A VP da Vivo que transformou desconexão em pauta dentro da empresa
Marina Daineze, VP de Comunicação e Sustentabilidade da Vivo, prova que é possível se renovar e seguir aprendendo mesmo após anos na mesma empresa
No fim de 2023, a Vivo lançou uma campanha de marketing para refletir a relação das pessoas como tempo. Usando o slogan “Tem Tempo Pra Tudo”, junto com a atriz Denise Fraga, a marca propôs uma ponderação: se o celular ocupa todos os seus respiros do dia, é hora de retomar o controle.
Além de um vídeo, a produção rendeu duas apresentações no Teatro Vivo, em São Paulo. Esse é um dos projetos que faz brilhar os olhos de Marina Daineze, Vice-Presidente de Comunicação e Sustentabilidade da marca.
Ela, que chegou como trainee há mais de 20 anos, pensa em soluções de conectividade, entretenimento, saúde e bem-estar.
“No início da minha carreira profissional, queria muito poder fazer a diferença, trabalhar com o que gostava e aprender. Eu almejava uma liderança, mas ainda era algo superdistante. Queria trabalhar com propósito e aproximar pessoas”, comenta.
“O que me encantou foi o olhar para as relações humanas.”
Subir de cargo não foi uma surpresa, mas uma construção: além de se especializar na técnica, a gestora entendeu que uma equipe boa era aquela que funcionava sozinha.
“Precisamos desenvolver cada um, inclusive formar sucessores, para poder dar um próximo passo na nossa carreira.”
Em um mercado pautado por mudanças cada vez mais rápidas, ela precisou se adaptar continuamente, lidando com novas linguagens, plataformas e expectativas do público — esse movimento, inclusive, se tornou uma das marcas de sua trajetória.
Mudança estrutural
Hoje, ela diz com orgulho que as iniciativas socioambientais são temas conectados ao seu dia a dia.
A preservação integra o planejamento de longo prazo, alinhando inovação a compromissos climáticos.
“As grandes marcas têm poder de voz, influência e engajamento. Portanto, têm responsabilidade em atuar de forma propositiva”, pontua.
Projetos culturais e educacionais ganharam protagonismo nos últimos anos, reforçando a ideia de que a tecnologia também pode ser ferramenta de transformação e de fortalecimento de comunidades.
A Fundação Telefônica Vivo, por exemplo, atua em prol da educação pública, capacitando professores e alunos no ambiente digital.
“O lema é aproximar pessoas do que é importante, não só umas das outras, mas das possibilidades de desenvolvimento pessoal.”
Os efeitos da hiperconexão
Em um cenário em que o celular passou a mediar o trabalho, as relações e até a construção da identidade, ela observa que a hiperconexão trouxe benefícios, mas efeitos colaterais que exigem consciência.
E o desafio de equilibrar nossa relação com a internet não é individual, mas coletivo.
À primeira vista, pode parecer estranho um grupo de telecomunicações falando sobre desconectar. Porém, é comum dentro da própria companhia a discussão sobre a diminuição do tempo de tela e como fazer boas escolhas no universo online impactam a saúde mental e o bem-estar.
“A internet é uma coisa realmente maravilhosa, mas pode trazer uma sensação de comparação e de que talvez a vida do outro seja muito melhor do que a sua. Ter consciência disso é superimportante.”
Liderança e equilíbrio
No campo do trabalho, Marina reconhece que o amor pelo que faz pode facilmente ultrapassar limites se não houver disciplina e apoio.
“É uma balança que você tem que estar o tempo todo medindo”, resume.
Conciliar demandas profissionais com a vida pessoal exige ajustes constantes, especialmente para quem ocupa posições de liderança e ainda cuida da família.
Nesse processo, a confiança no time se torna fundamental para dividir as responsabilidades.
“Ninguém nunca está 100%. Muitas vezes eu estou 70 e você está 30. E, juntos, a gente soma os 100%”, afirma.
Uma nova forma de liderar
Segundo ela, a ideia de liderança inatingível ficou para trás.
Estar aberta à vulnerabilidade e à troca, além de pedir ajuda e oferecer apoio faz parte de sua cultura profissional.
Ou seja, compartilhar fragilidades e desafios — inclusive aqueles pessoais — deixou de ser sinal de fraqueza para se tornar uma forma de fortalecer vínculos dentro das equipes.
“A gente vive uma nova era. Para as pessoas estarem no seu melhor potencial, elas precisam estar inteiras. E elas enxergam isso no outro também”, afirma.
Curiosidade e reinvenção
Após mais de duas décadas, a profissional segue movida pela curiosidade e reinvenção — não só dela, mas de um país inteiro.
“Continuo animada como aquela aquela jovem que entrou na Vivo. Sigo olhando para uma tecnologia do futuro que traga prosperidade para as pessoas e para o planeta.”
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