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Carol Sandler

Por FINANÇAS FEMININAS
Carol Sandler é jornalista, fundadora do Finanças Femininas e autora do "Detox das Compras"
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Número de mulheres investidoras na Bolsa quase dobra no ano

A colunista Carol Sandler também mostra o caminho para apostar nas ações com mais segurança

Por Carol Sandler
30 set 2020, 13h30

No ano de 2020 (e note que ele ainda não acabou), o número de mulheres investidoras na Bolsa praticamente dobrou. No fim do ano passado, eram 388 mil e no fim de agosto, este número saltou para 742 mil. Nos últimos 10 anos, o avanço foi de quase 500%.

Este desempenho é algo importante. Pela primeira vez desde 2013, representamos 25% do total de investidores na B3.

Precisamos falar sobre este assunto com urgência – ele pode ser a chave para você conseguir construir um patrimônio e planejar a sua aposentadoria.

O Brasil vive hoje um cenário econômico diferente, com a taxa Selic em 2% ao ano – o menor nível da história. Isso quer dizer que a rentabilidade dos investimentos em renda fixa fica próxima desse nível (e sai perdendo para a inflação). Ou seja: se você optar apenas por investimentos mais conservadores, vai ter um retorno bem minguado ou mesmo negativo.

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A Bolsa tem a fama de ser uma montanha-russa e um mercado de apostas, mas tudo depende de como você encara ela. Se você olha para o curto prazo, os preços das ações e do Ibovespa (o principal índice de referência da B3) oscila muito. São as altas e baixas noticiadas diariamente.

No entanto, quando você dá um passo atrás e avalia o Ibovespa no longo prazo, consegue ver uma clara tendência de valorização das ações. Quando você investe com um prazo maior na Bolsa, consegue se livrar da pressão de ter que vender uma ação pois precisa do dinheiro e pode aproveitar os melhores momentos para vender e comprar.

O resumo da ópera é simples: você pode sim investir na Bolsa para objetivos de longo prazo (como o planejamento da aposentadoria), mesmo que tenha um perfil mais conservador. Precisa apenas garantir que você não vai precisar daquele dinheiro no curto prazo e entender que existem sim riscos. Por isso, mesmo que tem o perfil agressivo não deve investir mais de 30% a 40% do seu patrimônio na Bolsa, tá?

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Este aumento do número de investidores (e investidoras) que estamos vivendo já aconteceu nos países desenvolvidos. Se você nunca pensou que poderia investir na Bolsa, está na hora de rever os seus conceitos.

Você pode investir tanto em ações individuais, quanto em fundos de ações. Eu, particularmente, prefiro os fundos. Acredito que a tarefa de escolher ações é um trabalho que gigante e que é melhor escolher um gestor que tome estas escolhas por mim. Mas seja qual for a sua opção, vale a pena considerar esta questão.

Minha dica: comece aos poucos, com um valor pequeno. Aprender a investir é como aprender a andar de bicicleta – você precisa apenas começar para, aos poucos, ganhar confiança.

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