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Denise Steiner Por DERMATOLOGIA A médica Denise Steiner é dermatologista, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia e doutora pela Unicamp

Tomar sol no rosto faz mal em todas as idades e a todos os tipos de pele?

A dermatologista Denise Steiner explica quais os riscos de expor a pele do rosto ao sol em qualquer fase da vida

Por Denise Steiner 4 nov 2021, 16h28

Os dermatologistas recomendam evitar o sol diretamente no rosto, devido à incidência de manchas, como melasma e manchas senis e também pela prevalência de “câncer de pele”. Em qualquer idade o sol diretamente no rosto é prejudicial.

No caso das crianças, as queimaduras no nariz e bochechas representam danos que, sendo cumulativos, irão favorecer mais tarde o aparecimento de manchas e tumores de pele.

Veja também: Dicas para você proteger sua pele e curtir o verão com segurança.

As crianças não apresentam alterações imediatas pós queimadura porque têm alta capacidade de reparação da pele, uma vez que todo o sistema de proteção está funcionando perfeitamente, mas irão guardar os danos que anos depois poderão evoluir para lesões malignas.

As peles mais maduras já acumulam vários danos e quanto mais sol, mais intenso será o envelhecimento. O sol, além de manchas e câncer, também é responsável por rugas e flacidez.

O sol provoca um envelhecimento distinto daquele pela idade nas pessoas mais maduras. O rosto e o colo têm mais alterações de envelhecimento que as áreas cobertas como nádegas e mamas.

O sol é o grande envelhecedor da pele e também o maior culpado pelo câncer de pele. Todos os tipos de pele correm esse risco, mas as peles mais claras são as mais afetadas.

Existe uma classificação do tipo de pele muito utilizada pelos dermatologistas que é chamada classificação de Fitzpatrick I, II, III, IV, V, VI.

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Neste caso o tipo I sempre queima e nunca bronzeia e o tipo VI sempre bronzeia e nunca queima. Nesta classificação as peles com mais melanina estão mais protegidas, tendo menos chance de desenvolver tumores malignos.

A luz solar tem vários tipos de radiações conforme o comprimento de onda. A radiação UVB é aquela presente entre 10 horas até 14 horas, sendo a luz que mais provoca câncer de pele.

A radiação UVA é aquela que existe durante todo o dia, desde o amanhecer até o anoitecer, sendo responsável pelo envelhecimento cutâneo, pois penetra mais profundamente e lesa vasos, células e fibras de colágeno e elastina.

A luz visível também está contida no espectro solar, sendo responsável por mancha na pele, piorando o melasma. Ela ocorre durante todo o dia. O calor também provoca danos pois é a emissão de infravermelho que estimula a formação de radicais livres.

Portanto o horário melhor está relacionado a evitar o câncer, mas outras alterações estão ocorrendo e acumulando. Assim, o mais seguro é usar filtro com proteção para a radiação UVB e UVA, sempre meia hora antes de se expor, com repetição a cada três horas.

Pessoas com melasma ou manchas precisam usar filtro com cor para proteger da luz visível, pois os protetores sem pigmento não protegem dessa luz.  Hoje o ideal é entender os predicados de cada filtro, pois eles podem também hidratar, tratar especificidades como acne ou manchas e ainda ter vitaminas antioxidantes.

Cuide da sua pele.

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