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Sofia Menegon é feminista, idealizadora da podcast Louva a Deusa e consultora em relacionamento e sexualidade
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Sem tempo para linguagens do amor

Não quero um amor que me obrigue a decidir entre ganhar flores ou ajuda para resolver um pepino familiar

Por Sofia Menegon
13 jul 2023, 08h10

Toque físico, tempo de qualidade, atos de serviço, presentes ou palavras de afirmação. Você se sente amada quando é acarinhada ou quando sua parceria divide as tarefas de casa contigo? Quando recebe elogios ou quando passa horas conversando sobre interesses mútuos? Não, não se pode ter tudo. Afinal, amor é sobre renúncia. Será?

Eu não quero escolher entre o abraço apertado que troco com a minha namorada a cada 15 minutos, quando estamos juntas, e todas as vezes que ela me diz que eu sou “braba”, gostosa, linda, inteligente. Não quero um amor que me obrigue a decidir entre ganhar flores ou ajuda para resolver um pepino familiar. Não quero um ou outro. Mais de um ou mais de outro. Eu quero tudo e quero muito.

Aliás, eu só me sinto amada quando o pacote é completo. Passei tempo demais cedendo, renunciando, deixando as minhas necessidades e desejos de lado para satisfazer as vontades de outro alguém. Tempo demais desassistindo-me para assistir a expectativa de uma sociedade sexista, fissurada no sofrimento e obcecada pelo amor romântico. Uma vida inteira acreditando que, para ser feliz no amor, precisaria ser menos exigente, esperar menos, baixar a régua, fazer-me de Amélia.

Não! Quero tudo e quero muito. Inclusive os conflitos, as não concordâncias, as incompatibilidades. Quero discussões que me façam pensar. Quero incoerência, ambiguidade, verdade. Quero poder querer, poder demandar, poder pedir e dizer. Ah, eu quero muito e quero tudo.

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Se não for assim, fico comigo mesma, que sou excelente companhia. Eu sei me afagar, me olhar no espelho com ternura, dizer a mim mesma as qualidades que aprendi a notar. Eu sei cuidar de mim, preparar um chazinho quente nos dias duros ou me presentear com aquele livro que há tempos queria ler. Ah, não é de hoje que ir ao teatro comigo mesma é meu programa favorito. Se tenho tudo isso aqui, para que estar com quem tem pouco para me dar?

Ah, de jeito nenhum. Na minha casa só faz morada quem é poliglota do amor. Nada de um idioma só. Se não for assim, não quero, não vou.

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