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Substâncias que causam danos ao cabelo

Algumas substâncias que alisam e colorem os fios são incompatíveis entre si e podem trazer danos sérios quando utilizadas conjuntamente. Fique atenta a elas!

Por Redação M de Mulher 18 nov 2012, 21h00 | Atualizado em 16 jan 2020, 06h56
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O hidróxido de guanidina, que alisa os fios, não pode ser usado em cabelos tingidos de jeito nenhum
Foto: Dreamstime

Escova inteligente, de chocolate, progressiva, de morango, definitiva… São tantos nomes para os procedimentos que alisam, relaxam ou diminuem o volume do cabelo que ficamos desnorteadas na hora de escolher o melhor para o nosso caso, principalmente quando nossos fios já passaram por algum processo químico antes.

A incompatibilidade entre determinadas substâncias pode trazer resultados desastrosos, como a queda total do cabelo.

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Para evitar esse tipo de problema, é preciso ir atrás de informação e procurar sempre profissionais de confiança. Luciano Barsanti, médico e tricologista (especialista em cabelos), de São Paulo, explica que, apesar da infinidade de nomes fantasia, os ativos químicos autorizados pelo Ministério da Saúde que mudam a estrutura dos fios, permitindo que fiquem mais ou menos lisos, com mais ou menos volume, não são tantos assim. “O hidróxido de sódio é o que dá resultado mais rápido, mas é o mais agressivo. Garante um liso permanente. O hidróxido de cálcio, um pouco menos agressivo, proporciona efeito moderado, conhecido nos salões como ‘relaxamento’. O cabelo não fica totalmente liso, mas perde volume”, explica o doutor.

“Há também o tioglicolato de amônia, que deixa os fios maleáveis, com aspecto natural, ideal para as mulheres que querem apenas ‘domar’ os fios. Esse ativo tem duas variáveis: o tiolactato de amônia e a monoetanolamina. E, finalmente, existe o hidróxido de guanidina, menos agressivo que o hidróxido de sódio”, ensina Barsanti.

Fique de olho na fórmula

Você deve estar se perguntando por que é importante saber todos esses nomes complicados dos ativos químicos que estão por trás das escovas disso e daquilo. Explica-se: cabelos que passaram por processos com hidróxido de sódio, por exemplo, não podem depois ser tratados com tioglicolato de amônia e suas variáveis. Essas substâncias, cuja venda é permitida e que isoladamente não trazem problemas, são incompatíveis entre si e podem fazer os fios quebrarem completamente quando usadas na sequência uma da outra. “Por isso é tão importante fazer o teste da mecha. Mesmo que a pessoa não saiba o nome do ativo que foi usado no tratamento anterior, se houver alguma incompatibilidade, ela vai acabar surgindo no teste. O cabelo quebra na hora”, alerta o médico.

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