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Um sobrado cheio de livros e obras de arte

Erguido nos anos 1950, um sobrado paulistano acolhe com charme os livros e objetos de um casal apaixonado por arte. 

Por Reportagem Visual Tiago Cappi | Texto Cristina Dantas | Fotos Marco Antonio Atualizado em 26 Maio 2022, 14h26 - Publicado em 14 Maio 2013, 15h45

Faz quase dez anos que a reforma deste sobrado paulistano ficou pronta. Já deu tempo de a hera crescer no muro do jardim e de livros, objetos e quadros povoarem os espaços para contar a história dos moradores, um casal que ama arte.

Obras queridas ficam à vista

A ideia era ter uma reforma rápida – a moradora, Natália Dias, profissional da área financeira, e a arquiteta Andréa Gati concordavam que o sobrado dos anos 1950, em São Paulo, precisava de poucas modificações. Mas o início das obras revelou o mau estado do telhado, da elétrica e da hidráulica. Já que a mexida ia ser geral, por que não deixar o espaço exatamente como Natália gostaria? Isso levou oito meses. “Trouxemos a construção para um patamar mais atual”, define ela. Os três quartos e dois banheiros viraram duas suítes. Na área social, o cimento queimado substituiu o piso de tacos. Seis anos após a reforma, a moradora se casou com o fotógrafo pernambucano Paulo Melo Jr. Eles têm gostos parecidos e, por isso, não foi preciso mudar nada na casa.

Livros tomam até a lareira

A inspiração da moradora foram as townhouses inglesas – casas típicas de Londres, com vários andares e uma sequência de janelas na fachada. “Para marcar o estilo, quis a casa branca com portas e janelas pretas”, explica Natália. Ela também pediu dois jardins, um no térreo e outro no segundo andar. Um terceiro piso foi acrescentado para acomodar o quarto de hóspedes e um espaço onde mais obras de arte e livros ficam guardados. Boa providência. Ao se casar com Paulo, Natália logo viu seu acervo multiplicado. “Às vezes, trocamos peças de lugar, numa espécie de rodízio”, conta o fotógrafo. Se o casal adora viajar, curte mais ainda ficar em casa. “Gostamos de observar nossas paredes”, diz Paulo. Natural. Silêncio e beleza são sempre boa companhia.

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