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Stéphanie Habrich Stéphanie Habrich é empreendedora, apaixonada pelo mundo da educação e do jornalismo infantojuvenil. Fundadora do Joca, único jornal para jovens e crianças do Brasil, ela vai abordar aqui na coluna temas que interligam o contato com as notícias desde a infância e a educação, sempre pensando em como podemos ajudar nossos filhos a serem cidadãos com pensamento crítico.

Estamos subestimando o Natal de 2020?

"Se queremos nos renovar para o novo ciclo que se aproxima, precisamos fazer essa reflexão profunda", escreve Stéphanie Habrich

Por Stéphanie Habrich Atualizado em 8 dez 2020, 10h46 - Publicado em 8 dez 2020, 13h30

Tenho visto muita gente desanimada com o Natal deste ano. De alguma forma, a pandemia parece ter tirado das pessoas a alegria de celebrar esse evento. Muitos estão angustiados pelo fato de que não vão poder reunir toda a família para a ceia ou até mesmo porque não poderão comprar os presentes no shopping, como faziam todos os anos.

Diante de tudo isso, acho que vale a reflexão: será que estamos valorizando o que, de fato, importa no Natal? Será que não estamos superestimando os presentes, o ato de ir às compras e todo o glamour que existe em torno dessa data e da festa que se costuma fazer?

Na sua essência, o Natal é uma data para agradecermos pelas coisas boas e pensarmos sobre o ano que se passou. Se queremos nos renovar para o novo ciclo que se aproxima, precisamos fazer essa reflexão profunda. Algo que exige silêncio, concentração e entrega. Três elementos que, se quisermos, certamente estarão presentes no Natal de 2020.

Talvez não tenhamos a casa cheia de familiares ou a árvore lotada de pacotes como nos outros anos, mas estaremos na companhia dos nossos familiares mais próximos, agradecendo por tudo de bom que temos em nossas vidas. Em um ano tão difícil como 2020, em que tantas pessoas perderam entes queridos ou ficaram desamparadas financeiramente, nunca foi tão importante valorizar aquilo que temos de positivo. Nenhuma roupa, livro ou aparelho eletrônico pode ser melhor do que saber que seus parentes estão com saúde, que vocês têm uma casa e que não falta comida na geladeira. No fim, é isso o que mais importa.

Ao mesmo tempo, 2020 foi um ano em que tivemos que conviver de forma intensa com os familiares que moram conosco. Por isso, nada mais rico do que celebrar o Natal ao lado deles, que estiveram junto com você nos momentos felizes e nos mais difíceis. Acredito que devemos valorizá-los e incentivá-los a também fazer aquela reflexão profunda que comentei no início do texto. Afinal, só de vocês terem sobrevivido a esse ano e estarem juntos já é uma grande dádiva que merece ser celebrada.

É claro que seria ótimo reunir toda a família, como estamos acostumados a fazer todos os anos. Mas não necessariamente precisamos estar fisicamente juntos para celebrar. A energia das pessoas nunca enfraquece ou morre – as leis da física nos dizem isso. Pode ter certeza de que a vibração dos seus entes queridos estará com você durante a ceia, não importa aonde eles estejam. E se a saudade apertar muito, vocês sempre podem recorrer à tecnologia e fazer uma sessão on-line com os parentes que estiverem longe.

O Natal é uma festa religiosa, mas não é preciso ser cristão para usufruir dos benefícios da data. O convite à reflexão é válido para qualquer pessoa. Todos nós, independentemente da crença, deveríamos reservar um tempinho para pensar sobre tudo o que temos e tudo o que passamos. E esse tempo nem um ano como 2020 pode tirar de nós.

Um feliz Natal para todos!

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