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Casei em cima de um trio elétrico

Acompanhada de um padre e vestida de noiva, parei o trio elétrico na frente do trabalho dele e pedi sua mão

Por Redação M de Mulher
28 out 2008, 21h00 • Atualizado em 21 jan 2020, 12h16
Daniela Torres (/)
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  • Chamei o Adão pelo microfone
    e o pedi em casamento
    Foto: Arquivo pessoal

    Eu já morava há um ano com o Adão, mas meu pai não aceitava muito bem aquela situação informal. Ele é antigo e dizia que não tinha criado filha pra viver amasiada. Eu também queria me casar, mas não tinha certeza se o Adão tinha o mesmo o sonho. Um dia vi um programa de TV que dava idéias de casamentos surpresa. Peguei uma daquelas idéias pra mim.

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    Resolvi alugar um trio elétrico, chamar um padre, alguns familiares e amigos. No dia 23 de maio de 2004 o Adão saiu pra trabalhar como de costume. Ele estava prestes a vestir uma camisa amarela quando sugeri uma branca. “Cairia melhor pra um noivo”, pensei. Minutos depois começou a maratona.

    A família dele só soube no dia

    Eu só contei meu plano à família do Adão naquele mesmo dia – tinha medo de que a surpresa vazasse. Pela manhã liguei e falei pra eles se reunirem na rodoviária com roupa de festa que uma van os pegaria. Quando todos chegaram à minha casa, subimos no trio e fomos em direção ao trabalho do Adão. Na época, ele trabalhava como segurança em uma pizzaria. Eram 5 horas da tarde quando paramos a um quarteirão de distância, chamei-o pelo microfone e nada de ele aparecer…

    Resolvi, então, chamá-lo pelo nome inteiro. Soube que, nessa hora, ele apareceu na porta do trabalho. Mas lá de baixo não conseguia dimensionar o que estava acontecendo. Um dos policiais presentes pediu que ele subisse pra checar o que havia ali. Adão obedeceu.

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    Tive medo de levar um “não”

    Assim que chegou ao topo do trio, começou a tocar a marcha nupcial. O Adão estava pasmo. Eu, então, peguei o microfone e me declarei. Disse que aquilo era mais uma prova do quanto eu o amava. Ao final, morrendo de medo de escutar um não, perguntei se ele aceitava se casar comigo. “Lógico”, foi a reposta do meu amor. Eu quase me desmanchei em lágrimas. Enquanto isso um helicóptero sobrevoava o local com uma equipe de filmagem, presente dos meus padrinhos.

    No mesmo dia, fomos todos os familiares e amigos comer na pizzaria em que ele trabalhava. Um mês depois nos casamos no civil, em um cartório. E também fomos a uma igreja católica apostólica receber a benção de um padre porque naquele dia eu havia chamado um padre da igreja brasileira, que aceita participar desses eventos fora da igreja.


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