Nova forma de lavar o cabelo viraliza (e pode dar nova vida aos fios)
Entenda a nova técnica de higienização capilar e saiba se ela realmente funciona
A forma tradicional de lavar os cabelos segue uma lógica simples: primeiro o shampoo, depois o condicionador. No entanto, a evolução das técnicas de beleza revelou uma nova trend, que propõe trocar a ordem de aplicação.
Conhecida como reverse washing, essa inversão na lavagem dos fios tem sido valorizada por profissionais por melhorar o volume e retirar o aspecto pesado que alguns condicionadores deixam nas mechas.
“Essa estratégia tem como objetivo modular o impacto dos agentes tensoativos do shampoo sobre a fibra capilar, especialmente em cabelos com maior fragilidade estrutural”, explica Leila David Bloch, dermatologista, membro titular e conselheira da Sociedade Brasileira de Dermatologia Regional.
O método tradicional de limpeza
O shampoo é responsável por higienizar o couro cabeludo e remover as impurezas dos fios, como sujeiras, resíduos e oleosidade acumulada ao longo do dia. Porém, quando a cutícula — camada que envolve o fio — permanece aberta, o cabelo se torna vulnerável a agressões externas, como poluição, calor de ferramentas térmicas e produtos químicos.
Assim, o condicionador atua selando as cutículas e protegendo as mechas, ajudando a preservar nutrientes e evitar o ressecamento. “Os condicionadores contêm agentes catiônicos, silicones e emolientes que se ligam à fibra capilar, reduzindo atrito, alinhando cutículas e protegendo contra a perda lipídica excessiva”, completa a profissional.
Os benefícios e contraindicações da lavagem inversa
A técnica reversa, portanto, surge como uma alternativa para melhorar a textura do cabelo, oferecendo uma aparência mais solta e com mais volume. O método consiste em aplicar condicionador apenas nas pontas e comprimentos e, em seguida, distribuir o shampoo pela raiz.
“Redução do ressecamento, menor dano mecânico, melhor penteabilidade, menos frizz e mais maciez. Trata-se de uma estratégia válida para proteção da fibra capilar, devendo ser individualizada conforme o perfil do paciente”, informa a dermatologista.
Apesar das vantagens, o procedimento é bem restrito e não é indicado para todos os tipos de cabelos. Ela funciona melhor em fios finos e oleosos. Já cabelos grossos, secos, cacheados ou ondulados podem não se beneficiar do método e, por isso, devem evitá-lo.
Além disso, a recomendação é que a prática seja realizada com moderação, preferencialmente uma vez por semana. O uso excessivo pode prejudicar a emoliência e a umectação capilar e provocar o efeito rebote, estimulando o aumento da produção de oleosidade.
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