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Sexo grupal: as 6 dicas mais importantes para ter uma boa orgia

Inaceitáveis para uns e magníficas para outros, as orgias acolhem corpos diversos, com necessidades diferentes, todos em busca do prazer

Por Kalel Adolfo
20 jun 2024, 08h00

“O sexo grupal é uma dança. São corpos dançantes em busca de prazer. E, assim como em qualquer coreografia, é preciso estabelecer quais serão os passos de cada um.” É desse jeito poético que Claris Leal, educadora sexual e expert em sex toys, define o que é uma orgia. A prática, em um primeiro momento, pode soar radical ou nichada.

Porém, um olhar mais atento e sem preconceitos acaba revelando que esse fetiche pode ser uma grande oportunidade de explorar novas (e excitantes) possibilidades na cama. “Um dos pontos mais importantes, e que quase ninguém fala, é que está tudo bem se quisermos desistir no meio. Não é necessário permanecer apenas para agradar as outras pessoas”, afirma Claris.

A seguir, você confere dicas para ter uma boa experiência durante o sexo grupal:

1. Você não precisa transar com todo mundo

Sexo grupal - dicas para ter uma boa orgia
O ato de observar já pode ser considerado uma participação ativa no sexo grupal. (Hieronymus Bosch (Domínio Público)/Reprodução)

Isso nos traz à nossa primeira dica: é absolutamente normal entrar numa orgia e participar exclusivamente como observador. “Apenas o fato de estarmos naquele ambiente já nos torna participantes ativos”, declara Júlia Ferraro, sexóloga, educadora sexual e sócia da Boate 2A2, clube para casais e pessoas liberais.

Para a especialista, precisamos ampliar a ideia do quê é o sexo grupal. “Não necessariamente todo mundo precisa transar com todo mundo. Não existe um fiscal para dizer: ‘Opa, A não transou com B ainda’”, brinca. Ela revela, inclusive, que há casais monogâmicos que gostam unicamente de assistir e estar no ambiente da “suruba”, aproveitando a atmosfera do local para transar somente entre si.

2. Relaxe (e busque autoconhecimento)

Toda nova experiência gera um friozinho na barriga. Com o sexo grupal, isso não seria diferente. Para driblar essa pequena ansiedade, Claris Leal indica retirar o foco da performance sexual e da aparência física.

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“Quando estamos mais concentrados em sentir prazer e estar presentes no momento, atividades mais intensas, como a orgia, tendem a fluir de uma forma mais gostosa”, diz.

Estar informada, tanto da prática quanto dos próprios limites, é o caminho para conseguir encontrar satisfação. “Reflita tanto sobre aquilo que você estaria disposta a fazer quanto naquilo que você não toparia de jeito nenhum, pois estamos falando de um cenário onde muitas atividades diversificadas podem acontecer”, afirma.

Ela traz alguns questionamentos pertinentes: “Você se sentiria confortável fazendo oral numa pessoa desconhecida? Se sentiria confortável estando nua na frente de todos? Ou então, será que ter um momento íntimo com cada um na orgia, separadamente, é mais cômodo? Todas essas reflexões ajudam a entender se realmente queremos aquilo ou se devemos esperar mais um pouquinho.”

Júlia complementa afirmando que não precisamos ter todas as respostas de imediato, pois a fantasia existe em nossas cabeças de um jeito, e na realidade, de outro.

“Existem muitos fatores que podem te influenciar no dia: nervosismo, insegurança, estresse. Porém, ter ao menos um referencial do que acreditamos ser ideal é importante”, declara.

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3. Regrinhas básicas de convivência

Sexo grupal - dicas para ter uma boa orgia
O consentimento é um dos pilares de qualquer orgia. (Hieronymus Bosch (Domínio Público)/Reprodução)

Para Júlia Ferraro, é essencial ter consciência de que nenhum consentimento é presumido durante uma orgia. “Se a gente não conhece o outro, pergunte antes de sair fazendo qualquer coisa”, declara. Não é raro os participantes perguntarem aos maridos presentes no sexo grupal se podem interagir com suas esposas, ignorando completamente a opinião da mulher envolvida.

“Isso é algo muito rude e machista de se fazer”, diz. Caso não queira verbalizar que deseja transar com alguém durante a suruba, é possível tocar em suas mãos e observar como o outro reage. “Se ele se afastar de seu toque, entenda como uma negativa”.

A especialista afirma que ser ativo e ir atrás do que queremos durante a orgia é importante, todavia, precisamos naturalizar ouvir o famigerado ‘não’. Caso queiramos integrar o ambiente apenas como observadores (no caso dos adeptos do voyeur), não se esqueça de ter senso crítico: “Não recomendo ficar encarando as pessoas a 20 centímetros de distância, sabe? Dê um espaço para os outros, saiba observar através de um distanciamento confortável, que não deixe ninguém se sentindo incomodado ou analisado”, diz.

4. Cumplicidade na orgia

Outra questão comum entre os curiosos, especialmente aqueles que estão pensando em se aventurar a dois, é: o que fazer se sentir ciúmes na hora? Nesse caso, Júlia aconselha a planejar alguns esquemas, que vão desde uma palavra de segurança (no caso de alguém querer desistir) até uma breve pausa para conversar do lado de fora da experiência.

“Só tome cuidado para não ter uma D.R no meio do sexo grupal, pois isso pode estragar o clima para todo mundo. Parece algo bobo, mas acontece com uma certa frequência”, diz.

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A especialista também afirma ser relevante que os casais se lembrem da confiança que têm um no outro durante o ato: “É libertador pensar que estamos ali, vivendo um novo momento para explorar outras possibilidades na relação, com alguém que temos uma imensa intimidade.”

Aqui, porém, Claris faz um adendo: não enxergue a orgia como uma estratégia para salvar a relação. “Qualquer medida desesperada de apimentar a dinâmica do casal, depositando a expectativa num ato terceirizado, é sinônimo de frustração”. Segundo a educadora, se há falhas prévias de comunicação e a convivência não está sendo positiva no dia a dia, a ida a um evento desses não será agradável.

5. Proteção a cada passo

Priorizar a proteção, de acordo com Claris, é um item obrigatório no checklist de qualquer um que queira se aventurar no sexo grupal. “Leve os seus próprios preservativos, mesmo que o local ofereça camisinhas”. Em seguida, a especialista declara que nunca devemos usar o mesmo preservativo em pessoas diferentes.

“Se for passar da penetração anal para a vaginal, também é necessário trocar a camisinha. Temos presenciado grandes epidemias de IST’s, justamente pelo descuido da população. Portanto, essa responsabilidade não é apenas elegante, mas também urgentemente necessária.”

6. O jardim das delícias

Sexo grupal - dicas para ter uma boa orgia
Toda forma de prazer, independente de qual seja, é válida (desde que não ofenda ninguém). (Hieronymus Bosch (Domínio Público)/Reprodução)

“Tudo que envolve um prazer legítimo, genuíno e que não fere os outros, é válido”, declara Claris Leal. Ela reforça a metáfora dita no início da matéria: o sexo com mais pessoas é uma dança que se dá entre corpos que estão buscando um deleite em conjunto. “Que mal tem isso, né? Vamos nos permitir. Se há indivíduos dispostos a se amarem, transarem e se curtirem juntos, deixa eles.”

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