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Por Atitude 50
Focada na maturidade como plataforma pessoal, a jornalista Kika Gama Lobo escreve sobre as sensações e barreiras que as mulheres de 50 anos vivenciam
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Entender para dissolver

Parece uma ironia que no meio do turbilhão tenhamos que boiar em pleno maremoto, mas é isso mesmo

Por Kika Gama Lobo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
24 jan 2024, 11h01

Fiquei encafifada com esse trecho de uma entrevista da atriz Isabel Teixeira, para um veículo carioca. Martelou na minha cabeça. Faz tanto sentido… Precisamos encarar as dificuldades da vida de frente, mesmo que doa, mesmo que a gente não compreenda de cara, mas o tempo – esse santo senhor das curas – vai apaziguando a nossa mente que trata de dissolver a bola de fogo em um rastro de foguinho.

Ando meio de sobressaltos. Estou preocupada com o finito de familiares, com os boletos (sim, aqueles de sempre), com os quilos a mais, os médicos que eu tenho que marcar, as mudanças reais e metafóricas que preciso encarar. E quando dou para pensar há um bug no hardware da minha cabeleira grisalha. O tal chão preto.

Não vejo mais nada. A emoção me trava, e como sou ótima em enredos trágicos, fico aos solavancos – como uma Joana-boba, para lá e para cá, sem nada resolver. E lendo a atriz que deu vida à personagem Maria Bruaca no mais recente Pantanal, fez um Shazam na minha mente.

Sim, preciso dissolver os problemas através de um entendimento mais calmo e sereno. Parece fácil e é. O problema é o combo de emoções misturadas, o medo de não dar conta, o bichinho da autossabotagem brotando na nossa frente e aquela malemolência do “será que vai dar certo?”.

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Esse texto não vai ser o antídoto para seus problemas, mas vai te dar um norte. O quanto antes entendermos algo, compreendermos de fato nosso papel, nosso envolvimento, nosso dever, nossa utilidade no ensejo, melhor – o problema tende a derreter. Dissolve feito pó de gelatina e se mistura ao cotidiano e, assim, podemos enfim respirar.

Como fazer? Relaxando. Parece uma ironia que no meio do turbilhão tenhamos que boiar em pleno maremoto. Mas é isso mesmo. Não nade contra a arrebentação, não dê uma de heroína. Solta. Entrega. Confia. Eu faço isso depois de muito me machucar, mas pelo menos ajo.

Meu namorado me diz: “Vou me rasgar para resolver algo que não está ao meu alcance?”. Antes eu achava fraqueza. Hoje, tenho certeza de que é sabedoria. Tenta.

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