Queda de cabelo: estes são os 4 tipos mais comuns; descubra o seu
Conheça as categorias de alopecia, identifique as causas mais comuns e saiba quando procurar um especialista
A queda de cabelo é um problema comum, mas nem toda perda de fios tem a mesma causa. A Academia Americana de Dermatologia classifica os principais tipos de alopecia, embora muitas pessoas tratem todas as quedas de cabelo como se fossem iguais. O desconhecimento pode atrasar o diagnóstico correto e permitir que o problema se agrave.
Antes de entender as diferenças entre elas, é importante saber quando a queda deixa de ser considerada normal. A literatura médica estima que perder até cerca de 120 fios por dia pode fazer parte do ciclo natural do cabelo. Esse número, porém, deve ser interpretado com cautela.
“A queda considerada normal é proporcional à quantidade de folículos pilosos e de fios que a pessoa possui no couro cabeludo. Quem tem maior densidade capilar pode perder mais fios diariamente do que alguém com menos cabelo, sem que isso represente uma doença”, afirma Lilian Brasileiro, médica dermatologista.
Por isso, não existe um número que sirva para todos. O parâmetro mais útil é o padrão habitual de cada pessoa. “Em geral, as pessoas conhecem o comportamento do próprio cabelo: sabem quanto costumam perder ao lavar, pentear ou ao acordar.” Quando essa quantidade aumenta de forma perceptível, é recomendável procurar avaliação médica.
Quais são os principais tipos de queda de cabelo?
A queda de cabelo pode ser dividida em quatro categorias.
- Eflúvio telógeno: É caracterizada pela queda temporária por fatores como alterações hormonais, estresse físico ou emocional, infecções, cirurgias, parto ou perda importante de peso. O couro cabeludo permanece saudável, sem áreas específicas de falhas, mas a queda se intensifica. “O folículo continua saudável e, uma vez identificado e corrigido o fator desencadeante, o organismo tende a restabelecer o ciclo normal de crescimento.”
- Alopecia androgenética: Conhecida como calvície hereditária, provoca o afinamento progressivo dos fios até que os folículos deixem de produzir cabelos. “Ao contrário do eflúvio, ela não costuma provocar uma queda intensa, mas a uma redução gradual da densidade capilar ao longo dos anos”, diz Lilian. Nos homens, costuma aparecer na forma de entradas e rarefação na região da coroa. Nas mulheres, o sinal mais comum é o alargamento gradual da risca central.
- Alopecia areata: É uma doença autoimune em que o sistema imunológico passa a atacar os folículos pilosos. O quadro costuma provocar placas arredondadas, lisas e completamente sem cabelo, podendo evoluir, em casos mais graves, para a perda total dos fios do couro cabeludo ou do corpo.
- Alopecia de tração: Ocorre em consequência da tração repetida dos fios, causada por penteados muito apertados ou hábitos semelhantes. As falhas aparecem, principalmente, nas bordas do couro cabeludo e podem ser acompanhadas de dor ou vermelhidão.
Há outros tipos de queda de cabelo
Essa classificação reúne apenas parte dos motivos que podem causar perda de fios. “Na prática, existem dezenas de doenças que provocam queda de cabelo, cada uma com mecanismos, evolução e tratamentos diferentes”, afirma Lilian.
“O papel do dermatologista é identificar qual doença está por trás da perda dos fios, porque cada causa exige um tratamento específico e apresenta um prognóstico diferente”, explica Lilian.
Quais são as principais causas da queda de cabelo?
Em muitos casos, mais de um fator contribui para a perda dos fios. “Na prática clínica, as causas mais frequentes são as deficiências nutricionais, principalmente de ferro e vitamina B12, além das alterações da tireoide”, afirma a médica.
Outro fator que tem chamado a atenção nos consultórios de tricologia é o uso das canetas para emagrecimento. Segundo Lilian, esses medicamentos não provocam queda de cabelo diretamente. “A perda rápida de peso e as alterações metabólicas que acompanham o tratamento podem desencadear um eflúvio telógeno, que é uma queda temporária dos fios.”
As oscilações hormonais também têm papel importante. “É comum observar queda capilar após a introdução ou a interrupção de anticoncepcionais, no pós-parto, durante a menopausa e, mais recentemente, em pacientes que utilizam implantes hormonais”, segundo Lilian.
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