Se Deus chamar, não vou
Vem um banzo enquanto humanidade e nos perguntamos a todo o tempo: o que deu errado?

Tempos macabros. Não está dando trégua para sintetizar o bombardeio de imagens, tikstoks, instas, faces…. sim, me refiro à guerra. Mas como uso o cenário atual e trago para o meu mundinho particular, penso no fim. Fim como término e fim como objetivo.
Os 60+ estão muito sem fôlego. Somos a geração sanduiche entre o término da segunda guerra e as novas. A guerra fria foi pano de fundo da nossa juventude e logo depois explodiram, tipo pipoca, conflitos no mapa mundi. Mas ainda dava para olhar o nosso umbigo e pensar na sensação de futuro.
Agora travei. Ou melhor, travamos. Estou muito balançada com essa carnificina que atingiu em cheio a um povo espalhado na terra. Todos nós temos amigos judeus e a dor deles é também a nossa. Lembrando que não excluo os palestinos do bem neste rol, mas já é mais difícil conviver com alguns por aqui.
E nessa de reunir os nossos antigos sonhos nessa nova realidade, tá puxado conseguir. Vem um banzo enquanto humanidade e nos perguntamos a todo o tempo: o que deu errado? Que gente é essa que maltrata corações e mentes e ainda coloca toda uma geração vivente em suspenso?
Juro, minha vida andou dez passos pra trás. Queria juntar grana pra viajar. Não quero mais. Queria investir numa casa de campo, será a hora? Pago o imposto de transmissão de um parente idoso ou poupo para dias ainda mais sombrios?
A pandemia já havia dado uma congelada em nosso cotidiano, mas, agora, cauterizou. Estou inerte. Até na missa que eu frequento semanalmente, não quero ir mais. Para que? Fico ouvindo os dilemas de Jesus frente a tantas maldades e me questiono: se até Ele não resistiu, como vou seguir? Tá puxado. Não me canso de repetir. E peço ajuda a você, leitora (or). Faz como? Ah! Já fiz até um pacto com meu destino. Se Deus chamar, não vou. É birra. Tomara que funcione.