Adeus manchas: o tratamento que você deve começar a fazer no inverno para ter resultados reais
Dermatologista explica por que o frio é o momento certo para tratar manchas da pele e por que o risco de errar é muito menor
Se você tem manchas na pele e anda adiando o tratamento, saiba que o frio é o momento ideal para agir, já que o inverno reúne as condições perfeitas para começar — e manter — um protocolo eficiente de clareamento.
Por que o inverno é a melhor época para tratar manchas?
“No inverno, a pele fica menos exposta ao sol porque ocorre uma modificação na incidência da radiação solar que chega até a gente. Há menos radiação, menos calor e, consequentemente, menos estímulo à produção de melanina, a substância que dá pigmento à pele e causa as manchas”, explica a dermatologista Ana Zanatta.
A margem de erro também se torna menor durante o frio. Os tratamentos exigem cuidados rigorosos e, no verão, qualquer deslize pode comprometer o resultado e fazer com que a mancha volte ainda mais escura.
Já no inverno, com menos sol e menos calor no dia a dia, até quem não consegue seguir todas as recomendações à risca costuma obter melhores resultados. Os procedimentos tendem a ser mais seguros e eficazes.
Além disso, muitos tratamentos funcionam justamente por provocar uma inflamação controlada na pele — e é aí que o clima faz toda a diferença. “Os tratamentos acabam gerando uma inflamação positiva na pele, da qual nos beneficiamos. Mas, se forem realizados em um período de muito calor ou alta incidência solar, existe o risco de essa inflamação causar ainda mais manchas”, afirma Ana.
Todos os tipos de manchas melhoram no frio?
De forma geral, manchas solares, sardas e pigmentações pós-inflamatórias costumam responder muito bem aos tratamentos realizados no inverno.
O melasma, porém, exige atenção especial. “O melasma é um distúrbio de pigmentação relacionado não apenas à exposição solar, mas também a questões hormonais e inflamatórias. Mesmo no inverno, com protetor solar e tratamento em dia, ele pode surgir por outros fatores”, alerta a dermatologista.
Quais tratamentos para manchas funcionam melhor no inverno?
A boa notícia é que os tratamentos podem ser realizados durante o ano todo. No entanto, o inverno abre espaço para procedimentos mais intensos.
“Dou preferência a lasers mais profundos nos períodos mais frios, pois o clima diminui o risco de piora nas manchas”, comenta a especialista. Já os clareadores tópicos devem ser usados continuamente ao longo do ano, seja em combinação com laser ou peeling.
Existem diferentes tipos de laser indicados para manchas, alguns mais profundos e outros mais superficiais. A escolha depende do tipo de mancha, do tom de pele e do histórico de cada paciente. Por isso, a avaliação com um dermatologista é indispensável antes de iniciar qualquer procedimento.
Em casa, os dermocosméticos clareadores continuam sendo a base do tratamento. Microagulhamento, peeling e laser entram como complementos, não como substitutos dos produtos de uso diário.
Os cuidados diários que fazem diferença no tratamento
Ter um bom protocolo é apenas metade do caminho. A outra metade depende dos cuidados mantidos no dia a dia. “O princípio básico, mesmo que o paciente não use nenhum clareador, é a fotoproteção”, afirma Ana Zanatta.
Isso inclui o uso de protetor solar com reaplicação ao longo do dia, além de chapéus, bonés, roupas com fator de proteção UV e evitar a exposição direta ao sol.
Um ponto que surpreende muita gente é que o calor também pode piorar as manchas. “Ambientes muito quentes, como cozinhas, fornos e espaços esportivos com altas temperaturas, agravam vários tipos de mancha por causa da radiação infravermelha. O calor é um gatilho que muitas pessoas ignoram”, comenta a dermatologista.
É preciso usar protetor solar no inverno?
Mesmo em dias nublados e frios, o protetor solar continua sendo indispensável. “A radiação existe independentemente de você ver o sol. Mesmo em dias nublados, durante o dia, a radiação continua presente”, explica Ana.
Para ela, o protetor solar é o produto de skincare mais importante da dermatologia — especialmente quando o assunto é tratamento de manchas e fotoenvelhecimento. O FPS mínimo recomendado é 30, com reaplicação ao longo do dia.
Quais são os erros mais comuns ao tentar clarear manchas?
Segundo a especialista, o maior erro de quem tenta clarear manchas em casa é utilizar ácidos sem recomendação médica. “A gente vê muita indicação de ácidos potentes que, em mãos sem conhecimento técnico, podem se tornar um veneno e piorar as manchas. Às vezes, um único uso já consegue causar um estrago que leva semanas ou meses para tratar”, alerta.
Outro erro frequente é subestimar a importância do protetor solar.
Esfoliações agressivas também devem ser evitadas. “Tentar raspar a pele para tirar a mancha destrói a barreira cutânea, gera inflamação e, no fim, produz ainda mais manchas”, explica.
E existe um “tratamento caseiro” que a dermatologista contraindica completamente: usar limão nas manchas de axilas e virilhas. “É totalmente contraindicado. Pode causar dermatite, irritação e deixar as manchas ainda mais difíceis de tratar”, alerta.
Como tratar manchas em peles maduras?
Quem está na faixa dos 40, 50 e 60 anos precisa considerar algumas particularidades. “A pele madura se comporta como uma pele mais sensível, que precisa de produtos mais delicados e suaves. Muitas vezes, ao tratar a mancha, também é importante cuidar da qualidade da pele como um todo”, orienta a especialista.
Ela destaca ainda que a combinação de ativos orais e tópicos pode ser especialmente útil nessa fase. Suplementos com ação anti-inflamatória podem complementar o tratamento tópico, principalmente em casos de melasma.
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