Tile table: a febre do design que tirou os azulejos da cozinha direto para a sala
Mesas, bancos e mesas laterais revestidos com azulejos e pastilhas transformam a cerâmica em protagonista da decoração
Por Marina Marques
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IntroduçãoAzulejos e pastilhas deixam de ser exclusivos de áreas molhadas e revestem móveis como mesas de centro e bancos, uma tendência internacional chamada tile table. Unindo artesanato e design contemporâneo, esses móveis adicionam textura, cor e personalidade aos ambientes, com opções que vão do minimalista ao vibrante.
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Principais Tópicos
- Tile table: azulejos e pastilhas em móveis Versatilidade de cores e estampas na decoração Móveis monocromáticos com estética minimalista Cores vibrantes para um ponto focal Como fazer sua própria tile table em casa
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Por muito tempo, azulejos e pastilhas ficaram restritos a cozinhas, banheiros e áreas externas. Agora, eles ganham uma nova função dentro de casa: deixam as paredes para revestir móveis.
Conhecida internacionalmente como tile table, a tendência transforma mesas de centro, mesas laterais, bancos, banquetas e aparadores em peças de destaque, unindo o apelo artesanal da cerâmica ao desenho contemporâneo do mobiliário.
Embora tenha conquistado espaço nas redes sociais recentemente, a proposta dialoga com referências da azulejaria tradicional, do design italiano das décadas de 1960 e 1970 e até do modernismo brasileiro.
A diferença está na maneira como esses revestimentos são aplicados: em vez de servir apenas como acabamento arquitetônico, passam a envolver completamente o mobiliário, criando peças esculturais que adicionam textura, cor e personalidade aos ambientes.
O resultado são móveis que transitam entre o artesanal e o contemporâneo, funcionando tanto como peças de apoio quanto como protagonistas da decoração. Confira algumas inspirações:
Tile tables monocromáticas
As versões minimalistas são as que melhor representam a essência das tile tables. Em vez de apostar em desenhos elaborados, muitos designers trabalham com formas extremamente simples, como cubos, prismas e blocos maciços, permitindo que o revestimento cerâmico seja o elemento de maior destaque.
Nesses projetos, as pastilhas quadradas criam uma superfície contínua e uniforme, enquanto o rejunte desenha uma grade delicada que passa a fazer parte da identidade visual da peça. O acabamento, que antes era visto apenas como um detalhe técnico, ganha protagonismo e reforça o aspecto geométrico do móvel.
Os acabamentos também influenciam o resultado. Superfícies foscas transmitem uma sensação mais sóbria e contemporânea, enquanto os esmaltes brilhantes refletem a luz e evidenciam o relevo das pastilhas ao longo do dia.
Outro ponto em comum entre essas peças é o uso de uma única cor em toda a estrutura, como no móvel abaixo. Branco, tons pastel, areia e outros tons neutros ajudam a destacar a volumetria do móvel sem sobrecarregar o ambiente e criando um efeito color blocking.
O efeito lembra pequenas esculturas distribuídas pela casa, capazes de adicionar textura sem abrir mão da simplicidade.
Cor para transformar o móvel em ponto focal
Se nas versões minimalistas o destaque está na forma, aqui é a cor que assume o protagonismo. Tons intensos como vermelho, terracota, laranja queimado e azul-cobalto transformam mesas de centro e laterais em verdadeiros pontos focais da decoração.
Ao revestir completamente a estrutura, a cerâmica cria uma aparência monolítica difícil de reproduzir com pintura. O brilho natural do esmalte, somado às pequenas variações entre uma peça e outra, acrescenta profundidade à superfície e faz com que o móvel mude de aparência conforme a iluminação do ambiente.
Essas tonalidades funcionam especialmente bem em salas de base neutra, onde uma única peça colorida já é suficiente para quebrar a monotonia visual. Ao mesmo tempo, também podem compor interiores maximalistas, dialogando com obras de arte, tapetes estampados e tecidos coloridos.
A escolha das cores remete ainda a uma estética retrô, inspirada nos interiores das décadas de 1960 e 1970, mas reinterpretada por meio de linhas limpas e proporções contemporâneas.
Estampas e grafismos atualizam a azulejaria tradicional
Outra vertente da tendência aposta na força dos desenhos. Em vez de revestimentos lisos, entram em cena azulejos estampados, composições geométricas e paginações gráficas que transformam o tampo da mesa em um grande painel decorativo.
Os padrões inspirados na azulejaria portuguesa resgatam uma tradição centenária, enquanto desenhos geométricos e composições em preto e branco aproximam essas peças de uma linguagem mais contemporânea. Em muitos casos, a paginação continua pelas laterais do móvel, criando um efeito contínuo que reforça o caráter artesanal do trabalho.
O interessante é que cada composição produz um resultado completamente diferente. Enquanto estampas florais deixam o ambiente mais acolhedor, desenhos gráficos conferem um aspecto quase arquitetônico à peça.
Para equilibrar o conjunto, vale combinar esse tipo de móvel com sofás de linhas retas, madeira natural e tecidos lisos, permitindo que o revestimento permaneça como protagonista.
Pastilhas valorizam textura e acabamento artesanal
As pastilhas oferecem uma leitura diferente da produzida pelos azulejos tradicionais. Como são menores, permitem acompanhar curvas, criar superfícies mais delicadas e explorar nuances de cor que enriquecem o acabamento.
Em muitos projetos, não há apenas uma tonalidade. Diferentes variações de verde, azul ou bege aparecem misturadas na mesma peça, produzindo um efeito visual mais orgânico e reforçando o aspecto artesanal do revestimento.
Outro diferencial está na maneira como a luz interage com a superfície. Cada pequena pastilha reflete o ambiente de forma ligeiramente diferente, criando um brilho irregular que evidencia a textura da cerâmica e torna o móvel mais interessante visualmente. A aplicação, quando em placas, também se torna mais prática do que revestir com azulejos.
A tendência chega a bancos, banquetas e nichos
Embora o nome tile table faça referência às mesas, a tendência rapidamente se expandiu para outras tipologias de mobiliário. Hoje, é comum encontrar bancos, banquetas, aparadores, nichos e cubos multifuncionais completamente revestidos por azulejos ou pastilhas.
Os cubos são especialmente versáteis. Dependendo da composição, podem funcionar como mesa lateral, criado-mudo, banco ou apoio para vasos e objetos decorativos. Já as versões com nichos incorporados oferecem espaço para livros e acessórios, agregando funcionalidade ao desenho.
Essa flexibilidade permite adaptar a técnica tanto a apartamentos compactos quanto a casas maiores. Além da sala de estar, os móveis revestidos também aparecem em varandas, quartos, home offices e áreas gourmet, criando uma linguagem visual contínua entre diferentes ambientes.
Estruturas metálicas deixam a tendência mais leve
Nem todas as tile tables são compostas por blocos revestidos. Outra interpretação da tendência combina tampos cerâmicos com bases metálicas, criando uma estética mais leve e contemporânea.
Nesse tipo de projeto, a estrutura de aço deixa de competir com o revestimento e funciona como um suporte discreto para destacar a superfície revestida. O contraste entre o metal e a cerâmica aproxima o artesanal do industrial, tornando a peça mais fácil de integrar a diferentes estilos de decoração.
A solução também reduz o peso visual do mobiliário e pode ser uma boa alternativa para quem deseja incorporar a tendência de maneira mais sutil, sem abrir mão do charme proporcionado pelos azulejos.
Como fazer uma tile table em casa
Além de inspirar projetos assinados por designers, a tendência também pode ser reproduzida em versões artesanais. A estrutura normalmente é construída em MDF naval, compensado, concreto celular ou alvenaria, materiais capazes de suportar o peso do revestimento cerâmico.
Uma das formas mais práticas de executar o projeto é utilizar placas prontas de pastilhas, vendidas em telas, que facilitam o alinhamento e aceleram a instalação. Outra possibilidade é trabalhar com azulejos individuais, permitindo criar paginações personalizadas, desenhos geométricos ou combinações de estampas.
Abaixo, a influenciadora @izaapinheiro ensina o passo a passo para fazer uma versão como o móvel dela por R$ 380. A peça teve como base uma caixa de MDF e foi revestida com pastilha de vidro. Para o acabamento, ela utilizou rejunte, corantes para o rejunte e cola PU40. Confira:
Depois de pronta a base, basta aplicar uma argamassa colante específica para cerâmica, instalar as peças, preencher as juntas com rejunte e finalizar a limpeza da superfície. Para móveis que ficarão em áreas externas ou sujeitos à umidade, vale optar por produtos indicados para esse tipo de uso.
A mesma técnica pode ser aplicada em mesas de centro, mesas laterais, bancos, banquetas, aparadores, nichos e até painéis decorativos. O resultado é um móvel personalizado, resistente e com forte apelo artesanal, mostrando que a cerâmica pode ir muito além do revestimento de paredes.
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