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Efeito botox e mais colágeno: conheça os peptídeos, os novos ativos queridinhos do skincare

Entenda como agem os peptídeos e se eles realmente podem substituir os retinoides

Por Karina Hollo 14 Maio 2026, 10h00
Peptídeos 4.0 o ativo do momento é tão poderoso quanto promete
Ativos biotecnológicos, os peptídeos atuam na sinalização celular e prometem retardar o envelhecimento da pele (getty/Getty Images)
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Prepare-se para começar a ouvir falar dos peptídeos sinalizadores, que estimulam a produção de colágeno e diminuem a inflamação dos tecidos; dos peptídeos neuromoduladores, com efeito semelhante ao do botox; e ainda dos carreadores, que transportam oligoelementos (minerais essenciais) entre as células, dos que auxiliam no combate à queda de cabelo, na cicatrização…

Sim, eles são os ativos do momento.

Embora não sejam novidade, sua popularização recente resulta da combinação entre inovação cosmética, marketing e maior presença em lançamentos associados à biotecnologia e regeneração.

“Do ponto de vista científico, eles são estudados há algum tempo e há resultados promissores em laboratório e em modelos pré-clínicos, apesar de ainda faltarem estudos robustos em humanos que comprovem de forma consistente sua eficácia”, ressalta a dermatologista Maria Bussade, da Bussade Health, em São Paulo, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da American Academy of Dermatology (AAD).

Como os peptídeos atuam?

Os peptídeos são vistos como um recurso terapêutico que atua na sinalização molecular celular, interferindo diretamente nos processos do envelhecimento.

Na sua composição, não passam de uma cadeia de aminoácidos.

“Muito dessa promessa está no fato de eles serem um recurso terapêutico diferente, que age na sinalização molecular dentro da célula. E trata efetivamente o envelhecimento intrínseco celular, os processos biológicos pelos quais o envelhecimento acontece de fato”, afirma a dermatologista Alessandra Fraga, da Aille Clinic, em São Paulo, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

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Segundo ela, esse processo está ligado a falhas na comunicação celular — quando a pele deixa de responder adequadamente a estímulos regenerativos.

“Eles atuam como mensageiros biomiméticos, capazes de ‘reprogramar’ o comportamento celular.”

Peptídeos sinalizadores

Os peptídeos sinalizadores ativam mecanismos regenerativos ao “avisar” os fibroblastos para produzir colágeno, mesmo sem lesão.

Com o envelhecimento, essa comunicação se perde, reduzindo a capacidade de reparação.

“E esse é o papel dos peptídeos sinalizadores: reestabelecer a capacidade regenerativa da própria pele.”

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Apesar do potencial, a maior parte das evidências ainda é pré-clínica.

“Ou seja, há plausibilidade biológica e resultados iniciais interessantes, mas ainda não existe consenso definitivo sobre o impacto clínico real desses ativos na prática dermatológica”, ressalta a especialista.

Peptídeos neuromoduladores

Já os peptídeos neuromoduladores são divulgados por suavizar a contração muscular superficial, reduzindo linhas de expressão.

“Na prática, eles podem até apresentar um efeito cosmético sutil e gradual, mas esse resultado não deve ser comparado ao da toxina botulínica injetável”, alerta Maria, reforçando que não substituem procedimentos médicos.

Peptídeos carreadores

Os peptídeos carreadores, por sua vez, transportam oligoelementos como o cobre, importantes para a reparação e defesa antioxidante.

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“Um dos exemplos mais citados é o peptídeo de cobre, como o GHK-Cu, que em estudos pré-clínicos aparece associado ao estímulo de colágeno”, explica Maria, embora seus benefícios também ainda não sejam totalmente consolidados clinicamente.

Eles realmente funcionam?

Por fim, peptídeos voltados à cicatrização podem auxiliar na regeneração da pele após procedimentos ou em casos de sensibilização.

“Em teoria, eles podem fazer sentido em rotinas voltadas ao fortalecimento da barreira e ao suporte da recuperação da pele. No entanto, o uso deve seguir rigorosamente critérios regulatórios e evidência clínica comprovada.”

Assim, apesar de promissores, devem ser usados com cautela e como coadjuvantes, já que a comprovação científica necessária ainda não existe.

Como escolher o peptídeo certo?

Mais do que olhar apenas o nome, o ideal é observar a proposta da formulação como um todo.

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Há peptídeos voltados para diferentes objetivos, como firmeza, reparação, ação calmante ou efeito cosmético sobre linhas finas, mas ainda não existe comprovação clínica consistente suficiente para colocá-los no mesmo patamar de ativos mais consolidados.

Por isso, é importante considerar o objetivo do tratamento, a sensibilidade da pele, a credibilidade da formulação e ter expectativas realistas.

Inovação, sozinha, não substitui evidência científica.

“Em formulações cosméticas, eles podem ser associados a outros ativos, como antioxidantes, hidratantes e retinoides, dentro de uma estratégia mais ampla de cuidado com a pele. Na prática, essa combinação pode ser interessante porque diferentes ingredientes atuam em frentes complementares”, diz Maria.

O que continua sendo mais comprovado?

Ainda assim, quando o objetivo é tratar sinais do envelhecimento com respaldo mais sólido, os retinoides continuam sendo uma das ferramentas mais bem estudadas e com maior comprovação científica.

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Os peptídeos podem ter potencial complementar e compor a sua rotina, mas não necessariamente ocupar o papel principal em tratamentos antienvelhecimento baseados em evidência.

“Na prática, eles podem até apresentar um efeito cosmético sutil e gradual, mas esse resultado não deve ser comparado ao da toxina botulínica injetável”, comenta Maria Bussade, dermatologista.

Peptídeos o ativo do momento é tão poderoso quanto promete
Cadeias de aminoácidos, os peptídeos são estudados pela medicina regenerativa por seu potencial antienvelhecimento (getty/Getty Images)

Como os peptídeos agem?

“Os peptídeos agem na sinalização molecular dentro da célula. Eles tratam o envelhecimento intrínseco e os processos biológicos pelos quais o envelhecimento acontece de fato”, diz Alessandra Fraga, dermatologista.

Frisson nos fios

Eles têm sido incorporados a produtos capilares com a proposta de melhorar o microambiente do folículo piloso, favorecer fatores ligados ao crescimento e contribuir para a qualidade dos fios.

Há interesse crescente nesse uso, dentro da ideia de ativos biotecnológicos multifuncionais.

No entanto, não devem ser vistos como solução isolada para a queda de cabelo, mas como coadjuvantes em estratégias mais amplas, sempre após avaliação da causa.

“Os peptídeos atuam como pequenas moléculas sinalizadoras que podem influenciar o ambiente biológico do couro cabeludo e do folículo piloso. Na prática, eles são usados com a proposta de favorecer condições mais adequadas para o crescimento capilar, ajudando a sustentar a atividade celular ao redor do folículo e a manutenção da fase anágena, que é a fase de crescimento do fio”, explica a dermatologista Ana Carina Junqueira, com título de especialista em dermatologia conferido pela Associação Médica Brasileira (AMB) e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), membro do Conselho da American Hair Research Society (AHRS), nos Estados Unidos.

Em quais casos os resultados aparecem mais?

Alguns peptídeos também são estudados por possível ação em processos inflamatórios leves e na qualidade do microambiente folicular.

Ainda assim, apesar de promissores, funcionam melhor como parte de uma estratégia terapêutica individualizada, baseada na causa da queda ou afinamento.

Resultados mais consistentes costumam aparecer em casos de afinamento progressivo, especialmente na alopecia androgenética.

“Nesses casos, os peptídeos podem atuar como coadjuvantes para melhorar a qualidade dos fios e dar suporte ao tratamento principal. Em algumas situações de eflúvio telógeno [queda de cabelo difusa e temporária], podem ser utilizados como complemento para favorecer a recuperação da densidade, desde que o fator desencadeante já esteja sendo corrigido.”

O que ainda limita os resultados?

Por outro lado, em doenças inflamatórias ou cicatriciais, o benefício tende a ser limitado se a inflamação não estiver controlada.

Em geral, os peptídeos funcionam melhor em protocolos combinados, podendo ser associados a ativos com maior respaldo científico, como o minoxidil, além de medidas para controle de oleosidade, inflamação e correção de deficiências nutricionais.

Também podem integrar abordagens médicas, como drug delivery e microagulhamento, quando indicados.

Como tudo na ciência, a comprovação dos estudos costuma vir depois do frisson nos consultórios.

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