Seja carinhosa consigo. Essa é a regra número 1

Confira o novo texto da colunista Kika Gama Lobo.

Tantas comemorações de fim de ano, época de esbarrar com as amigas nas tais confraternizações. Assunto que não quer calar: a beleza na maturidade. A maior parte delas parece um misto de Chucky com aquelas atrizes maduras botocadas. Estou convencida não haver medida para os excessos. Mesmo com a tal beleza natural, o combate ao rosto com inserções, vejo bocas infladas, bochechas preenchidas, fios de cílios colados e apliques de cabelos. Isso por baixo, nivelando rasamente.

São cinquentonas que perseguem um stop do relógio biológico mas perdem a noção da feiura. Juro que iria preferir um rosto imperfeito, rugas aparentes, cabelos brancos e uma perda de viço à este show de horror. Outra constatação é que mesmo no calor senegalês do Rio, todas usam cintas – aquele spandex que coloca as banhas no vácuo. Apertadas, ofegantes, suadas – elas seguem parecendo uma almofada. 

Tem também os sprays que maquiam varizes; os sutiãs que levantam os peitos; o clareamento dos dentes que transforma a boca num Mentex além das unhas de acrigel, as balayages que dão tom idêntico a todos os cabelos e aquele look de lei: calça flare, bata soltinha, anabela de cortiça e colares longos. Olho em volta e vejo as amigas xerox umas das outras. Mas, antes que me julguem de preconceituosa, decido mirar minha figura no espelho. E para meu espanto sigo muitas regras citadas. Preciso me desconstruir. Preciso assumir que envelheci e dar um olé no padrão jovenzinha. Convido você a fazer o mesmo. Seja carinhosa consigo. Essa é a regra número 1. 

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