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10 mitos e verdades sobre o protetor solar

Descubra abaixo se você está aplicando o produto corretamente e se protegendo do sol e da radiação.

Por Thais Varela - Atualizado em 16 jan 2020, 09h36 - Publicado em 2 set 2018, 10h31

Nunca é demais falarmos sobre proteção solar, ainda mais em um país como o Brasil onde o câncer de maior incidência é o de pele, que corresponde a 30% dos tumores malignos diagnosticados, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Além da falta de cuidados, informações erradas e alguns hábitos incorretos podem prejudicar nossa pele e deixá-la vulnerável ao sol e a radiação.

Confira abaixo 10 mitos e verdades sobre o uso do protetor solar e tire suas dúvidas:

RossHelen/ThinkStock

1.Passar filtro com a pele molhada pode diminuir a eficácia da proteção.
Verdade. Você já percebeu que ao aplicar o protetor solar com o corpo úmido o produto espalha mais facilmente? Apesar de dar a impressão de praticidade, isso, na verdade, não é uma coisa boa. Ao entrar em contato e se misturar com a água, o cosmético é diluído e acaba perdendo parte da sua proteção. “Nesse caso, a dica é secar o corpo antes de aplicar o filtro ou optar por uma versão específica para ser usada na pele molhada. Assim, a defesa será garantida”, explica a dermatologista Dra. Valéria Campos.

2.O filtro solar com cor protege mais a pele do que o comum.
Verdade. Além de proteger contra a radiação UVA e UVB, o protetor solar com cor cria uma barreira física também para a luz visível, que, como o próprio nome já diz, é qualquer iluminação que conseguimos ver a olho nu, como a de lâmpadas, computadores, televisões e celulares. “Estamos cada vez mais expostos à luz visível, que acelera o envelhecimento precoce, é uma vilã para quem tem melasma, pois pode aumentar as manchas faciais, e causa danos ao DNA da célula. Por isso, também é preciso se proteger dela”, disse a médica Dra. Valéria Campos.

3.Não é necessário usar protetor solar em dias nublados.
Mito. Independente se o sol está ou não brilhando no céu, continuamos vulneráveis aos seus efeitos, pois as nuvens filtram apenas parte da radiação vinda dele. A emissão do raio UVA, que é um dos principais responsáveis pelo envelhecimento precoce, manchas e câncer de pele, é uma constante mesmo em dias nublados e é imprescindível nos protegermos contra ele sempre.

 

4.Usar maquiagem com fator de proteção solar já é suficiente para cuidar da pele.
Mito. “Um filtro solar com cor pode substituir a base, mas nunca uma base será suficiente para substituir o filtro. Isso porque, normalmente, o FPS presente nesses produtos é muito baixo. Além disso, dificilmente a quantidade necessária para que a proteção seja efetiva é aplicada, pois se trata de um cosmético diferente. O ideal é utilizar um protetor solar sem cor primeiro e, em seguida, aplicar a maquiagem”, ensina a Dra. Valéria.

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5.Protetor solar ajuda a prevenir o envelhecimento precoce.
Verdade. Os raios solares são um dos principais responsáveis pelo envelhecimento precoce e se proteger deles ajuda a prevenir rugas, manchas, o ressecamento da pele e a ação dos radicais livres, que envelhecem nosso rosto. “Essa é a maior verdade da dermatologia e, recentemente, estudos comprovaram que além de ter uma ação preventiva, o filtro solar também ajuda a reverter levemente o quadro de uma pele envelhecida”, disse Dra. Valéria Campos.

6.Protetor solar causa acne.
Mito. O que pode piorar uma pele acneica é a base oleosa de alguns filtros solares. Por isso, antes de escolher qual produto será usado para fazer a proteção, é necessário encontrar o melhor cosmético para o seu tipo de derme. Atualmente, existem diversos protetores oil free e com texturas e substâncias de uso específico para quem sofre com oleosidade e espinhas, que além de criarem uma barreira contra o sol, também tratam a acne.

7.Na praia ou piscina, só é necessário reaplicar o protetor se entrarmos na água.
Mito. “O filtro solar não atua durante todo o dia e reaplicá-lo é extremamente necessário, ainda mais em uma situação de longa exposição ao sol e de transpiração constante, que é o caso de um dia de verão na praia ou piscina. Para esses momentos, o ideal é usar um protetor com textura um pouco mais grossa, que garante uma proteção maior do que a do cosmético que usamos diariamente. Além disso, o indicado é passá-lo novamente a cada duas horas”, revelou Dra. Valéria.

 

8.O índice de FPS dos filtros solares mostra quanto tempo a pele ficará protegida.
Verdade. Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, o FPS não informa sobre o poder da proteção, mas, sim, sobre o tempo pelo qual a pele estará protegida. Usar um filtro solar com fator de proteção 15, por exemplo, significa que a sua pele estará preservada por 15 vezes mais tempo.

Mas, não se confunda, independente do FPS, reaplicar o protetor é necessário e o indicado por dermatologistas é passa-lo novamente a cada duas horas em situações de exposição constante ao sol e de quatro em quatro horas para o dia a dia.

9.Não faz diferença nenhuma aplicar o filtro solar antes de sair de casa ou ao chegar na praia.
Mito. O correto é passar o protetor solar, pelo menos, 15 minutos antes de sair de casa para que a pele tenha tempo de absorvê-lo. Aplicar o produto quando já estamos expostos ao sol nos deixa vulneráveis por um certo período até que a camada protetora comece a fazer efeito.

10.Filtro solar em spray não tem uma proteção tão efetiva.
Verdade. “Além do FPS e da proteção contra os raios UVA e UVB e o infravermelho, para que a ação do protetor seja efetiva é necessário aplicar a quantidade correta de produto sobre a pele. Para um final de semana de longa exposição ao sol, por exemplo, é indicado que as pessoas usem, pelo menos, 120 ml de filtro solar. Quando pensamos no cosmético em spray, dificilmente será aplicada a quantia de produto suficiente para criar uma boa camada de proteção”, explica a dermatologista.

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