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NASA muda o nome da sede em homenagem à primeira engenheira negra

Por cerca de 20 anos Mary W. Jackson foi fundamental na agência, sendo autora e co-autora de dezenas de artigos

Por Da Redação - Atualizado em 26 jun 2020, 10h32 - Publicado em 25 jun 2020, 14h40

A NASA decidiu homenagear a primeira engenheira e cientista negra da instituição. O prédio da agência espacial dos Estados Unidos passará a ser chamado de Edifício Mary W. Jackson.

Jim Bridenstine, administrador do órgão, revelou a novidade na última quarta-feira (24). “Mary W. Jackson fez parte de um grupo de mulheres muito importantes que ajudaram a NASA a enviar com sucesso astronautas americanos ao espaço”, disse ele. 

A carreira da cientista começou em 1951 em um órgão governamental que mais tarde se transformou na mundialmente conhecida NASA. Em 1958, ela se tornou a primeira engenheira aeronáutica negra da instituição.

Mary se especializou no estudo de túneis de ventos e na análise de dados de aeronaves experimentais. Enquanto trabalhava, teve permissão para voltar a estudar e fazia escola noturna depois de seu expediente durante o dia. Por cerca de 20 anos sua atuação foi fundamental na associação, sendo autora e co-autora de dezenas de artigos e estudo do comportamento do ar ao redor das aeronaves.

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No cinema, a história de Mary W. Jackson foi retratada no filme “Estrelas além do tempo“, de 2016. Mary se aposentou em 1985 e faleceu em 2005 de causas naturais.

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👩🏾‍🔬🚀🌟 Mary Jackson never accepted the status quo.⁣⁣⁣ ⁣⁣⁣ Today we announced that our headquarters building in Washington, DC, will be named after engineer Mary W. Jackson, who overcame barriers to become NASA’s first Black woman engineer. ⁣⁣⁣ ⁣⁣⁣ Jackson started her NASA career in 1951 at what is now @NASALangley in Virginia as a human computer – a mathematician who performed hand calculations for NASA missions. After two years working in the West Area Computing unit, she received an offer to work in Langley’s Supersonic Pressure Tunnel, where she conducted extensive aeronautics research and authored or co-authored over a dozen research papers. She was promoted and, in 1958, became our first Black woman engineer.⁣⁣⁣ ⁣⁣⁣ In 1979, Jackson made a final career change, leaving engineering to become the program manager for NASA Langley’s Federal Women’s Program. She would dedicate the rest of her career to the hiring and promotion of the next generation of women mathematicians, scientists, and engineers. She was posthumously awarded the Congressional Medal of Freedom in 2019 and was portrayed by @JanelleMonae in the Oscar-winning film #HiddenFigures.⁣⁣⁣ ⁣⁣⁣ Our Administrator @JimBridenstine noted, "We know there are many other people of color and diverse backgrounds who have contributed to our success, which is why we’re continuing the conversations started about a year ago with the agency’s Unity Campaign. NASA is dedicated to advancing diversity, and we will continue to take steps to do so.”⁣⁣⁣ ⁣ #MaryJackson #BlackinStem #womeninSTEM #nasa

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Outra homenagem semelhante já foi feita pela NASA. Um prédio da instituição foi nomeado de Katherine Johnson, matemática e cientista espacial que fez importantes contribuições para o avanço da aeronáutica e da explosão espacial. Sua história também foi retratada no mesmo filme, “Estrelas além do tempo”.

No ano de 2019, o nome da rua onde fica a sede da agência mudou para “Hidden Figures“, uma menção ao filme que conta a história das cientistas e uma significativa homenagem às mulheres que contribuíram para a grandeza da instituição. O gesto honrou a memória de Dorothy Vaughan, matemática que trabalhou na National Advisory Committee for Aeronautics (NACA), agência que antecedeu o órgão. Dorothy a primeira mulher negra a ser promovida chefe de departamento da NASA.

Todas as mulheres podem (e devem) assumir uma postura antirracista

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