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Doenças ligadas à queda de cabelo

Veja quando a queda de cabelo se torna um problema e conheça as principais doenças relacionadas a ela, como lúpus, hipotiroidismo, depressão, sífilis,...

Por Redação M de Mulher
9 mar 2010, 21h00 • Atualizado em 21 jan 2020, 03h36
Mariana Gomes  (/)
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  • Dono da história: Denise Balsalobre, 27 anos, secretária, Bauru, SP 
    por Mariana Gomes

    Doenças ligadas à queda de cabelo

    “Eu, feliz, com minhas madeixas saudáveis
    e brilhantes de novo”
    Foto: Arquivo pessoal

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    Era final de 2006 quando acordei, passei a mão na cabeça e um chumaço de fios saiu entre meus dedos. Estranhei. Meu cabelo sempre foi muito forte.

    Naquela semana, não tinha acontecido nada diferente. Minha rotina, alimentação, tempo de sono… Tudo igual. Mas, ao acordar, percebi que o branco do travesseiro já não estava mais tão puro. Havia alguns fios negros espalhados por ele. Eram cerca de dez. Muita coisa. Em seguida, entrei no chuveiro. Aí a coisa ficou preta. “Mãe, vem ver isso!”, chamei. “Nossa, filha, que tanto de cabelo é esse no ralo?”, ela disse, espantada.

    Notei uma falha

    Sempre fui o tipo de pessoa bem preocupada, sabe? Percebo logo qualquer alteraçãozinha no meu organismo. Com a queda de cabelo, não foi diferente. Se por coisas não aparentes eu já corria para o hospital, imagina com algo que ficava tão na cara… Marquei logo um dermatologista. Mas só tinha horário para dali a umas quatro semanas. Tive que esperar. A queda de cabelo piorava com o passar dos dias. Uma vez, ao secar as madeixas, notei algo estranho na parte de trás da cabeça. “Mãe, dá uma olhada!”, pedi. “Filha, tem uma falha gigante aí. Isso não é normal!” Não mesmo… Minha escova de pentear sempre saía lotada e uma brisa leve já me fazia sentir aquele arrepio de um fio escorrendo pelo braço. Um dia, eu estava com os óculos no cabelo e, sem querer, bati a cabeça ao sair do carro. Nossa! Vi estrelas com a pancada! Quando olhei minha cabeça, notei que tinha uma marca vermelha e bem inchada. Percebi, também, que havia outra falha naquele local.

    Pensei que eu fosse ficar careca

    “Ai, Denise, pra que o desespero? Não é pra tanto, né? Cair cabelo é normal, pelo amor de Deus!” No início, escutava isso direto. Todos pensam que queda de cabelo é algo natural. Mas pode não ser. Como no meu caso. Quando as falhas foram ficando mais evidentes, o discurso foi mudando. “Nossa, Dê, o que aconteceu com o seu cabelo?”, perguntou, assustado, um primo que não me encontrava havia muito tempo. E, pra piorar, eu sou baixinha. Então, qualquer um vê de cara o topo da minha cabeça! É inevitável…

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    Que situação desesperadora! “Será que vou ficar careca?”, pensava. Por sorte, o dia da consulta finalmente chegou: “Olha, a queda associada a essa manchinha me parece lúpus. Vamos fazer alguns exames”, disse a médica. O resultado chegou e… Pimba! Ela acertou em cheio! Mas… Lúpus? O que é isso, pelo amor de Deus? Minha cabeça foi a mil e a preocupação só aumentou…

    Lúpus? O que é isso?

    É uma doença incurável, crônica e autoimune. Ou seja, meu próprio organismo cria mecanismos inflamatórios, que combatem células naturais e necessárias ao corpo, como as das articulações, dos rins e do couro cabeludo. Por isso, a queda de cabelo é a primeira coisa que aparece. No meu caso, caíam cerca de 300 fios da cabeça por dia, três vezes mais que o normal. A cada passada leve de mão, saíam por volta de oito fios.

    Meus fios não caem mais

    Fiquei superassustada na época. Quando a gente descobre que tem uma doença sem cura, já pensa que vai morrer. Passei em um médico reumatologista que me receitou corticoides, uma medicação pra baixar os focos de inflamação. Assim que a doença estabilizou, a queda e todos os outros sintomas estagnaram e eu me tranquilizei. No entanto, sempre que percebo meus fios caindo sei que estou em crise e retomo os remédios.

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    A queda parou, mas as falhas ficaram. Por isso, continuei o tratamento com a dermatologista. Ela me receitou loções de uso tópico que resolveram algumas, como a da nuca e as que ficavam perto das orelhas. Mesmo assim, algumas glândulas produtoras deixaram de funcionar. Por conta disso, ainda faço um tratamento injetável no próprio local. A maior parte dos fios já cresceram e hoje estão com cerca de 12 cm. Graças a Deus, agora tenho meu cabelo de volta!

     

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