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Quais os alimentos proibidos para quem tem pele muito oleosa?

Especialistas explicam a relação entre alimentação e oleosidade da pele e indicam o que você deve evitar e o que deve consumir

Por Camila Pati Atualizado em 13 jan 2021, 13h35 - Publicado em 13 jan 2021, 14h30

Não tem como escapar, o que você come afeta sua pele e, se ela já tem tendência a ser oleosa, os cuidados com alimentação devem ser redobrados para evitar espinhas.

“O consumo de alimentos gordurosos pode levar a hisperinsulinemia, o que acarreta o aumento de hormônios androgênicos. Esses hormônios levam ao aumento da produção sebácea”, diz a dermatologista Paola Pomerantzeff.

Ela cita especificamente os alimentos ricos em gorduras saturadas, como carnes, chocolate, amendoim, laticínios e frituras, como os mais problemáticos para quem tem pele oleosa. Mas não são apenas esses os vilões da acne, segundo a especialista.

“Os alimentos com alto índice glicêmico (como açúcares e carboidratos), podem ativar uma via inflamatória além de aumentar os níveis de insulina no sangue e, portanto, estimular a produção de sebo também”, explica.

É claro que você não precisa cortar de vez todos os alimentos citados pela especialista. Mas é bom lembrar que uma dieta desequilibrada agrava o problema da oleosidade na pele.

É o que diz a médica nutróloga Marcella Garcez. “O consumo excessivo de gorduras não saudáveis desequilibra o organismo e aumenta o perfil inflamatório também da pele, o que geralmente resulta no estímulo das glândulas sebáceas”, diz.

Além dos alimentos ultraprocessados, gorduras vegetais modificadas, gorduras saturadas de origem animal, frituras de imersão, ela também cita como pró-inflamatórios os açucares em geral, doces em excesso, farinhas brancas e refinadas.

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“O excesso de doces e açúcares na dieta, além da inflamação subclínica que atinge a pele, também é responsável por um processo chamado glicação, que nada mais é que a glicose excessiva que se liga às proteínas que dão estrutura à derme, alterando suas funções e seu aspecto, inclusive a atividade das glândulas sebáceas, podendo aumentar a oleosidade”, explica.

A OMS recomenda um consumo máximo de 12g de açúcares ao dia por pessoa, não mais que 10% das calorias totais. “Porém os brasileiros consomem em média 150g de açúcares ao dia, portanto mais de 10 vezes acima da recomendação, porque estão embutidos em alimentos processados e ultraprocessados”, diz Marcella. Os corantes, aromatizantes e conservantes artificias também presentes em alimentos processados são alergênicos e só agravam o problema, segundo a especialista.

Em relação à confusão hormonal causada pela dieta, a médica nutróloga explica que o desequilíbrio metabólico do organismo, por causa da alimentação inadequada aumenta o estresse oxidativo que desequilibra as funções hormonais. “Tanto de suprarrenal como de gônadas, outro fator intimamente ligado à oleosidade da pele”, diz.

Dependendo das causas, o excesso de oleosidade ligado à alimentação, pode ser notado em poucas horas ou ter um aumento gradativo que pode levar meses, de acordo com Marcella.

Para combater o problema, as duas especialistas recomendam uma dieta rica em alimentos ricos em antioxidantes e uma boa hidratação. Tomar água é mais importante do que usar cremes hidratantes, segundo Marcella. “Produtos de uso tópico só ajudam a manter na pele a hidratação que entrou pela boca”, diz.

Portanto, além de tomar mais água, consumir vegetais folhosos, frutas in natura, legumes, cereais e sementes fontes de fibras alimentares ajuda no combate à oleosidade da pele.

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