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Coluna da Marcia de Luca Por Coisas da Alma Marcia de Luca é especialista em ioga, meditação e ayurveda há mais de 30 anos

Entender do que somos feitos é a chave para o bem-estar

Somos diferentes uns dos outros. Com esse entendimento absorvido, a vida se torna mais fácil, pois você aceita o próximo

Por Marcia de Luca Atualizado em 4 jun 2017, 11h17 - Publicado em 4 jun 2017, 10h00

Saúde é, sem dúvida, o bem mais precioso do ser humano – sem ela, não vamos a lugar nenhum e nem conseguimos trabalhar em nossa evolução espiritual.

Para a ayurveda, a medicina mais antiga do mundo, criada na Índia há mais de 5 mil anos, saúde não é apenas a ausência de doenças, mas um estado de bem-estar que nos permite ser felizes naturalmente. Há duas vertentes na ayurveda: a curativa, exercida pelos vaidyas, médicos por formação e tradição; e a preventiva, praticada por nós mesmos.

E os conceitos dessa sabedoria milenar podem nos ajudar a aumentar nossa longevidade. Aliás, os indianos dizem que o ser humano está programado para viver 120 anos sem nenhuma decrepitude. A questão, entretanto, não é apenas acrescentar tempo à nossa trajetória na Terra, mas colocar mais vida nesses anos.

Esse estado só é possível de ser alcançado quando nos integramos aos ritmos da natureza e respeitamos a própria individualidade. Nos últimos séculos, com os adventos do progresso, nos afastamos dos ciclos naturais e acabamos rompendo com o ambiente em que vivemos. Essa ligação precisa ser retomada.

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Os antigos acordavam com o Sol, sem despertador, e se deitavam quando ele sumia atrás do horizonte. Respeitavam a intensidade de sua fome no café da manhã e faziam a maior refeição do dia quando o Sol estava a pino, assim como o poder de digestão.

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Segundo a ayurveda, como o Universo, nós também somos formados por cinco elementos (em sânscrito chamados de maha bhutas): éter, ar, fogo, água e terra. Eles se unem de maneira única em nossa constituição psicofísica, determinando nossas características pessoais.

Nós, seres humanos, somos parte do todo que é o macrocosmo – podemos, inclusive, nos comparar com o Universo. Explico.

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O éter é, para o Universo, o espaço infinito e vazio. Dentro de nós existe o mesmo espaço entre os órgãos e células. Esses vãos abertos, em ambos os casos, são preenchidos por ar. Já o fogo é representado pelo Sol, que confere vida ao nosso planeta através do calor. Para nós, essa energia se traduz no fogo digestivo que mantém as temperaturas do organismo. A água está nos oceanos, mares, rios, lagos e cachoeiras – corresponde a 70% do planeta. A proporção se repete no corpo humano. Planaltos, montanhas e o chão representam a terra; em nós, os equivalentes são ossos e músculos, estruturas que nos mantêm em pé.

É preciso ressaltar, como eu disse lá atrás, que esses compostos se combinam de diferentes maneiras em cada pessoa. É por isso que somos diferentes uns dos outros. Com esse entendimento absorvido, a vida se torna mais fácil, pois você aceita o próximo. Essa sabedoria nos leva a compreender que o que é bom para mim não é necessariamente bom para você. Como nossa essência é diferente, não buscamos as mesmas coisas.

Acima de tudo, essas particularidades precisam ser respeitadas por nós mesmos. A descoberta da nossa composição é essencial para a saúde, pois passamos a equilibrar nossas necessidades e recusar os excessos que nos fazem mal. A partir das escolhas que fazemos, poderemos ser jovens independentemente de termos 17 ou 80 anos – a idade do RG é uma, mas a biológica é aquela que decidimos ter. Vai aqui um alerta: isso depende apenas de você e do seu poder de manter bons hábitos na vida.

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