O apartamento de “O Drama” virou obsessão entre arquitetos; entenda por que
Descubra como o apartamento da série "The Drama" se tornou um hit e cada detalhe do décor conta a história do casal
O apartamento do casal protagonista de O Drama conquistou olhares exigentes da arquitetura. Emma e Charlie — uma editora literária e um curador de museu britânico — levam uma vida aparentemente perfeita em Boston, até que a relação é colocada em xeque por uma confissão durante um jogo.
O apartamento de O Drama e como ele se tornou um hit entre arquitetos
A casa em que vivem ajuda a contar essa história. Na parede, por exemplo, está Shambolic Figure, de Tristan Unrau, obra que provoca reflexões sobre a possibilidade de “monstros” levarem vidas interessantes. O elemento, em diálogo com o arco do casal, questiona se alguém que flerta com o monstruoso ainda pode ser digno de compaixão e de amor.
Esse é apenas um dos destaques do sofisticado apartamento. A responsável por criar um ambiente tão cativante, capaz de nos fazer desejar viver ali e até torcer para que o conto de fadas (e seu castelo simbólico) não desmorone, é a diretora de arte Zosia Mackenzie.
Ela recebeu uma ligação do diretor Kristoffer Borgli no verão de 2024 e, poucas semanas depois, já estava imersa na pré-produção. Ao lado de Borgli e do diretor de fotografia Arseni Khachturan, mudou-se para Boston para explorar bairros e compreender como os personagens habitariam seus espaços.
A equipe visitou diversos imóveis, com um objetivo claro: encontrar uma casa geminada do final da era vitoriana, com pé-direito alto, escada em espiral, janelas generosas e abundante luz natural, o que seria essencial para as filmagens. Encontraram um exemplar que reunia todas essas qualidades, além de estantes embutidas e molduras originais.
Dentro da direção de arte de O Drama: móveis vintage, arte e narrativa no décor
O problema é que uma família morava no ambiente. Foi necessário firmar um acordo de mudança temporária, retirar os pertences e realizar pequenos reparos antes de iniciar a transformação.
Na decoração, havia um ponto de partida: Charlie já morava ali antes da chegada de Emma. Culto e sofisticado, ele seria o tipo de personagem que coleciona peças de valor. A equipe, então, garimpou mobiliário com essa narrativa em mente.
Entre os destaques, um sofá Knoll da Reside, loja vintage em Cambridge, e um par de cadeiras Knoll Pollock encontrado no Facebook Marketplace. Mercados de antiguidades, lojas locais e vendedores independentes também fizeram parte da busca por peças que definissem a identidade do espaço.
Obras de arte de qualidade foram obtidas por meio de parcerias com galerias prestigiadas, reforçando a ideia de que Charlie constrói sua própria coleção. Muitas dessas obras carregam significados sutis, dialogando com o progressivo desmoronamento do personagem.
Emma, por sua vez, aparece de forma mais discreta, nos livros espalhados pela casa e no logotipo da Mission Publishing, a editora fictícia onde trabalha. Uma escolha coerente com o fato de que seu passado permanece, por muito tempo, oculto para Charlie.
A direção de arte ainda optou por inserir elementos levemente “desalinhados”, que dão autenticidade ao ambiente: cadeiras de jantar distintas entre si, mesas de cabeceira assimétricas.
São pequenos desvios que afastam o apartamento da perfeição estática e o aproximam da complexidade real de quem o habita. Essa é, aliás, uma boa dica de decoração para quem deseja um apartamento tão especial quanto o deles.
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