu sonho se tornou realidade. Apesar dos desafios, tem sido a experiência mais transformadora da minha vida até agora.

 

 

 

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