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Conheça os produtos de beleza que grávidas devem evitar

Mudança hormonal também reflete na saúde da pele

Por Redação M de Mulher
2 Maio 2012, 22h00 • Atualizado em 27 out 2016, 18h44
Reportagem: Shâmia Salem e Simone Ota - Edição: MdeMulher
Reportagem: Shâmia Salem e Simone Ota - Edição: MdeMulher (/)
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  • Dermatologistas dão dicas de quais produtos evitar na gestação
    Foto: Getty Images


    É verdade que a gravidez conspira a favor da beleza (os cabelos, por exemplo, ficam lindos e brilhantes), mas também traz problemas que exigem cuidados. Tudo em função dos hormônios que entram em cena e causam reações que variam para cada grávida. Para algumas mulheres, a pele fica sensível, seca e sujeita a alergias. Para outras, oleosa e propensa a acne.

    A microcirculação sanguínea também aumenta, favorecendo a absorção dos ativos. Sem falar na sensibilidade aguçada para cheiros, que pode tornar insuportável até mesmo aquele perfume predileto. “Nessa fase, a mulher tem que rever os cosméticos que usa e substituir alguns por versões mais suaves ou específicas para gestantes”, diz o farmacêutico e cosmetólogo Maurício Pupo, de Campinas, coordenador do curso de pós-graduação em cosmetologia da Universidade Camilo Castelo Branco, em São Paulo.

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    Na lista de restrições da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estão três substâncias: cânfora, ureia acima de 3% e chumbo, figurinhas carimbadas em creme para pernas e pés, hidratantes corporais e coloração, respectivamente.

    “A cânfora pode ser tóxica, causar defeitos no feto e até aborto, de pendendo do tempo de exposição”, afirma o obstetra Márcio Coslovsky, do Rio de Janeiro, especialista em reprodução.

    Quanto à ureia, há estudos mostrando que ela atravessa a barreira placentária, a grande protetora do bebê, podendo prejudicar a formação e o crescimento dele. “Além disso, o ativo é um bom carreador de substâncias que não deveriam entrar na pele, como os conservantes”, completa Pupo.

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    17 produtos de beleza seguros para as grávidas

    Já o chumbo, de acordo com a dermatologista Carla Góes Souza Pérez, de São Paulo, autora do livro “Grávida e Bela” (Ediouro), mesmo em baixa concentração, pode interferir no metabolismo, aumentar a pressão arterial e causar intoxicações na mãe, com prejuízos para os rins e os sistemas nervoso e cardiovascular. Os efeitos dependem do período de uso e da sensibilidade de cada mulher. “Também para o bebê, os perigos do contato com esse metal pesado são muitos, incluindo retardo mental, convulsão e até morte”, alerta Coslovsky.

    Ácidos
    Nossos especialistas engrossam a lista do trio proibido pela Anvisa com outros ativos que também podem ser nocivos para mãe e bebê. Os ácidos, encontrados em produtos clareadores, antiacne e anti-idade, são alguns dos que estão na mira. “O ideal é que o retinoico, por exemplo, seja suspenso três meses antes de a mulher engravidar ou assim que ela descobrir que vai ser mãe, para prevenir malformações”, avisa Coslovsky.

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    O ginecologista e obstetra José Bento de Souza, dos hospitais Albert Einstein e Maternidade Pró-Matre, em São Paulo, chama a atenção para os ácidos glicólico, em concentrações acima de 10%, e salicílico. “Faltam estudos científicos que garantam a segurança do uso de altas doses de ácido glicólico durante os nove meses. Quanto ao segundo, apesar de não haver pesquisas com humanos, há análises mostrando que ele provoca alterações embrionárias em fetos de ratas em qualquer fase da gestação”, justifica.

    Também devem ir para o fundo do armário os cremes clareadores de pele à base de hidroquinona. Procure a informação na caixa ou entre os ingredientes do rótulo. Faça o mesmo em relação aos produtos que usa para tratar manchas, oleosidade, acne, celulite e gordura localizada. Se tiverem derivados da vitamina A, caso da tretinoína, do adapaleno e da isotretinoína, melhor deixar de lado.

    Não há estudos conclusivos sobre a segurança desses ativos – e não é agora que você vai arriscar, não é mesmo? “Aconselho descartar ainda os filtros solares com metoxicinamato. Esse elemento pode chegar à circulação e atravessar a placenta”, afirma a dermatologista Valéria Marcondes, de São Paulo. No lugar dele, a médica recomenda protetor com óxido de zinco.

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    Deixe de lado também os perfumes e as loções com álcool, que irritam a pele. Descarte ainda os nutracêuticos. Mais conhecidos como pílulas da beleza por combaterem os radicais livres que aceleram o envelhecimento, esses suplementos contêm ativos como as vitaminas C, E e do complexo B, além de minerais como zinco, cobre, selênio, ferro, cromo e cálcio. Dependendo da finalidade, vários outros componentes podem estar presentes na fórmula, como licopeno, aminoácidos essenciais, proteínas marinhas, ômegas 3, 6 e 9 e chá verde. “Não há garantia de que esses suplementos de beleza possam ser usados na gravidez. Um risco comum a qualquer multivitamínico ingerido por conta própria é que ele desequilibre a absorção de outros nutrientes, como o ácido fólico, fundamental para a grávida”, avisa o obstetra Alfonso Massaguer, professor responsável pelo curso de reprodução humana das Faculdades Metropolitanas Unidas.

    Se por acaso você se deu conta de que utilizou um dos ativos aqui relacionados, não precisa entrar em pânico. Basta suspender o uso imediatamente e conversar com o médico, que vai continuar atento ao resultado dos ultrassons para confirmar se está tudo bem com o bebê.

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