O que é o laser de CO₂ que deixou o rosto de Maya Massafera irreconhecível?
Descubra a verdade sobre a recuperação do laser de CO2 fracionado, seus benefícios para a pele e os cuidados essenciais pós-procedimento
Nos últimos dias, a recuperação de Maya Massafera após realizar um laser de CO₂ fracionado chamou atenção nas redes sociais. Nos vídeos publicados pela influenciadora, o rosto apareceu bastante avermelhado, inchado e em processo de descamação, levando muitos seguidores a se perguntarem se aquela reação era normal.
A resposta é sim! O aspecto intenso faz parte da recuperação esperada do procedimento, que provoca uma renovação controlada da pele para estimular a produção de colágeno e melhorar sinais de envelhecimento.
Segundo o dermatologista Dr. Seme Gabriel Cury, médico diretor da MD Cury Clinic, o laser de CO2 continua sendo uma das principais opções para quem busca tratar rugas, cicatrizes de acne e danos causados pelo sol.
Como funciona o laser de CO2?
O laser de CO2 é um procedimento ablativo, ou seja, remove pequenas porções da camada superficial da pele enquanto aquece as camadas mais profundas.
“É um laser ablativo que emite luz infravermelha absorvida pela água presente na pele. Essa energia vaporiza microscopicamente as camadas superficiais e gera calor controlado na derme. O resultado é duplo: remoção da camada danificada da epiderme e estímulo à produção de colágeno e elastina na derme, promovendo renovação e firmeza ao longo das semanas seguintes”, explica o dermatologista.
Por estimular a produção de novas fibras de sustentação, os resultados aparecem de forma gradual nas semanas e meses seguintes ao procedimento.
O que é mito e o que é realidade?
Embora o laser de CO2 ofereça resultados expressivos, é importante manter expectativas realistas.
“É realista esperar melhora progressiva de textura, manchas e firmeza ao longo de semanas a meses. Não é realista esperar ‘pele de recém-nascido’ em uma única sessão ou resultado definitivo permanente. O envelhecimento e a exposição solar continuam atuando depois do tratamento.”
O especialista lembra ainda que o procedimento é contraindicado para gestantes, pessoas com infecções ativas na pele, uso recente de isotretinoína, doenças autoimunes descompensadas e pacientes com histórico de queloides. Entre os riscos estão hiperpigmentação, infecção, cicatrizes e vermelhidão prolongada. “Por isso, a técnica utilizada e o pós-operatório são decisivos para um bom resultado”, conclui.
Quais problemas o procedimento pode tratar?
O laser de CO2 é indicado principalmente para melhorar a qualidade da pele. Entre as principais indicações estão rugas, manchas, cicatrizes de acne, poros dilatados e flacidez leve.
“É especialmente indicado para fotoenvelhecimento e sequelas de acne”, afirma o médico.
Apesar de existirem diversas tecnologias para rejuvenescimento, ele explica que o laser de CO2 ainda ocupa um lugar de destaque. “Continua sendo padrão-ouro em muitos casos, principalmente para rugas mais profundas e cicatrizes, onde tecnologias não ablativas costumam ter resultado mais discreto.”
Já quando a principal queixa é flacidez intensa, outros procedimentos podem oferecer melhores resultados. “Para flacidez intensa ou queda de tecido, procedimentos como ultrassom microfocado ou fios podem se sobrepor em eficácia.”
Existe uma idade ideal para fazer?
“A indicação depende mais das condições da pele do que da idade isolada: grau de dano solar, textura, presença de cicatrizes e capacidade de cicatrização do paciente.”
O dermatologista ressalta que pessoas com pele escura ou com tendência ao surgimento de manchas precisam passar por uma avaliação cuidadosa antes do procedimento.
Laser fracionado ou tradicional: qual é a diferença?
O tratamento realizado por Maya Massafera foi o laser de CO2 fracionado, atualmente o mais utilizado.
Nesse método, o laser cria microáreas de tratamento, preservando pequenas regiões de pele saudável ao redor. Isso acelera a cicatrização e reduz o tempo de recuperação.
“O fracionado atinge a pele em microcolunas, preservando áreas saudáveis ao redor, proporcionando recuperação mais rápida e sendo indicado para a maioria dos casos.”
Já o laser tradicional atua em toda a superfície da pele. “O ablativo tradicional trata toda a superfície, com resultado mais intenso, mas recuperação mais longa e maior risco. Por isso, costuma ser reservado para casos mais graves.”
Por que a recuperação é tão intensa?
As imagens compartilhadas por Maya impressionam porque o rosto ficou bastante vermelho e inchado. Segundo o especialista, essa resposta faz parte do processo de cicatrização.
“Vermelhidão e descamação costumam durar de cinco a dez dias no fracionado, podendo chegar a duas ou três semanas no ablativo total.”
A maquiagem costuma ser liberada apenas depois que a pele cicatriza completamente, geralmente entre sete a dez dias. Já a exposição direta ao sol deve ser evitada por pelo menos um mês.
Quais cuidados são necessários?
O médico orienta suspender temporariamente ácidos e outros ativos irritantes, evitar exposição solar e tratar qualquer infecção ativa na pele.
Depois do procedimento, a hidratação e a proteção solar tornam-se indispensáveis. “Hidratação intensa, protetor solar rigoroso, evitar sol direto, seguir à risca os curativos ou pomadas indicados e não expor a pele à piscina, mar ou sauna até a cicatrização completa.”
Quantas sessões são necessárias?
“Para manchas e textura leve, uma sessão já traz melhora visível. Para cicatrizes de acne e rugas mais profundas, geralmente são necessárias de duas a três sessões.”
Segundo o dermatologista, os resultados podem permanecer de um a três anos, desde que o paciente mantenha uma rotina adequada de cuidados e proteção solar.
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