A reação do elenco de Grey’s Anatomy à morte de Eric Dane
O ator, que deu vida ao inesquecível Mark Sloan, foi lembrado por colegas como uma presença luminosa dentro e fora dos estúdios da série
Quando Eric Dane surgiu em Grey’s Anatomy, na segunda temporada, ninguém imaginava que aquele cirurgião plástico confiante, provocador e irresistivelmente carismático se tornaria um dos personagens mais marcantes da série. Mark Sloan — eternizado pelo apelido “McSteamy” — virou fenômeno, parte de uma geração.
A morte do ator, nesta quinta-feira (19), aos 53 anos, após complicações relacionadas à esclerose lateral amiotrófica (ELA) — uma doença degenerativa progressiva e rara que ataca os neurônios motores — , gerou uma onda de comoção entre colegas que dividiram cenas, risadas e anos intensos de gravação com ele. Mais do que homenagens, as mensagens revelam um amigo generoso que existia além do personagem que conquistou o público.
Kim Raver
Para Kim Raver, que interpretou Teddy Altman, Dane era “luz”. Em sua despedida, a atriz destacou o brilho e a generosidade do colega — alguém que, segundo ela, fazia questão de criar um ambiente acolhedor nos bastidores. A lembrança que fica não é apenas do personagem, mas do homem atento e afetuoso.
“Eric era uma luz. Você podia ver esse brilho nele sem esforço, tanto no set de Grey’s Anatomy quanto quando estava com Rebecca e as meninas. Durante as filmagens, seus olhos brilhavam e, com um olhar travesso, ele entregava, com timing cômico perfeito, uma fala que te deixaria sem palavras! Sentiremos sua falta”
Patrick Dempsey
Ao recordar o amigo, Patrick Dempsey ressaltou o humor afiado de Dane. Em uma série marcada por tragédias, despedidas e reviravoltas médicas, ele era, nos bastidores, uma presença que trazia leveza e diversão. A memória compartilhada pelos colegas é a de alguém que ria alto, improvisava e transformava o ambiente de trabalho em um espaço mais alegre.
“Ele era o cara mais engraçado, era uma alegria trabalhar com ele e eu quero me lembrar dele nesse espírito, porque sempre que ele estava no set, ele trazia muita diversão. Ele tinha um ótimo senso de humor”
O ator também relatou que o estado de saúde de Dane havia se deteriorado rapidamente nas últimas semanas.
A palavra de quem criou o universo Grey’s Anatomy
Criadora da série, Shonda Rhimes também se manifestou, lembrando a força e o magnetismo de Dane em cena. Em suas mãos, o personagem deixou de ser apenas o “McSteamy” sedutor e passou a revelar fragilidades, afetos e amadurecimento. A despedida da criadora reforça o quanto o ator ajudou a moldar um dos períodos mais icônicos da produção.
Em publicação nas redes sociais, Shonda Rhimes afirmou que Eric Dane foi “um membro querido das famílias Shondaland e Grey’s Anatomy.”
Ela destacou que sua interpretação do Dr. Mark Sloan deixou uma “marca indelével” na série e no público ao redor do mundo. A produtora também agradeceu pela “arte, espírito, amizade e humanidade” que o ator compartilhou ao longo dos anos.
James Pickens Jr.
Integrante do elenco original, James Pickens Jr. escreveu em seu Instagram “Descanse em paz”.
Krista Vernoff
Já Krista Vernoff, que comandou a produção como showrunner, ressaltou a energia que o ator levava para o set — uma presença que, segundo ela, transformava não apenas as cenas, mas o ambiente de trabalho.
Ela compartilhou a troca de mensagens entre os dois em 2021: “Liguei para o Eric e ele atendeu imediatamente. Perguntei: ‘Você volta? Eu sei que estamos em uma pandemia e filmar é um pesadelo, mas vamos fazer na praia e manter o distanciamento social porque o mundo precisa de alegria, e Mark e Lexie são alegria.’ Ele perguntou onde e quando”, escreveu ela na legenda da publicação. “Quando cheguei ao set naquele dia, ele disse: ‘Vamos quebrar as regras e nos abraçar agora, certo?’ O que eu mais vou me lembrar sobre o Eric Dane são os seus abraços. Os melhores abraços. Oh, meu amigo. Desejo-te paz.”
Outros colegas, como Kevin McKidd e Sarah Drew, também se manifestaram, contando memórias pessoais e reconhecendo o impacto duradouro de Eric Dane na história da série.
O adeus que ultrapassa a ficção
Em 2012, a morte de Mark Sloan já havia arrancado lágrimas do público em um dos momentos mais dolorosos de Grey’s Anatomy. Agora, a despedida é real — e ainda mais difícil.
Para quem acompanhou madrugadas de maratona, torceu por romances improváveis e cresceu ao lado dos médicos do Grey Sloan Memorial, Eric Dane não foi apenas um rosto bonito na tela. Ele ajudou a construir uma narrativa sobre amizade, amor, amadurecimento e imperfeição — temas que seguem ecoando muito além do hospital fictício de Seattle.
Se McSteamy virou símbolo de desejo, Eric Dane se despede como algo maior: parte da memória afetiva de uma geração.
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