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Adeus manchas: o tratamento que você deve começar a fazer no inverno para ter resultados reais

Dermatologista explica por que o frio é o momento certo para tratar manchas da pele e por que o risco de errar é muito menor

Por Allana Ostan 20 Maio 2026, 17h00
A imagem está dividida em duas partes e mostra closes do rosto de duas mulheres exibindo marcas de hiperpigmentação na pele. Do lado esquerdo, uma mulher de pele clara e olhos verdes toca a bochecha com os dedos, revelando manchas acastanhadas difusas na região maçã do rosto e abaixo dos olhos. Do lado direito, uma mulher de pele morena e cabelos escuros aparece de perfil, evidenciando manchas escuras concentradas na bochecha e na lateral do rosto.
Manchas solares, melasma, pigmentação pós-inflamatória: o frio é o momento mais seguro para tratar todos esses tipos (Reprodução/Pinterest)
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Se você tem manchas na pele e anda adiando o tratamento, saiba que o frio é o momento ideal para agir, já que o inverno reúne as condições perfeitas para começar — e manter — um protocolo eficiente de clareamento.

Por que o inverno é a melhor época para tratar manchas?

“No inverno, a pele fica menos exposta ao sol porque ocorre uma modificação na incidência da radiação solar que chega até a gente. Há menos radiação, menos calor e, consequentemente, menos estímulo à produção de melanina, a substância que dá pigmento à pele e causa as manchas”, explica a dermatologista Ana Zanatta.

A margem de erro também se torna menor durante o frio. Os tratamentos exigem cuidados rigorosos e, no verão, qualquer deslize pode comprometer o resultado e fazer com que a mancha volte ainda mais escura.

Já no inverno, com menos sol e menos calor no dia a dia, até quem não consegue seguir todas as recomendações à risca costuma obter melhores resultados. Os procedimentos tendem a ser mais seguros e eficazes.

Além disso, muitos tratamentos funcionam justamente por provocar uma inflamação controlada na pele — e é aí que o clima faz toda a diferença. “Os tratamentos acabam gerando uma inflamação positiva na pele, da qual nos beneficiamos. Mas, se forem realizados em um período de muito calor ou alta incidência solar, existe o risco de essa inflamação causar ainda mais manchas”, afirma Ana.

Todos os tipos de manchas melhoram no frio?

De forma geral, manchas solares, sardas e pigmentações pós-inflamatórias costumam responder muito bem aos tratamentos realizados no inverno.

O melasma, porém, exige atenção especial. “O melasma é um distúrbio de pigmentação relacionado não apenas à exposição solar, mas também a questões hormonais e inflamatórias. Mesmo no inverno, com protetor solar e tratamento em dia, ele pode surgir por outros fatores”, alerta a dermatologista.

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Quais tratamentos para manchas funcionam melhor no inverno?

A boa notícia é que os tratamentos podem ser realizados durante o ano todo. No entanto, o inverno abre espaço para procedimentos mais intensos.

“Dou preferência a lasers mais profundos nos períodos mais frios, pois o clima diminui o risco de piora nas manchas”, comenta a especialista. Já os clareadores tópicos devem ser usados continuamente ao longo do ano, seja em combinação com laser ou peeling.

Existem diferentes tipos de laser indicados para manchas, alguns mais profundos e outros mais superficiais. A escolha depende do tipo de mancha, do tom de pele e do histórico de cada paciente. Por isso, a avaliação com um dermatologista é indispensável antes de iniciar qualquer procedimento.

Em casa, os dermocosméticos clareadores continuam sendo a base do tratamento. Microagulhamento, peeling e laser entram como complementos, não como substitutos dos produtos de uso diário.

Os cuidados diários que fazem diferença no tratamento

Ter um bom protocolo é apenas metade do caminho. A outra metade depende dos cuidados mantidos no dia a dia. “O princípio básico, mesmo que o paciente não use nenhum clareador, é a fotoproteção”, afirma Ana Zanatta.

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Isso inclui o uso de protetor solar com reaplicação ao longo do dia, além de chapéus, bonés, roupas com fator de proteção UV e evitar a exposição direta ao sol.

Um ponto que surpreende muita gente é que o calor também pode piorar as manchas. “Ambientes muito quentes, como cozinhas, fornos e espaços esportivos com altas temperaturas, agravam vários tipos de mancha por causa da radiação infravermelha. O calor é um gatilho que muitas pessoas ignoram”, comenta a dermatologista.

É preciso usar protetor solar no inverno?

Mesmo em dias nublados e frios, o protetor solar continua sendo indispensável. “A radiação existe independentemente de você ver o sol. Mesmo em dias nublados, durante o dia, a radiação continua presente”, explica Ana.

Para ela, o protetor solar é o produto de skincare mais importante da dermatologia — especialmente quando o assunto é tratamento de manchas e fotoenvelhecimento. O FPS mínimo recomendado é 30, com reaplicação ao longo do dia.

Quais são os erros mais comuns ao tentar clarear manchas?

Segundo a especialista, o maior erro de quem tenta clarear manchas em casa é utilizar ácidos sem recomendação médica. “A gente vê muita indicação de ácidos potentes que, em mãos sem conhecimento técnico, podem se tornar um veneno e piorar as manchas. Às vezes, um único uso já consegue causar um estrago que leva semanas ou meses para tratar”, alerta.

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Outro erro frequente é subestimar a importância do protetor solar.

Esfoliações agressivas também devem ser evitadas. “Tentar raspar a pele para tirar a mancha destrói a barreira cutânea, gera inflamação e, no fim, produz ainda mais manchas”, explica.

E existe um “tratamento caseiro” que a dermatologista contraindica completamente: usar limão nas manchas de axilas e virilhas. “É totalmente contraindicado. Pode causar dermatite, irritação e deixar as manchas ainda mais difíceis de tratar”, alerta.

Como tratar manchas em peles maduras?

Quem está na faixa dos 40, 50 e 60 anos precisa considerar algumas particularidades. “A pele madura se comporta como uma pele mais sensível, que precisa de produtos mais delicados e suaves. Muitas vezes, ao tratar a mancha, também é importante cuidar da qualidade da pele como um todo”, orienta a especialista.

Ela destaca ainda que a combinação de ativos orais e tópicos pode ser especialmente útil nessa fase. Suplementos com ação anti-inflamatória podem complementar o tratamento tópico, principalmente em casos de melasma.

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