Amarração amorosa funciona? Entenda por que você não deveria fazer
O seu amor pode até voltar em três dias, porém, com consequências devastadoras

Todo mundo já viu aqueles cartazes na rua que prometem “trazer o seu amor de volta” por meio de amarrações amorosas. Normalmente, quem recorre a esse tipo de “serviço” tem a ideia de que o outro lhe pertence. Porém, de acordo com a astróloga Sara Koimbra, ao tentar ‘amarrar’ alguém, estamos expressando, de fato, um desejo de controle, uma necessidade de segurança e uma dificuldade de aceitar que o amor e os relacionamentos saudáveis não podem ser forçados.
O que é uma amarração amorosa (e como é feita)
Uma amarração amorosa é uma prática espiritual ou mágica que visa atrair ou manter um relacionamento amoroso. Ela pode ser feita a partir de vários elementos místicos, como velas, cristais, pedras, ervas e imagens.
O processo funciona com alguns passos, e entre eles, está a invocação de uma entidade de baixa vibração que irá “firmar” o trabalho. Sem dúvidas, realizar o trabalho, de um ponto de vista espiritual, oferece inúmeros riscos. Ao mexermos com o livre arbítrio do próximo, geramos uma dívida cármica imensurável.
Além disso, pela Lei do Retorno, o trabalho de amarração volta tanto para o feiticeiro quanto para o responsável por solicitar a magia. Com isso, ambos podem ter suas vidas afetadas de forma grave, sofrendo consequências em áreas como amor, família, saúde e negócios.
Do ponto de vista psicológico, a atitude escancara uma fragilidade, ao ponto da pessoa perder a conexão consigo mesma, direcionando toda a sua energia para tentar preencher um vazio interno através do outro.
Para que você abandone a ideia, aqui vão algumas sugestões para lidar com esse tipo de relação:
1.Voltar-se a si mesma
É muito mais produtivo dedicar tempo e energia ao próprio desenvolvimento. Investir em reconstruir a autoestima, reconhecer o próprio valor e cultivar a autoconfiança são passos essenciais para quem se sente perdida ou dependente de alguém.
2. Saiba suas qualidades
Uma pessoa que se ama, que reconhece suas qualidades e que se sente segura em sua própria pele atrai, naturalmente, pessoas que desejam estar ao seu lado. Isso acontece porque sua presença inspira liberdade, autenticidade e equilíbrio.

3. Buscar apoio terapêutico
Quando uma pessoa chega a esse ponto, é sinal de que esqueceu de cuidar de si mesma. A terapia, seja psicanalítica ou sistêmica, é fundamental para ajudá-la a identificar e transformar padrões emocionais que a levam a colocar o outro como centro de sua felicidade.
4.Redefinir relações
Entender que amor verdadeiro é construído sobre liberdade, escolha e reciprocidade ajuda a afastar a ideia de que é necessário “segurar” ou “amarrar” alguém para que o vínculo se mantenha.
“Ao invés de tentar controlar o outro, a verdadeira transformação acontece quando a pessoa reconstrói sua relação consigo mesma. Quando alguém se torna a melhor versão de si, não precisa ‘amarrar’ ninguém. São os outros que, espontaneamente, escolhem estar perto dela. Isso não é sobre controle, mas sobre redescobrir a própria força e encontrar a felicidade internamente”, conclui Sara.
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