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Kika Gama Lobo Por Atitude 50 Focada na maturidade como plataforma pessoal, a jornalista Kika Gama Lobo escreve sobre as sensações e barreiras que as mulheres de 50 anos vivenciam

Golden Globe – #MeToo

Nessa onda da voz uníssona não acho que caibam marqueteiras de plantão querendo, solitariamente, causar. Blanca, na minha opinião de mulher vivida, amarelou

Por Kika Gama Lobo Atualizado em 10 jan 2018, 01h45 - Publicado em 10 jan 2018, 01h19

Blanca BlancoNão preciso nem dizer que amei o Golden Globe deste ano. Aquela marcha fúnebre fashion –todos de preto, em um protesto através da indumentária, contra o assédio sexual e constrangimentos diversos. Oprah em discurso à la Obama. As cinquentonas Halle Berry e Catherine Zeta-Jones abalando Bangu.

A extraordinária atriz Frances McDormand sem um pingo de maquiagem e, é claro, as joias, os boys magias e aquele frenesi típico de cerimônias pré-Oscar.

Que bom que nossa voz está aumentando. Que bom que temos cada vez mais ouvintes contras os paus, dedos, línguas, carícias não consentidas e arrancadas a fórceps.

Mas tô lá eu grudada na telinha e eis que me aparece a atriz gostosa-diva-bombshell Blanca de Blanco (who?) enfiada num vestido vermelho imitando Jessica Rabbit depois de enviar seu longuinho para o tintureiro. O look encolheu? Precisava disso tudo? Ok que estamos na era do empoderamento feminino e tudo vale. Somos donas de nossos corpos e se você quer fazer a linha vagaba, go! Só não podia ter destoado neste evento.

Blanca Blanco

O genial #TimesUp reforçado pela onda #MeToo causou grande alvoroço na indústria cinematográfica e vai –com certeza– invadir outras praias. E nessa onda da voz uníssona não acho que caibam marqueteiras de plantão querendo, solitariamente, causar. Blanca, na minha opinião de mulher vivida, amarelou.

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